{"id":99,"date":"2014-09-09T18:36:00","date_gmt":"2014-09-09T21:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/os-musicos-de-bremen-original-grimms\/"},"modified":"2025-07-27T19:26:27","modified_gmt":"2025-07-27T22:26:27","slug":"os-musicos-de-bremen-original-grimms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/os-musicos-de-bremen-original-grimms\/","title":{"rendered":"Os m\u00fasicos de Bremen :: Original Grimms"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEj7-pd2fL22NtcmC82GE_uipY8DRcCwOgV0WS5M1MJy4wyxc796JIjRh8xHHbfZE1il6QvC1LeJJ32rOpZTGJDhtTtCtlWAU3F3_Gnbr5RhXc7rdmfBNf2dtDyBH1J7d67XU9jdtrA7VvM\/s1600\/image027.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEj7-pd2fL22NtcmC82GE_uipY8DRcCwOgV0WS5M1MJy4wyxc796JIjRh8xHHbfZE1il6QvC1LeJJ32rOpZTGJDhtTtCtlWAU3F3_Gnbr5RhXc7rdmfBNf2dtDyBH1J7d67XU9jdtrA7VvM\/s1600\/image027.jpg\" height=\"320\" width=\"267\" \/><\/a><\/div>\n<p>Era uma vez um burro que tinha trabalhado durante muitos anos para o seu dono, acartando sacos de milho. Com o tempo, foi perdendo as for\u00e7as e acabou por n\u00e3o conseguir trabalhar como antigamente. Ent\u00e3o, o dono resolveu cortar-lhe a ra\u00e7\u00e3o. Vendo que dessa decis\u00e3o n\u00e3o viria nada de bom para si, o Burro fugiu e p\u00f4s-se a caminho da cidade de Bremen.<br \/>\n&#8211; Em Bremen posso tornar-me m\u00fasico \u2013 pensava ele enquanto caminhava.<br \/>\nAinda mal tinha come\u00e7ado a jornada quando encontrou, \u00e0 beira da estrada, um c\u00e3o de ca\u00e7a que respirava sem f\u00f4lego como se tivesse acabado de correr muito.<br \/>\n&#8211; Por que respiras assim com tanta dificuldade? \u2013 Perguntou o Burro.<br \/>\n&#8211; Ah, sabes l\u00e1! Como estou velho e cada dia que passa me sinto mais fraco, j\u00e1 n\u00e3o posso ca\u00e7ar. O meu dono queria matar-me, mas eu fugi a sete p\u00e9s. Mas, agora, o que vai ser de mim? \u2013 Queixou-se o C\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Por que n\u00e3o vens comigo para Bremen? \u2013 Perguntou o Burro. &#8211; Vou tornar-me m\u00fasico da cidade e tocar ala\u00fade. Tu podias tocar tambor\u2026<br \/>\nO C\u00e3o concordou e meteram-se ambos ao caminho.<br \/>\nAndaram algum tempo at\u00e9 que encontraram um Gato que estava muito, muito triste.<br \/>\n&#8211; O que te aconteceu, meu ca\u00e7a-ratos? \u2013 Perguntou o Burro.<br \/>\n&#8211; Quem \u00e9 que se pode sentir feliz quando tem a vida em risco? \u2013 Queixou-se o Gato \u2013<br \/>\nComo estou velho e prefiro enroscar-me \u00e0 lareira em vez de ca\u00e7ar ratos como antigamente, a minha dona quis afogar-me e eu fugi. Mas, agora, o que ser\u00e1 de mim?<br \/>\n<a name='more'><\/a><br \/>\n&#8211; Vem connosco para Bremen \u2013 convidou o Burro. \u2013 Podes ser um m\u00fasico como n\u00f3s e tocar nos concertos noturnos.<br \/>\nO Gato concordou e foi com eles.<br \/>\nPelo caminho passaram por uma quinta e viram um Galo empoleirado na cancela.<br \/>\nCantava a plenos pulm\u00f5es.<br \/>\n&#8211; Por que te esgani\u00e7as tanto? \u2013 Quis saber o Burro.<br \/>\n&#8211; Amanh\u00e3 \u00e9 Domingo &#8211; explicou o Galo &#8211; e a minha dona tem convidados. Mandou a cozinheira cortar-me o pesco\u00e7o logo \u00e0 noite e meter-me na panela. Por isso, canto enquanto posso.<br \/>\n&#8211; \u00c9 melhor vires connosco, Galo vaidoso &#8211; convidou o Burro &#8211; tens uma bela voz e juntos faremos um belo quarteto.<br \/>\nO Galo concordou e partiu com os outros.<br \/>\nComo n\u00e3o podiam chegar a Bremen nesse dia, resolveram passar a noite numa floresta.<br \/>\nO Burro e o C\u00e3o deitaram-se debaixo de uma \u00e1rvore e o Gato e o Galo aninharam-se nos seus ramos. O Galo escolheu um dos ramos do topo da \u00e1rvore porque a\u00ed se sentia mais seguro. Antes de adormecer, olhou em volta e viu ao longe uma luz a brilhar na escurid\u00e3o. Chamou os colegas e disse-lhes que, naquela dire\u00e7\u00e3o, havia com certeza uma casa.<br \/>\n&#8211; Vamos at\u00e9 l\u00e1 \u2013 prop\u00f4s o Burro. \u2013 Aqui n\u00e3o estamos l\u00e1 muito bem instalados.<br \/>\nTodos concordaram e puseram-se a caminho. Acabaram por chegar a uma velha casa de onde sa\u00eda uma luz muito viva.<br \/>\nComo o Burro era o mais alto, foi ele quem espreitou primeiro.