{"id":306,"date":"2008-01-09T20:32:00","date_gmt":"2008-01-09T22:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/patinho-feio\/"},"modified":"2025-07-28T22:11:00","modified_gmt":"2025-07-29T01:11:00","slug":"patinho-feio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/patinho-feio\/","title":{"rendered":"Patinho Feio"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 85%;\"><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhQUfLyESB43xXdzDeWqnHnMdzfIhcGbzu26VnegpTDRnT1AipNKAUZ6rb84Y5AlqDpNV0FcPKuLSsU3UwOl0EkqE_kj-vaI6Y5ksmjhvF_42tJCBg8M9SKDvsU8_ZDRwUuVzk3d0NcW1w\/s1600-h\/Patinho_Feio.jpg\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5153624672551902306\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhQUfLyESB43xXdzDeWqnHnMdzfIhcGbzu26VnegpTDRnT1AipNKAUZ6rb84Y5AlqDpNV0FcPKuLSsU3UwOl0EkqE_kj-vaI6Y5ksmjhvF_42tJCBg8M9SKDvsU8_ZDRwUuVzk3d0NcW1w\/s200\/Patinho_Feio.jpg\" style=\"cursor: pointer; float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt;\" \/><\/a>A mam\u00e3e pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo.<br \/>\nMais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido.<br \/>\nNaquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, ap\u00f3s a longa espera, os ovos se abriram um ap\u00f3s o outro, e das cascas rompidas surgiram, engra\u00e7adinhos e mi\u00fados, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho.<br \/>\nPor\u00e9m um dos ovos ainda n\u00e3o se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que n\u00e3o o chocara o suficiente.<br \/>\nImpaciente, deu umas bicadas no ov\u00e3o e ele come\u00e7ou a se romper.<br \/>\nNo entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho.<br \/>\nPara ter certeza de que o rec\u00e9m-nascido era um patinho, e n\u00e3o outra ave, a m\u00e3e-pata foi com ele at\u00e9 o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros.<br \/>\nQuando viu que ele nadava com naturalidade e satisfa\u00e7\u00e3o, suspirou aliviada. Era s\u00f3 um patinho muito, muito feio.<br \/>\nTranq\u00fcilizada, levou sua numerosa fam\u00edlia para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo.<br \/>\nTodos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas!<a name='more'><\/a><br \/>\n\u2014 \u00c9 grande e sem gra\u00e7a! \u2014 falou o peru.<br \/>\n\u2014 Tem um ar abobalhado \u2014 comentaram as galinhas.<br \/>\nO porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de desaprova\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia.<br \/>\nA pata, que no princ\u00edpio defendia aquela sua estranha cria, agora tamb\u00e9m sentia vergonha e n\u00e3o queria t\u00ea-lo em sua companhia.<br \/>\nO pobre patinho crescia s\u00f3, malcuidado e desprezado. Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar amea\u00e7ador e at\u00e9 a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, s\u00f3 pensava em enxot\u00e1-lo.<br \/>\nUm dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o perseguiam.<br \/>\nCaminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferen\u00e7a: ningu\u00e9m ligou para ele. Mas n\u00e3o foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que at\u00e9 agora s\u00f3 sofrera, isso j\u00e1 era o suficiente.<br \/>\nInfelizmente, a fase tranq\u00fcila n\u00e3o durou muito. Numa certa madrugada, a quietude do brejo foi interrompida por um tumulto e v\u00e1rios disparos: tinham chegado os ca\u00e7adores!<br \/>\nMuitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre, o patinho feio conseguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata.<br \/>\nDepois disso, o brejo j\u00e1 n\u00e3o oferecia seguran\u00e7a; por isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de l\u00e1.<br \/>\nNovamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde n\u00e3o sofresse.<br \/>\nAo entardecer chegou a uma cabana. A porta estava entreaberta, e ele conseguiu entrar sem ser notado. L\u00e1 dentro, cansado e tremendo de frio, se encolheu num cantinho e logo dormiu.<br \/>\nNa cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em ca\u00e7ar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.<br \/>\n\u2014 Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botar\u00e1 ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte!<br \/>\nMas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha come\u00e7ou a perder a paci\u00eancia. A galinha e o gato, que desde o come\u00e7o n\u00e3o viam com bons olhos rec\u00e9m-chegado, foram ficando agressivos e briguentos.<br \/>\nMais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a seguran\u00e7a da cabana e se aventurar pelo mundo.<br \/>\nCaminhou, caminhou e achou um lugar tranq\u00fcilo perto de uma lagoa, onde parou.<br \/>\nEnquanto durou a boa esta\u00e7\u00e3o, o ver\u00e3o, as coisas n\u00e3o foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da \u00e1gua e l\u00e1 mesmo encontrava alimento suficiente.<br \/>\nMas chegou o outono. As folhas come\u00e7aram a cair, bailando no ar e pousando no ch\u00e3o, formando um grande tapete amarelo. O c\u00e9u se cobriu de nuvens amea\u00e7adoras e o vento esfriava cada vez mais.<br \/>\nSozinho, triste e esfomeado, o patinho pensava, preocupado, no inverno que se aproximava.<br \/>\nNum final de tarde, viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lind\u00edssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e um longo pesco\u00e7o, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na dire\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es quentes. Lan\u00e7ando estranhos sons, bateram as asas e levantaram v\u00f4o, bem alto.