{"id":254,"date":"2009-10-22T15:56:00","date_gmt":"2009-10-22T17:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-origem-de-algumas-expressoes-do-dia-a-dia\/"},"modified":"2025-07-28T21:33:21","modified_gmt":"2025-07-29T00:33:21","slug":"a-origem-de-algumas-expressoes-do-dia-a-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/a-origem-de-algumas-expressoes-do-dia-a-dia\/","title":{"rendered":"A origem de algumas express\u00f5es do dia a dia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/br.geocities.com\/contadores_ufrgs\/interrogacao.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"200\" src=\"http:\/\/br.geocities.com\/contadores_ufrgs\/interrogacao.jpg\" width=\"173\" \/><\/a><\/p>\n<h2><span style=\"color: black;\">Voc\u00eas expressam mas, nem sequer sabem da onde veio ou surgiu. Aproveite e descubra lendo:<\/span><br \/>\n<\/h2>\n<ul>\n<li><b>Casa de m\u00e3e Joana<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar etc.<br \/>\nHist\u00f3rico: Esta vem da It\u00e1lia. Joana, rainha de N\u00e1poles e condessa de Proven\u00e7a (1326-1382), liberou os bord\u00e9is em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: \u201cQue tenha uma porta por onde todos entrar\u00e3o\u201d. O lugar ficou conhecido como Pa\u00e7o de M\u00e3e Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a express\u00e3o virou \u201cCasa da M\u00e3e Joana\u201d. A outra express\u00e3o envolvendo M\u00e3e Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.<br \/>\n<a name='more'><\/a><\/p>\n<ul>\n<li><b>Estar de paquete<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Situa\u00e7\u00e3o das mulheres quando est\u00e3o menstruadas.<br \/>\nHist\u00f3rico: Paquete, j\u00e1 nos ensina o Aur\u00e9lio, \u00e9 uma das denomina\u00e7\u00f5es de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Da\u00ed logo se vulgarizou a express\u00e3o sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi at\u00e9 escrita uma \u201cConven\u00e7\u00e3o Sobre o Estabelecimento dos Paquetes\u201d, referindo-se, \u00e9 claro, aos navios mensais.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Nhenhenh\u00e9m<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Conversa intermin\u00e1vel em tom de lam\u00faria, irritante, mon\u00f3tona. Resmungo, rezinga.<br \/>\nHist\u00f3rico: Nhe\u00eb, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles n\u00e3o entendiam aquela fala\u00e7\u00e3o estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer \u201cnhen-nhen-nhen\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li><b>O pior cego \u00e9 o que n\u00e3o quer ver<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Diz-se da pessoa que n\u00e3o quer ver o que est\u00e1 bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.<br \/>\nHist\u00f3rico: Em 1647, em Nimes, na Fran\u00e7a, na universidade local, o doutor Vincent de Paul D\u2019Argent fez o primeiro transplante de c\u00f3rnea em um alde\u00e3o de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da \u00e9poca, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgi\u00e3o que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a hist\u00f3ria como o cego que n\u00e3o quis ver.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Andar \u00e0 toa &#8230; estar \u00e0 toa :<br \/>\n<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.<br \/>\nHist\u00f3rico: Toa \u00e9 a corda com que uma embarca\u00e7\u00e3o reboca a outra. Um navio que est\u00e1 \u201c\u00e0 toa\u201d \u00e9 o que n\u00e3o tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher \u00e0 toa, por exemplo, \u00e9 aquela que \u00e9 comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos j\u00e1 escrevia, em 1619: Cuidou de levar \u00e0 toa sua dama.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Onde judas perdeu as botas<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Lugar longe, distante, inacess\u00edvel.<br \/>\nHist\u00f3rico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depress\u00e3o e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa \u00e1rvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros:\u201d(Se fosse nos dias de hoje, em vez de 30 dinheiros, Judas teria recebido mensal\u00e3o.)