{"id":335,"date":"2007-03-01T16:08:00","date_gmt":"2007-03-01T19:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/maria-borralheira-henriqueta-lisboa\/"},"modified":"2025-07-28T22:29:45","modified_gmt":"2025-07-29T01:29:45","slug":"maria-borralheira-henriqueta-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/maria-borralheira-henriqueta-lisboa\/","title":{"rendered":"Maria Borralheira (Henriqueta Lisboa)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><b>Maria Borralheira<\/b><br \/>\n<b><span style=\"color: #3366ff; font-weight: normal;\">De Henriqueta Lisboa.<\/span><\/b><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhDT5xmrp5TD77v6_2HKx3sXR-AW0imWnIT6ESxV2v14SJsbfrpnGoyEW6GTY9BQK4FdWWjSjtewZUEv0bFS51li_lZAJtYLungXAmgO8TsQcB1HXtjaApK_TUJ93vZny0F89qEXqQYXN0\/s1600-h\/gata+borralheira.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhDT5xmrp5TD77v6_2HKx3sXR-AW0imWnIT6ESxV2v14SJsbfrpnGoyEW6GTY9BQK4FdWWjSjtewZUEv0bFS51li_lZAJtYLungXAmgO8TsQcB1HXtjaApK_TUJ93vZny0F89qEXqQYXN0\/s320\/gata+borralheira.jpg\" \/><\/a><\/div>\n<p>Havia um homem vi\u00favo que tinha uma filha chamada Maria; a menina, quando ia para a escola, passava por uma casa de uma vi\u00fava que tinha duas filhas. A vi\u00fava costumava sempre chamar a pequena e agrad\u00e1-la muito. Depois de algum tempo come\u00e7ou lhe dizer que falasse e rogasse a seu pai para casar com ela. A menina pegou e falou ao pai para casar com a vi\u00fava, porque \u201cela era muito boa e agrad\u00e1vel\u201d.<br \/>\nO pai respondeu:<br \/>\n-Minha filha ela hoje te d\u00e1 papinhas de mel; amanha te dar\u00e1 fel.<br \/>\nMas a menina sempre vinha com os mesmos pedidos, at\u00e9 que o pai contratou o casamento com a vi\u00fava. Nos primeiros tempos ela ainda agradava a pequena e, ao depois, come\u00e7ou a maltrat\u00e1-la.<br \/>\nTudo o que havia de mais aborrecido e trabalhoso no trato da casa, era a \u00f3rf\u00e3 que fazia. Depois de mocinha era ela que ia a fonte buscar \u00e1gua e ao mato buscar lenha; era quem acendia o fogo, vivia muito suja no borralho. Da\u00ed lhe veio o nome de Maria Borralheira. Uma vez, para judi\u00e1-la a madrasta lhe deu uma tarefa muito grande de algod\u00e3o para fiar e lhe disse que naquele dia devia ficar pronta. Marinha tinha uma vaquinha, que sua m\u00e3e lhe tinha deixado; vendo-se assim t\u00e3o atarefada, correu e foi ter com a vaquinha e lhe contou, chorando, os seus trabalhos.<br \/>\n<a name='more'><\/a><br \/>\nA vaquinha lhe disse:<br \/>\n-N\u00e3o tem nada; traga o algod\u00e3o que eu engulo, e quando botar fora \u00e9 fiado e pronto em novelos.<br \/>\nAssim foi. Enquanto a vaquinha engolia o algod\u00e3o, Maria estava brincando. Quando foi de tarde, a vaquinha deitou para fora aquela por\u00e7\u00e3o de novelos t\u00e3o alvos e bonitos!&#8230; Maria, muito contente botou-os no cesto e levou-os para casa. A madrasta ficou muito admirada e no dia seguinte lhe deu uma tarefa ainda maior. Maria foi ter com sua vaquinha e ela fez o mesmo que a outra vez. No outro dia a madrasta deu a mocinha uma grande tarefa de renda para fazer; a vaquinha como sempre, foi a quem a salvou, engolindo as linhas e botando para fora a renda pronta e muito alva e bonita. A madrasta ainda mais admirada ficou.