{"id":319,"date":"2007-08-30T00:37:00","date_gmt":"2007-08-30T03:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-festa-no-ceu\/"},"modified":"2025-07-28T22:19:01","modified_gmt":"2025-07-29T01:19:01","slug":"a-festa-no-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-festa-no-ceu\/","title":{"rendered":"A Festa no c\u00e9u"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhZFSckG_Dd6_LK0AW9TDp-ICCJYqPytOspvRbw7WRtwHzb-6LdslTyfGtW1K9BhxZ4ucg3GI1TOTaWe0TQZBKH2h2ND7BxI6GWt7hTfioznGThmPizKP7PSmEFKDNBv_PnZmqNd7jEfUY\/s1600-h\/28976.jpg\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5104333577766382962\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhZFSckG_Dd6_LK0AW9TDp-ICCJYqPytOspvRbw7WRtwHzb-6LdslTyfGtW1K9BhxZ4ucg3GI1TOTaWe0TQZBKH2h2ND7BxI6GWt7hTfioznGThmPizKP7PSmEFKDNBv_PnZmqNd7jEfUY\/s200\/28976.jpg\" style=\"cursor: pointer; float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt;\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: bold;\">A FESTA NO C\u00c9U<\/span>\n<\/div>\n<p>\n<span style=\"font-size: 85%; font-weight: bold;\">Entre todas as aves espalhou-se a not\u00edcia de uma festa no C\u00e9u. Todas as aves compareceriam e come\u00e7aram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de v\u00f4o.<br \/>\nImaginem quem foi dizer que ia tamb\u00e9m \u00e0 festa&#8230; O sapo! Logo ele, pesad\u00e3o e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem d\u00favida nenhuma. Os bichos s\u00f3 faltaram morrer de rir. Os p\u00e1ssaros, ent\u00e3o, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na v\u00e9spera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse:<br \/>\n&#8211; Bem, camarada urubu, quem \u00e9 coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho \u00e9 comprido.<br \/>\nO urubu respondeu:<a name='more'><\/a><br \/>\n&#8211; Voc\u00ea vai mesmo?<br \/>\n&#8211; Se vou? At\u00e9 l\u00e1, sem falta!<br \/>\nEm vez de sair, o sapo deu uma volta, entrou na camarinha do urubu e vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo.<br \/>\nO urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o c\u00e9u, rru-rru-rru&#8230;<br \/>\nChegando ao c\u00e9u o urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo botou um olho de fora e vendo que estava sozinho, deu um pulo e ganhou a rua, todo satisfeito. Nem queiram saber o espanto que as aves tiveram vendo o sapo pulando no c\u00e9u!<br \/>\nPerguntaram, perguntaram, mas o sapo s\u00f3 fazia conversa mole. A festa come\u00e7ou e o sapo tomou parte de grande. Pela madrugada, sabendo que s\u00f3 podia voltar do mesmo jeito da vinda, mestre sapo foi se esgueirando e correu para onde o urubu havia se hospedado. Procurou a viola e acomodou-se como da outra feita.<br \/>\nO sol saindo, acabou-se a festa e os convidados foram voando, cada um no seu destino. O urubu agarrou a viola e tocou-se para a terra, rru-rru-rru&#8230;<br \/>\nIa pelo meio do caminho quando, numa curva, o sapo mexeu-se e o urubu espiando para dentro do instrumento viu o bicho l\u00e1 no escuro, todo curvado, feito uma bola.<br \/>\n&#8211; Ah! Camarada sapo! \u00c9 assim que voc\u00ea vai a festa no c\u00e9u? Deixe de ser confiado&#8230;<br \/>\nE naquelas lonjuras emborcou a viola. O sapo despencou-se para baixo que vinha zunindo. E dizia, na queda:<br \/>\nB\u00e9u-B\u00e9u!<br \/>\nSe eu desta escapar<br \/>\nNunca mais bodas ao c\u00e9u!&#8230;<br \/>\nE vendo as serras l\u00e1 em baixo:<br \/>\n&#8211; Arreda pedras, sen\u00e3o eu te rebento!B Bateu em cima das pedras como um genipapo, espapa\u00e7ando-se todo. Ficou em peda\u00e7os. Nossa Senhora, com pena do sapo, juntou todos os peda\u00e7os e o sapo enviveceu de novo.<br \/>\nPor isso o sapo tem o couro todo cheio de remendos. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A FESTA NO C\u00c9U Entre todas as aves espalhou-se a not\u00edcia de uma festa no C\u00e9u. Todas as aves compareceriam e come\u00e7aram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de v\u00f4o. Imaginem quem foi dizer que ia tamb\u00e9m \u00e0 festa&#8230; O sapo! Logo ele, pesad\u00e3o e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem d\u00favida nenhuma. Os bichos s\u00f3 faltaram morrer de rir. Os p\u00e1ssaros, ent\u00e3o, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na v\u00e9spera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse: &#8211; Bem, camarada urubu, quem \u00e9 coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho \u00e9 comprido. O urubu respondeu: &#8211; Voc\u00ea vai mesmo? &#8211; Se vou? At\u00e9 l\u00e1, sem falta! Em vez de sair, o sapo deu uma volta, entrou na camarinha do urubu e vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo. O urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o c\u00e9u, rru-rru-rru&#8230; Chegando ao c\u00e9u o urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. 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