\u201d: n\u00e3o foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A hist\u00f3ria \u00e9 omissa da\u00ed pra frente. Nunca saberemos se acharam ou n\u00e3o as botas e o dinheiro. Mas a express\u00e3o atravessou vinte s\u00e9culos.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Quem n\u00e3o tem c\u00e3o ca\u00e7a com gato<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Ou seja, se voc\u00ea n\u00e3o pode fazer algo de uma maneira, se vira e faz de outra.<br \/>\nHist\u00f3rico: Na verdade, a express\u00e3o, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia \u201cquem n\u00e3o tem c\u00e3o ca\u00e7a como gato\u201d, ou seja, se esgueirando, astutamente, trai\u00e7oeiramente, como fazem os gatos.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Da p\u00e1 virada<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Um sujeito da p\u00e1 virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.<br \/>\nHist\u00f3rico: Mas a origem da palavra \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao instrumento, a p\u00e1. Quando a p\u00e1 est\u00e1 virada para baixo, voltada para o solo, est\u00e1 in\u00fatil, abandonada pelo homem vagabundo, irrespons\u00e1vel, parasita. Hoje em dia, o sujeito da \u201cp\u00e1 virada\u201d, parece-me, tem outro sentido. Ele \u00e9 o \u201cbom\u201d. O significado das express\u00f5es mudam muito no Brasil com o passar do tempo.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Pensando na morte da bezerra<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.<br \/>\nHist\u00f3rico: Esta \u00e9 b\u00edblica. Como voc\u00eas sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absal\u00e3o, por n\u00e3o ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se op\u00f4s. Em v\u00e3o. A bezerra foi oferecida aos c\u00e9us e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar \u201cpensando na morte da bezerra\u201d. Consta que meses depois veio a falecer.<\/p>\n<ul>\n<li><b>N\u00e3o entender patavina<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Significado: N\u00e3o saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.<br \/>\nHist\u00f3rico: Tito L\u00edvio, natural de Patavium (hoje P\u00e1dova, na It\u00e1lia), usava um latim horroroso, origin\u00e1rio de sua regi\u00e3o. Nem todos entendiam. Da\u00ed surgiu o Patavinismo, que originariamente significava n\u00e3o entender Tito L\u00edvio, n\u00e3o entender patavina.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Cec\u00ea<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Hist\u00f3rico: A origem est\u00e1 no famoso sabonete Lifebuoy, que entrou no Brasil ap\u00f3s o fim da 2\u00aa Guerra. Foi, por uma d\u00e9cada, o campe\u00e3o de vendas nos EUA, apoiado por uma agressiva campanha publicit\u00e1ria que exaltava sua capacidade insuper\u00e1vel de combater o grande inimigo do sucesso pessoal: o mau cheiro do corpo.<br \/>\nA propaganda nas revistas era sempre em forma de uma pequena hist\u00f3ria contada em quadros: aparecia, por exemplo, uma mo\u00e7a solit\u00e1ria, cercada por pares que dan\u00e7avam elegantemente, e um bal\u00e3o reproduzia o seu pensamento: \u201cPor que ser\u00e1 que eu sou a \u00fanica garota que n\u00e3o tiram para dan\u00e7ar?\u201d. Nos quadros seguintes, uma amiga se apiedava dela e tinha uma conversa \u201cde mulher para mulher\u201d: o seu problema era o cheiro desagrad\u00e1vel do seu corpo. \u201cMas eu tomo um banho di\u00e1rio\u201d, respondia a pobre mocinha, chocada com o rumo da conversa. \u201cSim, mas com um sabonete comum. S\u00f3 Lifebuoy garante eliminar completamente o B.O. (sigla para body odor, cheiro do corpo) , sua tolinha!\u201d. No quadro final, \u00e9 claro, a mocinha sorria, confiante, enquanto contava \u00e0 amiga, por telefone, o sucesso que tinha feito entre os rapazes, depois que trocara para Lifebuoy.