<br \/>\nDoutra vez mandou ela buscar um cesto cheio d\u2019\u00e1gua. Maria Borralheira saiu muito triste para a fonte, e foi ter com a vaquinha que lhe encheu o cesto, que ela levou para casa. Da\u00ed por diante a madrasta de Maria come\u00e7ou a desconfiar, e mandou as suas duas filhas espiassem a mo\u00e7a. Elas descobriram que era a vaquinha que faziam tudo para a Borralheira. Da\u00ed \u00e1 tempos a mulher se fingiu pejada e com antojos e desejou comer a vaquinha de Maria. O marido n\u00e3o quis consentir; mas por fim teve de ceder \u00e1 vontade da mulher, que era uma tarasca desesperada.<br \/>\nMaria Borralheira foi e contou \u00e0 vaca o que ia acontecer; ela disse que n\u00e3o tivesse medo; que, quando fosse o dia de a matarem, Maria se oferecesse para ir lavar o fato; que dentro dele havia de encontrar a uma varinha que lhe havia de dar tudo que ela pedisse; e que, depois de lavado o fato, largasse a gamela pela corrente abaixo e a fosse acompanhando; que mais adiante havia de encontrar um velhinho muito chagado e com fome; lavasse-lhe as feridas e a roupa, lhe desse de comer; que mais adiante haveria de encontrar uma casinha com uns gatos e cachorrinhos muito magros e com fome, e a casinha muito suja, varresse os ciscos e desse de comer ao bichos, e depois de tudo isso voltasse para casa. Assim mesmo foi.<br \/>\nNo dia que a madrasta de Maria quis que se matasse a vaquinha, a mo\u00e7a se ofereceu para ir lavar o fato no rio. A madrasta lhe disse com desprezo:<br \/>\n-\u00d3 gente!quem havia de ir sen\u00e3o, tu porca?<br \/>\nMorta a vaca a borralheira a borralheira seguiu com o feto l\u00e1 no rio, l\u00e1 achou nas tripas a varinha de cond\u00e3o, e guardou-a. Depois de lavado o fato botou-o na gamela e largou pela correnteza abaixo, e a foi acompanhando. Adiante encontrou um velhinho muito chagado e morto de fome e sujo. Lavou-lhe as feridas e a roupa, e deu-lhe de comer. Este era nosso senhor. Seguiu com a gamela. Mais adiante encontrou uma casinha muito suja e desarrumada, e com os cachorros gatos e galinhas muito magros e mortos de fome. Maria borralheira deu de comer aos bicos, varreu a casa, arrumou todos os trastes e escondeu-se atr\u00e1s da porta. Da\u00ed a pouco chegaram as donas da casa, que eram tr\u00eas velhas tatas.<br \/>\nQuando viram aquele benef\u00edcio, a mais mo\u00e7a disse:<br \/>\n-Manas, faiemos; faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez, lhe aparece uns chapins de ouro nos p\u00e9s.<br \/>\nA do meio disse:<br \/>\n-Manas, faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez lhe nas\u00e7a uma estrela de ouro na testa.<br \/>\nA mais velha disse:<br \/>\n-Faiemos manas: permita a Deus que quem tanto bem nos fez quando falar lhe saim fa\u00edsca de ouro da boca.<br \/>\nMaria que estava atr\u00e1s da porta apareceu toda formosa com seus chapins de ouro e estrela de ouro na testa, e quando falava saiam-lhe fa\u00edscas de ouro pela boca. Amarrou um len\u00e7o na cabe\u00e7a fingindo doen\u00e7a, para esconder a estrela e tirou os chapins dos p\u00e9s e foi se embora para casa, quando l\u00e1 chegou entregou o fato e foi para seu borralho. Passou alguns dias, as filhas da madrasta lhe viram a estrela e perceberam as fa\u00edscas de ouro que lhe saiam da boca, e foram contar \u00e0 m\u00e3e. Ela ficou com muita inveja, e disse as filhas que indagassem a borralheira o que \u00e9 que se devia fazer para se ficar assim.