{"id":304,"date":"2008-01-09T21:23:00","date_gmt":"2008-01-09T23:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/jacinto-e-rosinha\/"},"modified":"2025-07-28T22:09:30","modified_gmt":"2025-07-29T01:09:30","slug":"jacinto-e-rosinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/jacinto-e-rosinha\/","title":{"rendered":"Jacinto e Rosinha"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhzgMyDtBOTZ9hahX1RF-9pzW-KFfyWQ0v7SjloLcAn4H6mBkia1NyaYFrtBYL2kC2DnbXz76Nl3Ymts2yFBZCwHOUe0jmCVOXs84mLbHV6ory9yNxO-gVScmGoF_1mlrTG87XRZgn3lEU\/s1600\/d837fe9b77fdfb69ff204a53febcaddb--animes-manga-manga-anime.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"640\" data-original-width=\"640\" height=\"320\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhzgMyDtBOTZ9hahX1RF-9pzW-KFfyWQ0v7SjloLcAn4H6mBkia1NyaYFrtBYL2kC2DnbXz76Nl3Ymts2yFBZCwHOUe0jmCVOXs84mLbHV6ory9yNxO-gVScmGoF_1mlrTG87XRZgn3lEU\/s320\/d837fe9b77fdfb69ff204a53febcaddb--animes-manga-manga-anime.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"color: #33ccff;\">Conto de 1807 dos Irm\u00e3os Grimm Tradu\u00e7\u00e3o de Karin Volobuef<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<span style=\"color: black; font-weight: bold;\">Jacinto e Rosinha <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #33ccff;\"><\/span><\/div>\n<p><span style=\"color: #33ccff;\"><br \/>\n<\/span><br \/>\nEm \u00e9pocas remotas vivia bem longe pr\u00f3ximo ao oriente um rapaz na flor da juventude. Ele era muito correto, mas tamb\u00e9m sobremaneira estranho. Mortificava-se sem parar por coisas absolutamente insignificantes, andava sempre ensimesmado, ficava sentado \u00e0 parte enquanto os demais se entretinham com folguedos e se divertiam, e entregava-se a pensamentos bizarros. Grutas e florestas eram os seus lugares prediletos, e l\u00e1 ficava falando com animais e p\u00e1ssaros, com \u00e1rvores e rochedos, naturalmente nenhuma palavra ajuizada, apenas um monte de tolices de morrer de rir. Ele continuava sempre circunspeto e rabugento embora o esquilo, o macaco, o papagaio e o pisco (2) se esfor\u00e7assem ao m\u00e1ximo para distra\u00ed-lo e p\u00f4-lo no bom caminho<span style=\"font-size: 78%;\"> <\/span>. <br \/>\n<a name='more'><\/a>O ganso narrava contos de fadas, o regato enquanto isso tamborilava uma balada, uma pedra grande e compacta dava cambalhotas rid\u00edculas, a rosa vinha de mansinho por tr\u00e1s dele e carinhosamente enrodilhava-se em seus cachos, e a hera acariciava-lhe a testa carregada de preocupa\u00e7\u00f5es. Contudo<span style=\"font-size: 78%;\"> <\/span>, a melancolia e a sisudez eram teimosas. Os pais dele estavam bastante aflitos e n\u00e3o sabiam o que fazer. Ele era saud\u00e1vel e se alimentava, eles nunca o tinham ofendido e, al\u00e9m disso, at\u00e9 h\u00e1 poucos anos, ele fora o menino mais alegre e feliz, \u00e0 dianteira em todos os folguedos e benquisto de todas as meninas. Era realmente muito belo, parecia obra de um artista, dan\u00e7ava com eleg\u00e2ncia. Dentre as mo\u00e7as, havia uma donzela delicada e muito formosa, parecia feita de cera, tinha cabelos como seda dourada, l\u00e1bios rubros como cerejas, corpo de boneca, olhos negros como corvos. Quem a via ficava a ponto de desfalecer, t\u00e3o encantadora era a menina. Naquela \u00e9poca, Rosa &#8211; esse era o nome dela &#8211; queria bem de todo o cora\u00e7\u00e3o ao belo Jacinto &#8211; esse era o nome dele &#8211; e ele morria de amor por ela. As outras crian\u00e7as n\u00e3o sabiam disso. Uma violeta foi a primeira a dar-lhes a not\u00edcia, depois de os gatinhos de estima\u00e7\u00e3o terem percebido tudo, j\u00e1 que as casas dos pais de ambos ficavam perto uma da outra. Quando Jacinto ficava \u00e0 noite em frente de sua janela e Rosa em frente da dela, os bichanos que por l\u00e1 passavam \u00e0 ca\u00e7a de camundongos avistavam os dois, riam e por vezes davam gargalhadas t\u00e3o altas que eles ouviam e ficavam zangados. A violeta tinha confidenciado tudo ao morango, este contou \u00e0 sua amiga, a groselha espinhosa, esta n\u00e3o p\u00f4de conter seus remoques quando Jacinto veio caminhando por ali. E assim a not\u00edcia logo correu por todo jardim e por toda floresta, e quando Jacinto sa\u00eda a passeio ouvia de todos os lados: Rosinha \u00e9 meu amorzinho! Jacinto ent\u00e3o se zangava, embora por outro lado n\u00e3o pudesse deixar de rir prazerosamente quando a lagartixinha se esgueirava para perto, tomava assento numa pedra c\u00e1lida, abanava o rabinho e entoava:<\/p>\n<div align=\"center\">\n<i><span style=\"font-family: &quot;toronto&quot;;\">A boa menina, Rosinha,<br \/>\nde repente ficou ceguinha;<br \/>\npensando ser sua m\u00e3e a chegar<br \/>\ncorre para Jacinto abra\u00e7ar;<br \/>\nquando ela o rosto percebe<br \/>\nvejam s\u00f3, ela n\u00e3o estremece,<br \/>\ne, fazendo-se de desentendida,<br \/>\na beijar o rapaz continua entretida.