<br \/>\nO produto foi lan\u00e7ado no Brasil com a mesma estrat\u00e9gia publicit\u00e1ria; os tradutores, ent\u00e3o, passaram B.O. para C.C. (com o mesmo sentido de \u201ccheiro do corpo\u201d). A sigla se popularizou de tal maneira que, nos anos 80 (segundo a data\u00e7\u00e3o de Houaiss), transformou-se no voc\u00e1bulo cec\u00ea, exatamente pelo mesmo processo de lexicaliza\u00e7\u00e3o que transformou LP em elep\u00ea.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Salvo pelo gongo<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Hist\u00f3rico: Durante a idade m\u00e9dia era comum o uso de utens\u00edlios (pratos e copos), fabricados em estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada \u2013 lembremo-nos que os h\u00e1bitos higi\u00eanicos da \u00e9poca n\u00e3o eram l\u00e1 grande coisa \u2013 Isso acontecia freq\u00fcentemente com os tomates, que, sendo \u00e1cidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos.<br \/>\nCopos de estanho eram usados para beber cerveja ou u\u00edsque. Essa combina\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, deixava o indiv\u00edduo \u201cno ch\u00e3o\u201d (numa esp\u00e9cie de narcolepsia induzida pela bebida alco\u00f3lica e pelo \u00f3xido de estanho). Algu\u00e9m que passasse pela rua poderia pensar que a pessoa estava morta, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro.<br \/>\nA Inglaterra \u00e9 um pa\u00eds pequeno, e nem sempre houve espa\u00e7o para enterrar todos os mortos. Ent\u00e3o, os caix\u00f5es eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao oss\u00e1rio, e o t\u00famulo era utilizado para outro infeliz. \u00c0s vezes, ao abrir os caix\u00f5es, percebiam que havia arranh\u00f5es nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a id\u00e9ia de, ao fechar os caix\u00f5es, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caix\u00e3o e ficava amarrada num sino. Ap\u00f3s o enterro, algu\u00e9m ficava de plant\u00e3o ao lado do t\u00famulo durante uns dias. Se o indiv\u00edduo acordasse, o movimento do bra\u00e7o faria o sino tocar.<br \/>\nAssim, ele seria \u201csaved by the bell\u201d, ou \u201csalvo pelo gongo\u201d, um termo usado at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00eas expressam mas, nem sequer sabem da onde veio ou surgiu. Aproveite e descubra lendo: Casa de m\u00e3e Joana Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar etc. Hist\u00f3rico: Esta vem da It\u00e1lia. Joana, rainha de N\u00e1poles e condessa de Proven\u00e7a (1326-1382), liberou os bord\u00e9is em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: \u201cQue tenha uma porta por onde todos entrar\u00e3o\u201d. O lugar ficou conhecido como Pa\u00e7o de M\u00e3e Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a express\u00e3o virou \u201cCasa da M\u00e3e Joana\u201d. A outra express\u00e3o envolvendo M\u00e3e Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente. Estar de paquete Significado: Situa\u00e7\u00e3o das mulheres quando est\u00e3o menstruadas. Hist\u00f3rico: Paquete, j\u00e1 nos ensina o Aur\u00e9lio, \u00e9 uma das denomina\u00e7\u00f5es de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Da\u00ed logo se vulgarizou a express\u00e3o sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi at\u00e9 escrita uma \u201cConven\u00e7\u00e3o Sobre o Estabelecimento dos Paquetes\u201d, referindo-se, \u00e9 claro, aos navios mensais. Nhenhenh\u00e9m Significado: Conversa intermin\u00e1vel em tom de lam\u00faria, irritante, mon\u00f3tona. Resmungo, rezinga. Hist\u00f3rico: Nhe\u00eb, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles n\u00e3o entendiam aquela fala\u00e7\u00e3o estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer \u201cnhen-nhen-nhen\u201d. O pior cego \u00e9 o que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":661,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[35,36],"tags":[31],"class_list":["post-254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","category-novidades","tag-novidades-curiosidades","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":867,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions\/867"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}