{"id":303,"date":"2008-01-09T21:27:00","date_gmt":"2008-01-09T23:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-bela-adormecida\/"},"modified":"2025-07-28T22:09:21","modified_gmt":"2025-07-29T01:09:21","slug":"a-bela-adormecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-bela-adormecida\/","title":{"rendered":"A Bela Adormecida"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEicVC-X_nVlO7JdpouRcxqEFxF9pk3N1J9jlyUvMkDsCed-EfXfYi0IJTSP8GtWfu8kzdgHkzcopeJ6Uj0uOX1HKvRMo_RoPGE-VSR3JTjtn3Jty3C17q0NSBFtNJzKVqlHbKWQD0LHtds\/s1600\/182359008.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"896\" data-original-width=\"1024\" height=\"280\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEicVC-X_nVlO7JdpouRcxqEFxF9pk3N1J9jlyUvMkDsCed-EfXfYi0IJTSP8GtWfu8kzdgHkzcopeJ6Uj0uOX1HKvRMo_RoPGE-VSR3JTjtn3Jty3C17q0NSBFtNJzKVqlHbKWQD0LHtds\/s320\/182359008.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"color: #33ccff;\">Publicado em 1812 tradu\u00e7\u00e3o de Karin Volobuef<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<span style=\"font-size: 85%;\"><span style=\"font-weight: bold;\">A Bela Adormecida<\/span><br \/>\n<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 100%;\"><br \/>\nH\u00e1 muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: &#8220;Ah, se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos uma crian\u00e7a!&#8221;, e nunca conseguiam uma. A\u00ed aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da \u00e1gua e lhe disse &#8220;Seu desejo ser\u00e1 realizado; antes que se passe um ano, voc\u00ea dar\u00e1 \u00e0 luz uma menina&#8221;. Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era t\u00e3o formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa.&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 100%;\"><\/span><br \/>\n<a name='more'><\/a><span style=\"font-size: 100%;\"> Ele n\u00e3o apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como tamb\u00e9m as fadas, a fim de obter suas boas gra\u00e7as para a crian\u00e7a. Havia treze delas em seu reino, mas como ele s\u00f3 possu\u00eda doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a crian\u00e7a com dotes m\u00e1gicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que h\u00e1 de desej\u00e1vel no mundo. Quando onze j\u00e1 tinham falado, entrou de repente a d\u00e9cima terceira. Ela queria se vingar por n\u00e3o ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo olhar para quem quer que seja, exclamou aos brados: &#8220;A princesa dever\u00e1 espetar-se em um fuso quando tiver quinze anos, e cair morta.&#8221; E sem dizer mais nada, virou as costas e deixou o sal\u00e3o. Todos estavam assustados, e ent\u00e3o adiantou-se a d\u00e9cima segunda, que ainda n\u00e3o tinha feito seu desejo, e como n\u00e3o podia anular a maldi\u00e7\u00e3o, mas apenas abrand\u00e1-la, ela disse: &#8220;A princesa n\u00e3o morrer\u00e1, apenas cair\u00e1 em um sono profundo que durar\u00e1 cem anos.&#8221;<\/span> <br \/>\n<span style=\"font-size: 100%;\">O rei, que queria salvar sua querida crian\u00e7a do infort\u00fanio, ordenou que todos os fusos do reino inteiro fossem queimados. Na menina, entretanto, realizaram-se plenamente todos os dons das fadas, pois ela era t\u00e3o bela, educada, gentil e sensata que todos que a viam n\u00e3o podiam deixar de gostar dela. Sucedeu que, justamente no dia em que ela completava quinze anos, o rei e a rainha n\u00e3o estavam em casa, e a menina estava sozinha no castelo. Ela andou ent\u00e3o por todos os cantos, examinou \u00e0 vontade aposentos e c\u00e2maras, e finalmente chegou at\u00e9 uma velha torre. Subiu a estreita escada em espiral e deparou-se com uma pequena porta. Na fechadura havia uma chave enferrujada e, quando ela a girou, a porta se abriu de um s\u00f3 golpe e l\u00e1, em um quartinho, estava sentada uma velha com um fuso, fiando diligentemente seu linho. &#8220;Bom dia, velha m\u00e3ezinha&#8221;, disse a princesa, &#8220;o que voc\u00ea est\u00e1 fazendo a\u00ed?&#8221; &#8220;Eu estou fiando,&#8221; disse a velha, e balan\u00e7ou a cabe\u00e7a. &#8220;O que \u00e9 isto, que pula t\u00e3o alegremente?&#8221; perguntou a menina, e pegou o fuso querendo tamb\u00e9m fiar. Mal ela tinha tocado o fuso, a maldi\u00e7\u00e3o se realizou, e ela espetou-se no dedo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 100%;\">Mas, no mesmo instante em que foi picada, ela caiu na cama que ali estava, e foi tomada de um profundo sono. E este sono estendeu-se por todo o castelo: o rei e a rainha, que tinham acabado de chegar e entrado no sal\u00e3o, come\u00e7aram a dormir, e com eles toda a Corte. Dormiram ent\u00e3o tamb\u00e9m os cavalos no est\u00e1bulo, os cachorros no p\u00e1tio, as pombas no telhado, as moscas na parede, e at\u00e9 o fogo, que chamejava no fog\u00e3o, ficou im\u00f3vel e adormeceu, e o assado parou de crepitar, e o cozinheiro, que queria puxar seu ajudante pelos cabelos porque ele havia feito uma coisa errada, soltou o menino e dormiu. E o vento assentou-se, e nas \u00e1rvores defronte ao castelo nem uma folhinha se movia.