{"id":191,"date":"2010-07-22T07:42:00","date_gmt":"2010-07-22T10:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/pele-de-asno-peau-dane-orginal-e-em-versos-charles-perralt\/"},"modified":"2025-07-28T19:20:39","modified_gmt":"2025-07-28T22:20:39","slug":"pele-de-asno-peau-dane-orginal-e-em-versos-charles-perralt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/pele-de-asno-peau-dane-orginal-e-em-versos-charles-perralt\/","title":{"rendered":"Pele de Asno &#8211; Peau D&#8217;\u00c2ne Orginal e em versos (Charles Perralt)"},"content":{"rendered":"<div style=\"color: #a64d79;\">\u00c9 com um enorme prazer que trago Pele de Asno para voc\u00eas original. Sempre estive procurando em toda a web e nunca achei o conto original e sim modificado. Ent\u00e3o tomei a liberdade de copiar manualmente o conto e trazer para voc\u00eas. No final de conto voc\u00eas podem ver ele escrito em versos. Boa leitura!<\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiCr2l-AudesxVp14mfkF9vbjHQi2hylCZEw99fvLdno0GK2XrHqR3Y7OokAX5EiLiKDDtyYyYpKSRadglsfK8lLGlmuQpA_pRXYIHs8G_5aJ8h9ONOMmDnffvNhAUtoKqhuGjF2JboK80\/s1600\/pele-de-asno.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"200\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiCr2l-AudesxVp14mfkF9vbjHQi2hylCZEw99fvLdno0GK2XrHqR3Y7OokAX5EiLiKDDtyYyYpKSRadglsfK8lLGlmuQpA_pRXYIHs8G_5aJ8h9ONOMmDnffvNhAUtoKqhuGjF2JboK80\/s200\/pele-de-asno.jpg\" width=\"155\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>Pele de Asno<\/b><\/div>\n<p>\nEra uma vez um bon\u00edssimo rei, a quem o povo muito amava e os visinhos muito respeitavam, sendo por isso o rei mais feliz do mundo. Al\u00e9m do mais, ele teve a sorte de casar-se com uma princesa linda e igual virtuosa que lhe deu apenas uma filha, por\u00e9m t\u00e3o encantadora, que os pais viviam num verdadeiro \u00eaxtase. <br \/>\nNo pal\u00e1cio real, havia abund\u00e2ncia de tudo e muito bom gosto. Os ministros eram muito sagazes e habilidosos, os cortes\u00e3o, muito dedicados, e os empregados, muito leais. Na grande estrebaria, havia os mais soberbos cavalos jamais vistos e com os melhores arreios, embora todos estranhassem que o mais importante animal fosse um asno com orelhas comprid\u00edssimas . Mas n\u00e3o fora por um mero capricho que o rei lhe dera tamanha distin\u00e7\u00e3o. O asno era merecedor de todas as regalias e honras, pois, na verdade, se tratava de um asno com poderes m\u00e1gicos. Todo dia, ao nascer do sol, a sua baia estava coberta de moedas de ouro, que o rei mandava colher.<br \/>\nMas como a vida n\u00e3o \u00e9 para sempre um mar de rosas, certo dia a rainha caiu de cama, com uma doen\u00e7a desconhecida que nenhum m\u00e9dico era capaz de curar. No pal\u00e1cio, baixou uma intensa tristeza. O rei foi a todos os templos do castelo e fez promessas, em que se comprometia a dar sua pr\u00f3pria vida em troca da cura da amada rainha. Mas tudo foi em v\u00e3o.<br \/>\n<a name='more'><\/a><br \/>\nCerto dia, sentindo que ia morrer, a rainha chamou o marido e lhe disse, aos prantos:<br \/>\n&#8211;  Meu fiel esposo e amigo, quero fazer-lhe  antes de ir-me um pedido: se de novo se casar&#8230;<br \/>\nNesse ponto, o rei a interrompeu, apartando-lhe as m\u00e3os e desfazendo-se em l\u00e1grimas, como que para dizer-lhe  que jamais sequer pensara nisso.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o, minha fiel esposa e amiga, em vez disso, pe\u00e7a-me que a siga na tumba!<br \/>\n&#8211; O reino &#8211; continuou a rainha com tranq\u00fcila firmeza &#8211; precisa de sucessores e eu s\u00f3 lhe dei uma filha. Portanto ter\u00e1 que se casar de novo, e eu lhe pe\u00e7o que s\u00f3 se case se encontrar uma princesa mais bonita e mais bem-dotada do que eu. Se me jurar isso morrerei feliz e em paz.<br \/>\nParece que a rainha tinha muito amor pr\u00f3prio , e que se for\u00e7ou o marido a essa promessa, foi porque n\u00e3o cogitava que  pudesse haver outra princesa que excedesse em beleza e dotes. Por\u00e9m, o rei jurou e ela, alguns minutos depois, morreu.