{"id":246,"date":"2009-10-27T07:11:00","date_gmt":"2009-10-27T09:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/o-soldadinho-de-chumbo-andersen\/"},"modified":"2025-07-28T21:23:55","modified_gmt":"2025-07-29T00:23:55","slug":"o-soldadinho-de-chumbo-andersen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/o-soldadinho-de-chumbo-andersen\/","title":{"rendered":"O Soldadinho de Chumbo (Andersen)"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhjPU8Frbc2-nqK2WqDxKgwO1kkNBISKabg1MHoAB29Hejfg14hr00L3IEwv8alOOwrqNA-Uzw-fQBHcrXU59TtiowuboKbGTt2g7e1R7dkq-KK8tuYmU70NVsVbLipOCgAYamRHJoAdZc\/s1600-h\/sdc.jpg\" style=\"clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEhjPU8Frbc2-nqK2WqDxKgwO1kkNBISKabg1MHoAB29Hejfg14hr00L3IEwv8alOOwrqNA-Uzw-fQBHcrXU59TtiowuboKbGTt2g7e1R7dkq-KK8tuYmU70NVsVbLipOCgAYamRHJoAdZc\/s320\/sdc.jpg\" vr=\"true\" \/><\/a>\n<\/div>\n<p>\nNuma loja de brinquedos havia uma caixa de papel\u00e3o com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o \u00faltimo a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em p\u00e9 sobre a \u00fanica perna e n\u00e3o fazia feio ao lado dos irm\u00e3os. <br \/>\nEsses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a t\u00fanica escarlate, cal\u00e7a azul e uma bela pluma no chap\u00e9u. Al\u00e9m disso, tinham fei\u00e7\u00f5es de soldados corajosos e cumpridores do dever.<br \/>\nOs valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino.<br \/>\nChegou o dia em que a caixa foi dada de presente de anivers\u00e1rio a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou:<br \/>\n<a name='more'><\/a><br \/>\n\u2014 Que lindos soldadinhos! \u2014 exclamou maravilhado.<br \/>\nE os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna s\u00f3 era o \u00faltimo da fileira.<br \/>\nAo lado do pelot\u00e3o de chumbo se erguia um lindo castelo de papel\u00e3o, um bosque de \u00e1rvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um peda\u00e7o de espelho.<br \/>\nA maior beleza, por\u00e9m, era uma jovem que estava em p\u00e9 na porta do castelo. Ela tamb\u00e9m era de papel, mas vestia uma saia de tule bem franzida e uma blusa bem justa. Seu lindo rostinho era emoldurado por longos cabelos negros, presos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul.<br \/>\nA atraente jovem era uma bailarina, por isso mantinha os bra\u00e7os erguidos em arco sobre a cabe\u00e7a. Com uma das pernas dobrada para tr\u00e1s, t\u00e3o dobrada, mas t\u00e3o dobrada, que acabava escondida pela saia de tule.<br \/>\nO soldadinho a olhou longamente e logo se apaixonou, e pensando que, tal como ele, aquela jovem t\u00e3o linda tivesse uma perna s\u00f3.<br \/>\n\u201cMas \u00e9 claro que ela n\u00e3o vai me querer para marido\u201d, pensou entristecido o soldadinho, suspirando.<br \/>\n\u201cT\u00e3o elegante, t\u00e3o bonita\u2026 Deve ser uma princesa. E eu? Nem cabo sou, vivo numa caixa de papel\u00e3o, junto com meus vinte e quatro irm\u00e3os\u201d.<br \/>\n\u00c0 noite, antes de deitar, o menino guardou os soldadinhos na caixa, mas n\u00e3o percebeu que aquele de uma perna s\u00f3 ca\u00edra atr\u00e1s de uma grande cigarreira.<br \/>\nQuando os ponteiros do rel\u00f3gio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e come\u00e7aram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagun\u00e7a!<br \/>\nAs bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, golpeavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros.<br \/>\nMas o soldadinho de uma perna s\u00f3 e a bailarina n\u00e3o sa\u00edram do lugar em que haviam sido colocados.<br \/>\nEle n\u00e3o conseguia parar de olhar aquela maravilhosa criatura. Queria ao menos tentar conhec\u00ea-la, para ficarem amigos.<br \/>\nDe repente, se ergueu da cigarreira um homenzinho muito mal-encarado. Era um g\u00eanio ruim, que s\u00f3 vivia pensando em maldades.