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 100%;\">ao redor do castelo come\u00e7ou por\u00e9m a crescer uma cerca de espinhos, que a cada ano ficava mais alta e que, por fim, estendeu-se em volta de todo o castelo e cobriu-o de tal forma que nada mais se podia ver dele, nem mesmo a bandeira sobre o telhado. Come\u00e7ou ent\u00e3o a correr no pa\u00eds a lenda da bela adormecida, pois assim era chamada a princesa, de modo que de tempos em tempos chegavam pr\u00edncipes que tentavam penetrar no castelo atrav\u00e9s da cerca viva. Mas nenhum deles conseguiu, pois os espinhos estavam t\u00e3o entrela\u00e7ados como se tivessem m\u00e3os, e os jovens ficavam presos neles e n\u00e3o conseguiam se soltar, sofrendo uma morte lastim\u00e1vel. Depois de muitos anos, chegou mais uma vez um pr\u00edncipe ao reino e ouviu quando um velho contava da cerca de espinhos, e que havia um castelo atr\u00e1s dela, no qual uma linda princesa, chamada Bela Adormecida, j\u00e1 dormia h\u00e1 cem anos, e com ela dormia o rei e a rainha e toda a corte. Ele tamb\u00e9m sabia pelo seu av\u00f4 que muitos pr\u00edncipes j\u00e1 haviam vindo e tentado penetrar pela cerca viva de espinhos, mas haviam ficado presos nela e morrido tristemente. O jovem ent\u00e3o disse: &#8220;Eu n\u00e3o tenho medo, eu quero ir l\u00e1 e ver a Bela Adormecida.&#8221; O bom velho tentou dissuadi-lo de todos os modos, mas ele n\u00e3o deu ouvidos \u00e0s suas palavras.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 100%;\">Mas agora os cem anos tinham justamente acabado de transcorrer, e havia chegado o dia em que Bela Adormecida deveria acordar. Quando o pr\u00edncipe se aproximou da cerca de espinhos, estes n\u00e3o eram agora mais do que flores grandes e bonitas que por si s\u00f3s se abriram e o deixaram passar ileso, e se fecharam atr\u00e1s dele, formando novamente uma cerca. No p\u00e1tio do castelo ele viu os cavalos e os c\u00e3es de ca\u00e7a malhados deitados e dormindo, no telhado estavam pousadas as pombas, e tinham a cabecinha metida debaixo da asa. E quando ele entrou na casa, as moscas dormiam na parede, o cozinheiro na cozinha ainda levantava a m\u00e3o como se quisesse agarrar o menino, e a criada estava sentada diante da galinha preta que deveria ser depenada. Ele ent\u00e3o continuou andando, e avistou no sal\u00e3o toda a corte deitada e dormindo, e l\u00e1 em cima, perto do trono, estavam deitados o rei e a rainha. A\u00ed ele continuou andando ainda mais, e tudo estava t\u00e3o quieto que se podia ouvir sua respira\u00e7\u00e3o, e chegou finalmente \u00e0 torre e abriu a porta do quartinho, no qual Bela Adormecida dormia. L\u00e1 estava ela deitada, e era t\u00e3o bela que ele n\u00e3o conseguia desviar os olhos, e ele se inclinou e beijou-a. Quando ele a tinha tocado com os l\u00e1bios, Bela Adormecida abriu os olhos, acordou e olhou para ele amavelmente. Ent\u00e3o os dois desceram, e o rei acordou, e a rainha e toda a corte, e se olharam espantados. E os cavalos no p\u00e1tio se levantaram e se sacudiram; os c\u00e3es de ca\u00e7a pularam e abanaram suas caudas; as pombas no telhado tiraram a cabecinha de sob a asa, olharam ao redor e voaram para o campo; as moscas nas paredes recome\u00e7aram a rastejar; o fogo na cozinha levantou-se, chamejou e cozinhou a comida; o assado voltou a crepitar; e o cozinheiro deu um tamanho tabefe no menino que este gritou; e a criada terminou de depenar a galinha. E a\u00ed foram festejadas com todas as pompas as bodas do pr\u00edncipe com a Bela Adormecida, e eles viveram felizes at\u00e9 o fim.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em 1812 tradu\u00e7\u00e3o de Karin Volobuef A Bela Adormecida H\u00e1 muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: &#8220;Ah, se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos uma crian\u00e7a!&#8221;, e nunca conseguiam uma. A\u00ed aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da \u00e1gua e lhe disse &#8220;Seu desejo ser\u00e1 realizado; antes que se passe um ano, voc\u00ea dar\u00e1 \u00e0 luz uma menina&#8221;. Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era t\u00e3o formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa.&nbsp; Ele n\u00e3o apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como tamb\u00e9m as fadas, a fim de obter suas boas gra\u00e7as para a crian\u00e7a. Havia treze delas em seu reino, mas como ele s\u00f3 possu\u00eda doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a crian\u00e7a com dotes m\u00e1gicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que h\u00e1 de desej\u00e1vel no mundo. Quando onze j\u00e1 tinham falado, entrou de repente a d\u00e9cima terceira. Ela queria se vingar por n\u00e3o ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":928,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[22],"class_list":["post-303","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contos","tag-contos","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=303"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":929,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303\/revisions\/929"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}