<\/span><\/i><\/div>\n<p>Ah, qu\u00e3o pouco ainda haveria de durar toda essa ventura. Chegou de terras desconhecidas um homem que era muit\u00edssimo viajado, tinha uma longa barba, olhos encovados, sobrancelhas imensas, vestes extravagantes com muitas pregas e desenhos de figuras estranhas. Ele sentou-se diante da casa que pertencia aos pais de Jacinto. Como Jacinto era muito curioso, tomou lugar ao lado dele trazendo-lhe p\u00e3o e vinho. A\u00ed sua alva barba se entreabriu e ele ficou falando at\u00e9 tarde da noite, e Jacinto n\u00e3o saiu de perto dele um instante sequer, nem se cansou de ouvi-lo. Tanto quanto se soube mais tarde, ele teria falado muito de pa\u00edses estrangeiros, regi\u00f5es desconhecidas, de coisas prodigiosas e surpreendentes, e durante sua estadia de tr\u00eas dias ele arrastou-se com Jacinto at\u00e9 o interior de profundas furnas. Rosinha teve motivos de sobra para amaldi\u00e7oar o velho bruxo, pois Jacinto ficou fascinado por sua conversa e n\u00e3o pensou em mais nada, e mal provava um pouco de alimento. Finalmente o outro partiu, mas deixou para Jacinto um livrinho que pessoa alguma conseguia ler. O rapaz ainda lhe entregou frutas, p\u00e3o e vinho para a viagem, e acompanhou-o por um longo trecho. Retornou, ent\u00e3o, pensativo, e seu modo de ser passou por uma total transforma\u00e7\u00e3o<span style=\"font-size: 78%;\"> <\/span>. Era de dar pena o quanto Rosinha sofreu por ele, pois desde ent\u00e3o ele pouco se importou com ela e ficava quase sempre sozinho. Mas eis que certo dia ele voltou para casa parecendo renascido. Abra\u00e7ou efusivamente seus pais e chorou. Preciso partir para terras distantes, disse ele, a estranha anci\u00e3 da floresta revelou-me um meio que dever\u00e1 curar-me, ela jogou o livro na fogueira e instou-me a que os procurasse e lhes pedisse sua ben\u00e7\u00e3o. Talvez eu retorne em breve, talvez nunca mais. D\u00eaem minhas lembran\u00e7as a Rosinha. Eu teria gostado de falar com ela, mas n\u00e3o sei o que acontece comigo, sinto-me impelido a partir; quando tento rememorar os velhos tempos, de pronto id\u00e9ias mais possantes se metem de permeio, minha paz se foi, junto com ela meu cora\u00e7\u00e3o e o amor, preciso partir para procur\u00e1-los. Gostaria de dizer-lhes para onde vou, mas nem eu mesmo o sei, irei para onde mora a m\u00e3e de todas as coisas, a virgem coberta de v\u00e9us: por ela \u00e9 que o meu esp\u00edrito anseia. Adeus. Ele arrancou-se de seus bra\u00e7os e partiu. Os pais lastimaram-se e verteram l\u00e1grimas, Rosinha permaneceu em seu aposento e chorou amargamente. Jacinto andou ent\u00e3o o mais ligeiro que p\u00f4de, atravessando vales e descampados, transpondo rios e montanhas rumo ao misterioso pa\u00eds. Em todos os lugares perguntava pela deusa sagrada (\u00cdsis) interpelando homens e animais, rochedos e \u00e1rvores. Uns riam, outros silenciavam, em parte alguma recebia qualquer indica\u00e7\u00e3o. No princ\u00edpio, passou por terras incultas e bravias; nuvens e brumas lan\u00e7avam-se em seu caminho; a ventania soprava incessantemente. Mais tarde encontrou imensos desertos de areias incandescentes, e, enquanto assim prosseguia, tamb\u00e9m seu esp\u00edrito foi-se alterando: o tempo lhe parecia mais lento e a agita\u00e7\u00e3o em seu \u00edntimo foi-se acalmando; ele tornou-se mais brando e a sua violenta como\u00e7\u00e3o pouco a pouco deu lugar a um impulso suave mas marcante, no qual toda sua alma se dissolvia. Era como se muitos anos se tivessem passado. A paisagem tornou-se ent\u00e3o novamente mais opulenta e variada, o ar t\u00e9pido e azul, o caminho mais plano; verdes arbustos atra\u00edam-no com sombras