<br \/>\nElas perguntaram e Maria disse:<br \/>\n-\u00c9 muito f\u00e1cil; voc\u00eas pe\u00e7am para ir tamb\u00e9m por sua vez lavar o fato de uma vaca no rio; depois de lavado botem a gamela com ele pela correnteza abaixo e v\u00e3o acompanhando; quando encontrarem um velhinho muito ferido, meta-lhe o pau, e d\u00eaem muito; mais adiante quando encontrarem uma casa com uns cachorros e gatos muito magros, emporcalhem a casa, desarrumem tudo e d\u00eaem nos bichos todos, e escondam-se atr\u00e1s da porta e deixe estar que, quando voc\u00eas sa\u00edrem h\u00e3o de vir com chapins e estrelas de ouro.<br \/>\nAssim foi&#8230;<br \/>\nAs mo\u00e7as contaram a m\u00e3e, e elas lhes deu um fato para irem lavar no rio, as mo\u00e7as fizeram tudo como Maria borralheira lhe tinha ensinado.Deram muito no velhinho, emporcalharam a casa e deram muito nos bichos das velhas e se esconderam atr\u00e1s da porta. Quando as donas da casa chegaram e viram aquele destro\u00e7o, a mais mo\u00e7a disse:<br \/>\n-Manas, faiemos, manas: permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe apare\u00e7a cascos de cavalo nos p\u00e9s .<br \/>\nA do meio disse:<br \/>\n-Permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe nas\u00e7a um rabo de cavalo na testa.<br \/>\nA terceira disse:<br \/>\n-Permita a Deus que quem tanto mal nos fez lhe saia porqueira de cavalo pela boca.<br \/>\nAs duas mo\u00e7as quando sa\u00edram detr\u00e1s da porta j\u00e1 vinha preparada com seus enfeites. Quando falaram ainda mais sujaram a casa das velhinhas. Largaram-se para casa e quando a m\u00e3e as viu ficou muito triste. Passou-se. Quando foi depois houve tr\u00eas dias de festas na cidade, e todos de casa iam \u00e1 igreja menos a borralheira, que ficava na cinza. Mais depois de todos sa\u00edrem, ela logo no primeiro dia pegou sua varinha de cond\u00e3o e disse:<br \/>\n-Minha varinha de cond\u00e3o, pelo cond\u00e3o que Deus vos deu , dai me um vestido da cor do campo com todas as suas flores.<br \/>\nDe repente apareceu o vestido. Maria pediu tamb\u00e9m uma linda carruagem. Aproximou-se e seguiu. Quando entrou na igreja todos ficaram pasmados, e sem saber quem seria aquela mo\u00e7a t\u00e3o bonita e t\u00e3o rica. A\u00ed uma das filhas da madrasta disse \u00e0 m\u00e3e:<br \/>\n-Olhe minha m\u00e3e, parece Maria.<br \/>\nA m\u00e3e botou-lhe o len\u00e7o na boca por causa da sujidade que estava saindo, mandando que ela se calasse, que as vizinhas j\u00e1 estavam percebendo. Acabada a festa, quando chegaram l\u00e1 Maria j\u00e1 estava l\u00e1 velha metida no borralho. A m\u00e3e lhes disse:<br \/>\n-Olhem minhas filhas aquela porca ali est\u00e1; n\u00e3o era ela n\u00e3o, onde ia ela achar uma roupa t\u00e3o rica?<br \/>\nNo outro dia foram todas para a festa e Maria ficou, mais quando todas se ausentaram, ela pegou a varinha de cond\u00e3o e disse:<br \/>\n-Minha varinha de cond\u00e3o, pelo cond\u00e3o que Deus vos deu da\u00ed me um vestido da cor do mar com todos os seus peixes, e uma carruagem ainda mais rica e bela do que a primeira.