<br \/>\nO patinho ficou encantado, olhando a revoada, at\u00e9 que ela desaparecesse no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse perdido amigos muito queridos.<br \/>\nCom o cora\u00e7\u00e3o apertado, lan\u00e7ou-se na lagoa e nadou durante longo tempo. N\u00e3o conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas criaturas, graciosas e elegantes.<br \/>\nFoi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca.<br \/>\nNaquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso.<br \/>\nO patinho feio precisava nadar ininterruptamente, para que a \u00e1gua n\u00e3o congelasse em volta de seu corpo, criando uma armadilha mortal. Mas era uma luta cont\u00ednua e sem esperan\u00e7a.<br \/>\nUm dia, exausto, permaneceu im\u00f3vel por tempo suficiente para ficar com as patas presas no gelo.<br \/>\n\u2014 Agora morrerei \u2014 pensou. \u2014 Assim, ter\u00e1 fim todo meu sofrimento.<br \/>\nFechou os olhos, e o \u00faltimo pensamento que teve antes de cair num sono parecido com a morte foi para as grandes aves brancas.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, bem cedo, um campon\u00eas que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, j\u00e1 meio morto de frio.<br \/>\nQuebrou o gelo com um peda\u00e7o de pau, libertou o pobrezinho e levou-o para sua  casa.<br \/>\nL\u00e1 o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando um pouco de suas for\u00e7as. Logo que deu sinais de vida, os filhos do campon\u00eas se animaram:<br \/>\n\u2014 Vamos faz\u00ea-lo voar!<br \/>\n\u2014 Vamos escond\u00ea-lo em algum lugar!<br \/>\nE seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos n\u00e3o tinham m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es; mas o patinho, acostumado a ser maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada!<br \/>\nCaiu de cabe\u00e7a num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do campon\u00eas come\u00e7ou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais.<br \/>\nAcabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se at\u00e9 os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim. br&gt; A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do campon\u00eas pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crian\u00e7as corriam atr\u00e1s do coitadinho, divertindo-se muito.<br \/>\nMeio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crian\u00e7as e da f\u00faria da mulher.<br \/>\nOra esvoa\u00e7ando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do campon\u00eas e somente parou quando lhe faltaram as for\u00e7as.<br \/>\nNos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se abrigando do gelo onde encontrava relva seca.<br \/>\nFinalmente, a primavera derrotou o inverno. L\u00e1 no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplic\u00e1vel e incontrol\u00e1vel desejo de voar.<br \/>\nAbriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, at\u00e9 que avistou um imenso jardim repleto de flores e de \u00e1rvores; do meio das \u00e1rvores sa\u00edram tr\u00eas aves brancas.<br \/>\nO patinho reconheceu as lindas aves que j\u00e1 vira antes, e se sentiu invadir por uma emo\u00e7\u00e3o estranha, como se fosse um grande amor por elas.<br \/>\n\u2014 Quero me aproximar dessas espl\u00eandidas criaturas \u2014 murmurou. \u2014 Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas n\u00e3o importa. \u00c9 melhor morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos.<br \/>\nCom um leve toque das asas, abaixou-se at\u00e9 o pequeno lago e pousou tranq\u00fcilamente na \u00e1gua.<br \/>\n\u2014 Podem matar-me, se quiserem \u2014 disse, resignado, o infeliz.<br \/>\nE abaixou a cabe\u00e7a, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a pr\u00f3pria imagem refletida na \u00e1gua, e seu cora\u00e7\u00e3o entristecido deu um pulo. O que via n\u00e3o era a criatura desengon\u00e7ada, cinzenta e sem gra\u00e7a de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pesco\u00e7o longo e sinuoso.<br \/>\nEle era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.<br \/>\n\u2014 Bem-vindo entre n\u00f3s! \u2014 disseram-lhe os tr\u00eas cisnes, curvando os pesco\u00e7os, em sinal de sauda\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora t\u00e3o feliz que se perguntava se n\u00e3o era um sonho!<br \/>\nMas, n\u00e3o! N\u00e3o estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o cora\u00e7\u00e3o cheio de felicidade.<br \/>\nMais tarde, chegaram ao jardim tr\u00eas meninos, para dar comida aos cisnes.<br \/>\nO menorzinho disse, surpreso:<br \/>\n\u2014 Tem um cisne novo! E \u00e9 o mais belo de todos! E correu para chamar os pais.<br \/>\n\u2014 \u00c9 mesmo uma espl\u00eandida criatura! \u2014 disseram os pais.<br \/>\nE jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo. T\u00edmido diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabe\u00e7a embaixo da asa.<br \/>\nTalvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido. Mas n\u00e3o ele. Seu cora\u00e7\u00e3o era muito bom, e ele sofrera muito, antes de alcan\u00e7ar a sonhada felicidade.<br \/>\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"file:\/\/\/C:\/DOCUME~1\/ADMINI~1\/CONFIG~1\/Temp\/moz-screenshot.jpg\" \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mam\u00e3e pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. 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