deleitosas, mas ele n\u00e3o entendia sua linguagem, ali\u00e1s eles n\u00e3o pareciam estar falando, apesar disso enchiam seu cora\u00e7\u00e3o de cores verdes e de uma disposi\u00e7\u00e3o reservada e serena. Mais e mais crescia dentro dele aquela doce nostalgia, e mais e mais largas e suculentas foram tornando-se as folhas, mais e mais sonoros e festivos os animais e passarinhos, mais arom\u00e1ticos os frutos, mais escuro o c\u00e9u, mais quente o ar, e mais ardente seu amor; o tempo ia passando mais e mais c\u00e9lere como se soubesse estar perto do local de chegada. E um dia ele cruzou com uma fonte cristalina e uma multid\u00e3o de flores que vinham descendo para um vale por entre colunas negras e altas como o c\u00e9u. Elas gentilmente o saudaram com palavras familiares. Prezados compatriotas, disse ele, onde poderia eu encontrar a sagrada morada da deusa \u00cdsis? Deve achar-se aqui por perto, e talvez voc\u00eas conhe\u00e7am o lugar melhor que eu. Tamb\u00e9m estamos aqui apenas de passagem, responderam as flores; uma fam\u00edlia de esp\u00edritos encontra-se em viagem e estamos preparando-lhes o caminho e a pousada, contudo h\u00e1 pouco atravessamos uma regi\u00e3o onde ouvimos mencionarem o nome dela. Siga na dire\u00e7\u00e3o de onde viemos e decerto obter\u00e1 mais informa\u00e7\u00f5es. As flores e a fonte disseram-lhe isso com um sorriso, ofereceram-lhe um gole refrescante e prosseguiram em sua jornada. Jacinto seguiu seu conselho, indagou e indagou e finalmente chegou \u00e0quela morada que h\u00e1 tanto procurava e que ficava oculta sob palmeiras e outras vegeta\u00e7\u00f5es magn\u00edficas. Seu cora\u00e7\u00e3o batia com uma nostalgia infinita, e a mais doce ansiedade traspassou-o nesta habita\u00e7\u00e3o, que aloja as esta\u00e7\u00f5es eternas. Imerso em deliciosos aromas celestiais ele adormeceu, pois somente lhe seria permitido adentrar o recinto mais sagrado se fosse guiado pelo sonho. Apoiado apenas em sons e acordes cambiantes, ele foi misteriosamente conduzido pelo sonho atrav\u00e9s de aposentos infinitos, cheios de coisas estranhas. Tudo lhe parecia t\u00e3o conhecido e, no entanto, de uma exuber\u00e2ncia nunca antes vista; logo a \u00faltima reminisc\u00eancia terrena desapareceu, como se tivesse se dissipado no ar, e l\u00e1 estava ele diante da virgem celestial, ele levantou ent\u00e3o o v\u00e9u leve e resplandecente e Rosinha caiu em seus bra\u00e7os. Uma m\u00fasica long\u00ednqua cingiu em mist\u00e9rio o reencontro apaixonado, o transbordar da saudade, e afastou deste lugar encantador tudo o que n\u00e3o era familiar. Jacinto depois disso ainda viveu muito tempo com Rosinha junto de seus venturosos pais e companheiros, e incont\u00e1veis netos agradeceram \u00e0 estranha anci\u00e3 da floresta pelo seu conselho e sua fogueira, pois naquela \u00e9poca as pessoas tinham tantos filhos quanto queriam.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conto de 1807 dos Irm\u00e3os Grimm Tradu\u00e7\u00e3o de Karin Volobuef Jacinto e Rosinha Em \u00e9pocas remotas vivia bem longe pr\u00f3ximo ao oriente um rapaz na flor da juventude. Ele era muito correto, mas tamb\u00e9m sobremaneira estranho. Mortificava-se sem parar por coisas absolutamente insignificantes, andava sempre ensimesmado, ficava sentado \u00e0 parte enquanto os demais se entretinham com folguedos e se divertiam, e entregava-se a pensamentos bizarros. Grutas e florestas eram os seus lugares prediletos, e l\u00e1 ficava falando com animais e p\u00e1ssaros, com \u00e1rvores e rochedos, naturalmente nenhuma palavra ajuizada, apenas um monte de tolices de morrer de rir. Ele continuava sempre circunspeto e rabugento embora o esquilo, o macaco, o papagaio e o pisco (2) se esfor\u00e7assem ao m\u00e1ximo para distra\u00ed-lo e p\u00f4-lo no bom caminho . O ganso narrava contos de fadas, o regato enquanto isso tamborilava uma balada, uma pedra grande e compacta dava cambalhotas rid\u00edculas, a rosa vinha de mansinho por tr\u00e1s dele e carinhosamente enrodilhava-se em seus cachos, e a hera acariciava-lhe a testa carregada de preocupa\u00e7\u00f5es. Contudo , a melancolia e a sisudez eram teimosas. Os pais dele estavam bastante aflitos e n\u00e3o sabiam o que fazer. 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