<br \/>\nAssim que ele apareceu, todos os brinquedos pararam amedrontados, pois j\u00e1 sabiam de quem se tratava.<br \/>\nO geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadinho, deitado atr\u00e1s da cigarreira.<br \/>\n\u2014 Ei, voc\u00ea a\u00ed, por que n\u00e3o est\u00e1 na caixa, com seus irm\u00e3os? \u2014 gritou o monstrinho.<br \/>\nFingindo n\u00e3o escutar, o soldadinho continuou im\u00f3vel, sem desviar os olhos da bailarina.<br \/>\n\u2014 Amanh\u00e3 vou dar um jeito em voc\u00ea, voc\u00ea vai ver! &#8211; gritou o geniozinho enfezado.<br \/>\nDepois disso, pulou de cabe\u00e7a na cigarreira, levantando uma nuvem que fez todos espirrarem.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna s\u00f3, que estava ca\u00eddo atr\u00e1s da cigarreira, e os arrumou perto da janela.<br \/>\nO soldadinho de uma perna s\u00f3, como de costume, era o \u00faltimo da fila.<br \/>\nDe repente, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso?<br \/>\nE o pobre soldadinho caiu de cabe\u00e7a na rua.<br \/>\nO menino viu quando o brinquedo caiu pela janela e foi correndo procur\u00e1-lo na rua. Mas n\u00e3o o encontrou. Logo se consolou: afinal, tinha ainda os outros soldadinhos, e todos com duas pernas.<br \/>\nPara piorar a situa\u00e7\u00e3o, caiu um verdadeiro temporal.<br \/>\nQuando a tempestade foi cessando, e o c\u00e9u limpou um pouco, chegaram dois moleques. Eles se divertiam, pisando com os p\u00e9s descal\u00e7os nas po\u00e7as de \u00e1gua.<br \/>\nUm deles viu o soldadinho de chumbo e exclamou:<br \/>\n\u2014 Olhe! Um soldadinho! Ser\u00e1 que algu\u00e9m jogou fora porque ele est\u00e1 quebrado?<br \/>\n\u2014 \u00c9, est\u00e1 um pouco amassado. Deve ter vindo com a enxurrada.<br \/>\n\u2014 N\u00e3o, ele est\u00e1 s\u00f3 um pouco sujo.<br \/>\n\u2014 O que n\u00f3s vamos fazer com um soldadinho s\u00f3? Precisar\u00edamos pelo menos meia d\u00fazia, para organizar uma batalha.<br \/>\n\u2014 Sabe de uma coisa? \u2014 Disse o primeiro garoto. \u2014Vamos coloc\u00e1-lo num barco e mand\u00e1-lo dar a volta ao mundo.<br \/>\nE assim foi. Constru\u00edram um barquinho com uma folha de jornal, colocaram o soldadinho dentro dele e soltaram o barco para navegar na \u00e1gua que corria pela sarjeta.<br \/>\nApoiado em sua \u00fanica perna, com o fuzil ao ombro, o soldadinho de chumbo procurava manter o equil\u00edbrio.<br \/>\nO barquinho dava saltos e esbarr\u00f5es na \u00e1gua lamacenta, acompanhado pelos olhares dos dois moleques que, entusiasmados com a nova brincadeira, corriam pela cal\u00e7ada ao lado.<br \/>\nL\u00e1 pelas tantas, o barquinho foi jogado para dentro de um bueiro e continuou seu caminho, agora subterr\u00e2neo, em uma imensa escurid\u00e3o. Com o cora\u00e7\u00e3o batendo fortemente, o soldadinho voltava todos seus pensamentos para a bailarina, que talvez nunca mais pudesse ver.<br \/>\nDe repente, viu chegar em sua dire\u00e7\u00e3o um enorme rato de esgoto, olhos fosforescente e um horr\u00edvel rabo fino e comprido, que foi logo perguntando:<br \/>\n\u2014 Voc\u00ea tem autoriza\u00e7\u00e3o para navegar? Ent\u00e3o? Ande, mostre-a logo, sem discutir.<br \/>\nO soldadinho n\u00e3o respondeu, e o barquinho continuou seu incerto caminho, arrastado pela correnteza. Os gritos do rato do esgoto exigindo a autoriza\u00e7\u00e3o foram ficando cada vez mais distantes.<br \/>\nEnfim, o soldadinho viu ao longe uma luz, e respirou aliviado; aquela viagem no escuro n\u00e3o o agradava nem um pouco. Mal sabia ele que, infelizmente, seus problemas n\u00e3o haviam acabado.<br \/>\nA \u00e1gua do esgoto chegara a um rio, com um grande salto; rapidamente, as \u00e1guas agitadas viraram o fr\u00e1gil barquinho de papel.<br \/>\nO barquinho virou, e o soldadinho de chumbo afundou.<br \/>\nMal tinha chegado ao fundo, apareceu um enorme peixe que, abrindo a boca, engoliu-o.