<br \/>\nApareceu logo tudo e ela se aprontou e seguiu. Quando l\u00e1 chegou, o povo ficou abasbacado por t\u00e3o rica e linda mo\u00e7a e o filho do rei ficou morto por ela. Botou se cerco para pegar na volta e nada de a poderem pegar. Quando as outras pessoas chegaram em casa, Maria j\u00e1 estava l\u00e1 metida no seu borralho. A\u00ed uma das mo\u00e7as lhe disse:<br \/>\n-Hoje vi uma mo\u00e7a na igreja que se parecia contigo Maria!<br \/>\nEla respondeu:<br \/>\n-Eu? Quem sou eu para ir \u00e1 festa?&#8230; Uma pobre cozinheira!<br \/>\nNo terceiro dia a mesma coisa; Maria ent\u00e3o pediu um vestido da cor do c\u00e9u com todas as suas estrelas e uma carruagem ainda mais rica. Assim foi, e apresentou-se na festa. Na volta o rei tinha mandado por um cerco muito apertado para agarr\u00e1-la; porem ela escapuliu e na carreira lhe caiu um chapim do p\u00e9, que o pr\u00edncipe apanhou. Depois o rei mandou correr toda a cidade para ver se achava a dona daquele chapim e o outro seu companheiro. Experimentou-se o chapim nos p\u00e9s de todas as mo\u00e7as e nada. Afinal s\u00f3 faltava ir a casa de Maria borralheira. L\u00e1 foram. A dona da casa apresentou as filhas que tinha; elas com seus cascos de cavalo, quase machucaram o chapim todo, e os guardas gritaram:<br \/>\n-Virgem Nossa Senhora! Deixem deixem&#8230;<br \/>\nPerguntaram se n\u00e3o tinha ali mais ningu\u00e9m. A dona da casa respondeu:<br \/>\n-N\u00e3o, ai tem somente uma pobre cozinheira porca que n\u00e3o vale a pena mandar chamar.<br \/>\nOs encarregados da ordem do rei responderam que a ordem era para todas as mo\u00e7as sem exce\u00e7\u00e3o, e chamaram a bela Borralheira. Ela veio l\u00e1 de dentro toda pronta como no ultimo dia de festa; vinha encantando tudo; foi metendo o pezinho no chapim e mostrando o outro. Houve muita alegria e festas; a madrasta teve um ataque e caiu para tr\u00e1s, Maria foi para o pal\u00e1cio e casou-se com o filho do rei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Borralheira De Henriqueta Lisboa. Havia um homem vi\u00favo que tinha uma filha chamada Maria; a menina, quando ia para a escola, passava por uma casa de uma vi\u00fava que tinha duas filhas. A vi\u00fava costumava sempre chamar a pequena e agrad\u00e1-la muito. Depois de algum tempo come\u00e7ou lhe dizer que falasse e rogasse a seu pai para casar com ela. A menina pegou e falou ao pai para casar com a vi\u00fava, porque \u201cela era muito boa e agrad\u00e1vel\u201d. O pai respondeu: -Minha filha ela hoje te d\u00e1 papinhas de mel; amanha te dar\u00e1 fel. Mas a menina sempre vinha com os mesmos pedidos, at\u00e9 que o pai contratou o casamento com a vi\u00fava. Nos primeiros tempos ela ainda agradava a pequena e, ao depois, come\u00e7ou a maltrat\u00e1-la. Tudo o que havia de mais aborrecido e trabalhoso no trato da casa, era a \u00f3rf\u00e3 que fazia. Depois de mocinha era ela que ia a fonte buscar \u00e1gua e ao mato buscar lenha; era quem acendia o fogo, vivia muito suja no borralho. Da\u00ed lhe veio o nome de Maria Borralheira. Uma vez, para judi\u00e1-la a madrasta lhe deu uma tarefa muito grande de algod\u00e3o para fiar e lhe disse que naquele dia devia ficar pronta. 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