<br \/>\n&#8211; O que v\u00eas? \u2013 Perguntou o C\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Vejo uma mesa repleta de iguarias e quatro salteadores que se est\u00e3o a banquetear \u00e0 farta \u2013 respondeu o Burro.<br \/>\n&#8211; Essa comida \u00e9 que vinha mesmo a calhar \u2013 disse o Galo.<br \/>\n&#8211; Ah, se ao menos pud\u00e9ssemos l\u00e1 entrar\u2026 &#8211; acrescentou o Burro, cheio de fome.<br \/>\nConversaram durante algum tempo e, por fim, os quatro amigos tiveram uma ideia para expulsar os salteadores.<br \/>\nO Burro apoiou as patas dianteiras no parapeito da janela, o C\u00e3o saltou para cima dele, o Gato saltou para cima do C\u00e3o e o Galo voou para cima do Gato. Depois, come\u00e7aram a fazer barulho, cada um \u00e0 sua maneira: o Burro zurrou, o C\u00e3o ladrou, o Gato miou e o Galo cantou. Enquanto faziam este concerto, saltaram atrav\u00e9s da janela, partindo os vidros em mil bocados. Os salteadores pensaram que se tratava de um fantasma horr\u00edvel<br \/>\ne fugiram a sete p\u00e9s, rumo \u00e0 floresta.<br \/>\nMuito satisfeitos, os quatro amigos sentaram-se \u00e0 mesa e comeram tranquilamente at\u00e9 se fartarem. Depois, apagaram as velas e prepararam-se para dormir. O Burro deitou-se num fardo de palha que havia no p\u00e1tio, o c\u00e3o deitou-se atr\u00e1s da porta das traseiras, o Gato enroscou-se junto das brasas da lareira e o Galo empoleirou-se numa das traves do tecto da casa. Como estavam muito cansados adormeceram num instante.<br \/>\nPor volta da meia-noite os salteadores voltaram. Estava tudo \u00e0s escuras e n\u00e3o se ouvia barulho nenhum.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o nos dev\u00edamos ter assustado tanto \u2013 disse o chefe.<br \/>\nE mandou um dos seus homens \u00e0 frente para examinar a casa.<br \/>\nO bandido entrou e dirigiu-se \u00e0 lareira para acender uma vela. Os olhos do Gato luziam no escuro e o bandido pensou que eram duas brasas. Aproximou um f\u00f3sforo do focinho do Gato para o acender. O Gato n\u00e3o gostou da brincadeira e saltou-lhe para a cara, arranhando-a muito, enquanto miava e soprava. O bandido ficou aterrorizado! Quis fugir pela porta das traseiras, mas o C\u00e3o atirou-se a ele e ferrou-lhe uma valente dentada na perna. Cada vez mais aterrorizado, o homem lan\u00e7ou-se a correr pelo p\u00e1tio, passando perto do Burro que lhe deu dois valentes coices. Nisto, o Galo acordou em sobressalto e p\u00f4s-se a cantar:<br \/>\n&#8211; C\u00f3-c\u00f3-r\u00f3-c\u00f3-c\u00f3! C\u00f3-c\u00f3-r\u00f3-c\u00f3-c\u00f3!<br \/>\nO bandido fugiu o mais depressa que pode. Quando chegou perto dos outros, gritou apavorado:<br \/>\n&#8211; Estamos perdidos! Est\u00e1 uma bruxa horrorosa sentada \u00e0 lareira. Cuspiu-me e arranhoume a cara com as suas unhas enormes. Junto \u00e0 porta est\u00e1 um homem que me esfaqueou a perna. No p\u00e1tio est\u00e1 um monstro que me bateu com um cacete. Em cima do telhado est\u00e1 o chefe deles todos que gritou: &#8220;Corre sen\u00e3o comes! Corre sen\u00e3o comes!&#8221; Foi o que fiz, para n\u00e3o apanhar mais.<br \/>\nOs salteadores nunca mais se atreveram a voltar \u00e0quela casa.<br \/>\nQuanto aos quatro m\u00fasicos de Bremen, sentiram-se t\u00e3o bem por l\u00e1 que resolveram nunca mais sair\u2026 e, quanto a mim, ainda l\u00e1 devem estar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez um burro que tinha trabalhado durante muitos anos para o seu dono, acartando sacos de milho. Com o tempo, foi perdendo as for\u00e7as e acabou por n\u00e3o conseguir trabalhar como antigamente. Ent\u00e3o, o dono resolveu cortar-lhe a ra\u00e7\u00e3o. Vendo que dessa decis\u00e3o n\u00e3o viria nada de bom para si, o Burro fugiu e p\u00f4s-se a caminho da cidade de Bremen. &#8211; Em Bremen posso tornar-me m\u00fasico \u2013 pensava ele enquanto caminhava. Ainda mal tinha come\u00e7ado a jornada quando encontrou, \u00e0 beira da estrada, um c\u00e3o de ca\u00e7a que respirava sem f\u00f4lego como se tivesse acabado de correr muito. &#8211; Por que respiras assim com tanta dificuldade? \u2013 Perguntou o Burro. &#8211; Ah, sabes l\u00e1! Como estou velho e cada dia que passa me sinto mais fraco, j\u00e1 n\u00e3o posso ca\u00e7ar. O meu dono queria matar-me, mas eu fugi a sete p\u00e9s. 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