<br \/>\nO soldadinho se viu novamente numa imensa escurid\u00e3o, espremido no est\u00f4mago do peixe. E n\u00e3o deixava de pensar em sua amada: \u201cO que estar\u00e1 fazendo agora sua linda bailarina? Ser\u00e1 que ainda se lembra de mim?\u201d.<br \/>\nE, se n\u00e3o fosse t\u00e3o destemido, teria chorado l\u00e1grimas de chumbo, pois seu cora\u00e7\u00e3o sofria de paix\u00e3o.<br \/>\nPassou-se muito tempo \u2014 quem poderia dizer quanto?<br \/>\nE, de repente, a escurid\u00e3o desapareceu e ele ouviu quando falavam:<br \/>\n\u2014 Olhe! O soldadinho de chumbo que caiu da janela!<br \/>\nSabem o que aconteceu? O peixe havia sido fisgado por um pescador, levado ao mercado e vendido a uma cozinheira. E, por c\u00famulo da coincid\u00eancia, n\u00e3o era qualquer cozinheira, mas sim a que trabalhava na casa do menino que ganhara o soldadinho no anivers\u00e1rio.<br \/>\nAo limpar o peixe, a cozinheira encontrara dentro dele o soldadinho, do qual se lembrava muito bem, por causa daquela \u00fanica perna.<br \/>\nLevou-o para o garotinho, que fez a maior festa ao rev\u00ea-lo. Lavou-o com \u00e1gua e sab\u00e3o, para tirar o fedor de peixe, e endireitou a ponta do fuzil, que amassara um pouco durante aquela aventura.<br \/>\nLimpinho e lustroso, o soldadinho foi colocado sobre a mesma mesa em que estava antes de voar pela janela. Nada estava mudado. O castelo de papel, o pequeno bosque de \u00e1rvores muito verdes, o lago reluzente feito de espelho. E, na porta do castelo, l\u00e1 estava ela, a bailarina: sobre uma perna s\u00f3, com os bra\u00e7os erguidos acima da cabe\u00e7a, mais bela do que nunca.<br \/>\nO soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas n\u00e3o trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas n\u00e3o ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder am\u00e1-la.<br \/>\nSe pudesse, ele contaria toda sua aventura; com certeza a linda bailarina iria apreciar sua coragem. Quem sabe, at\u00e9 se casaria com ele\u2026<br \/>\nEnquanto o soldadinho pensava em tudo isso, o garotinho brincava tranq\u00fcilo com o pi\u00e3o.<br \/>\nDe repente como foi, como n\u00e3o foi \u2014 \u00e9 caso de se pensar se o geniozinho ruim da cigarreira n\u00e3o metera seu nariz \u2014, o garotinho agarrou o soldadinho de chumbo e atirou-o na lareira, onde o fogo ardia intensamente.<br \/>\nO pobre soldadinho viu a luz intensa e sentiu um forte calor. A \u00fanica perna estava amolecendo e a ponta do fuzil envergava para o lado. As belas cores do uniforme, o vermelho escarlate da t\u00fanica e o azul da cal\u00e7a perdiam suas tonalidades.<br \/>\nO soldadinho lan\u00e7ou um \u00faltimo olhar para a bailarina, que retribuiu com sil\u00eancio e tristeza. Ele sentiu ent\u00e3o que seu cora\u00e7\u00e3o de chumbo come\u00e7ava a derreter \u2014 n\u00e3o s\u00f3 pelo calor, mas principalmente pelo amor que ardia nele.<br \/>\nNaquele momento, a porta escancarou-se com viol\u00eancia, e uma rajada de vento fez voar a bailarina de papel diretamente para a lareira, bem junto ao soldadinho. Bastou uma labareda e ela desapareceu. O soldadinho tamb\u00e9m se dissolveu completamente.<br \/>\nNo dia seguinte. a arrumadeira, ao limpar a lareira, encontrou no meio das cinzas um pequenino cora\u00e7\u00e3o de chumbo: era tudo que restara do soldadinho, fiel at\u00e9 o \u00faltimo instante ao seu grande amor.<br \/>\nDa pequena bailarina de papel s\u00f3 restou a min\u00fascula pedra azul da tiara, que antes brilhava em seus longos cabelos negros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papel\u00e3o com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o \u00faltimo a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em p\u00e9 sobre a \u00fanica perna e n\u00e3o fazia feio ao lado dos irm\u00e3os. 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