<br \/>\nO rei sofreu imensamente. Durante v\u00e1rios dias, s\u00f3 chorou e se lamentou. Mas, com o tempo, se foi conformando, e, certo dia, os seus ministros lhe mandaram uma representa\u00e7\u00e3o, pedindo-lhe que se casasse de novo. Tal pedido o fez desfazer-se em  l\u00e1grimas pelo pesar reavivado e respondeu que jurara \u00e0 esposa que s\u00f3 voltaria a se casar quando aparecesse uma princesa mais bonita e mais bem-dotada do que a falecida o que era praticamente imposs\u00edvel. Os ministros disseram que a beleza era algo sup\u00e9rfluo, e que para o bem do reino bastava uma rainha virtuosa e f\u00e9rtil, que lhe desse muitos filhos homens e, assim, tranq\u00fcilizasse o povo quanto a sucess\u00e3o. Tamb\u00e9m disseram que a princesa real tinha todos os atributos para se tornar uma grande rainha, mas, por ser mulher, logo se casaria com um pr\u00edncipe estrangeiro, o que poria em risco a coroa, j\u00e1 que o rei n\u00e3o tinha filhos que lhe sucedessem.<br \/>\nO rei ouviu tudo e meditou sobre aqueles argumentos racionais, prometendo que voltaria a se casar. E, de fato, procurou, entre as princesas em idade de casar uma que lhe fosse conveniente. Todos os dias, os ministros lhe traziam retratos de princesas dos reinos das cercanias &#8211; por\u00e9m o rei respondia negativamente com a cabe\u00e7a. Nenhuma chegava aos p\u00e9s da sua amada falecida.<br \/>\nO tempo passava e, \u00e0 medida que passava, a princesa real ficava cada vez mais linda, excedendo a pr\u00f3pria m\u00e3e. O rei reparava naquilo, e como j\u00e1 n\u00e3o estava muito no seu ju\u00edzo perfeito, come\u00e7ou a sentir pela filha um amor profundo e forte, que n\u00e3o se assemelhava ao amor paterno. Enfim, n\u00e3o conseguindo mais esconder os seus sentimentos, declarou que s\u00f3 se casaria com ela.<br \/>\nA jovem princesa, que era muito virtuosa, quase desfaleceu quando ouviu a declara\u00e7\u00e3o de rei seu pai. Lan\u00e7ou-se-lhe  aos p\u00e9s e lhe suplicou eloq\u00fcentemente a n\u00e3o cometer aquele crime hediondo.<br \/>\nO rei foi consultar um druida para ficar com a consci\u00eancia tranq\u00fcila, e o druida, que era muito ambicioso e s\u00f3 queria tornar-se um dos favoritos do rei, convenceu-o de que n\u00e3o havia mal algum naquele casamento e que, al\u00e9m  de ser vantajoso para todos, era at\u00e9 mesmo um ato de crueldade. O rei o abra\u00e7ou e retornou ao pal\u00e1cio mais decidido ainda, e mandou que a princesa se preparasse para as bodas.<br \/>\nA princesa, em desespero, s\u00f3 ocorreu uma id\u00e9ia: ir consultar a fada Lil\u00e1s, sua madrinha. Ent\u00e3o, partiu naquela noite mesmo, numa esp\u00e9cie de carro puxado por um cordeiro que conhecia todos os caminhos. A fada gostava muito da princesa e logo que a viu chegar lhe disse que j\u00e1 sabia tudo.<br \/>\n&#8211; \u00c9 claro, minha menina, que seria um grande erro casar-se com o seu pai. Por\u00e9m, eu vejo um jeito de arranjar as coisas sem que haja um confronto. Concorde com as bodas, mas lhe exija como condi\u00e7\u00e3o que ele lhe d\u00ea um vestido da cor do tempo. Nem com todas as riquezas que possui, nem com todo o seu poder, ele conseguir\u00e1 semelhante vestido.<br \/>\nA princesa agradeceu \u00e0 sua madrinha, retornou ao pal\u00e1cio e disse ao rei que se casaria com ele, contando que lhe desse um vestido com a cor do tempo. O rei ficou t\u00e3o maravilhado com a resposta, que mandou vir os mais habilidosos costureiros do reino, e lhes ordenou que fizessem o vestido, sob pena de serem enforcados.<br \/>\nMas isso n\u00e3o foi necess\u00e1rio, porque ap\u00f3s dois dias os costureiros trouxeram o vestido, leve como as manh\u00e3s e azul como o c\u00e9u. A princesa ficou desapontada e correu de novo ao encontro da madrinha:<br \/>\n&#8211; O que fazer agora? &#8211; Perguntou-lhe.<br \/>\n&#8211; Pe\u00e7a gora um vestido da cor da lua &#8211; responde-lhe a fada.<br \/>\nE a princesa real pediu ao rei o vestido da cor da lua, que foi encomendado de imediato. No dia seguinte, o vestido foi entregue e era tal e qual da cor da lua. A princesa  se desesperou e de novo se lamentava quando a fada apareceu e disse:<br \/>\n-Se pedir um vestido da cor do sol, tenho certeza de que o rei ficar\u00e1 muito embara\u00e7ado, pois \u00e9 imposs\u00edvel fazer um vestido da cor do sol &#8211; e, pelo menos, voc\u00ea ganhar\u00e1 tempo.<br \/>\nA princesa fez o que a fada lhe recomendou &#8211; pediu ao rei um vestido da cor do sol, que foi, de pronto, encomendado. E para que os costureiros o pudessem fazer, o rei lhes deu todos os diamantes e rubis da sua pr\u00f3pria coroa para enfeitar o vestido. Quando trouxeram, todos os habitantes do pal\u00e1cio tiveram que fechar os olhos, tamanho era o seu esplendor.<br \/>\nA mo\u00e7a se sentiu perdida, e sob o pretexto de que o vestido lhe havia feito mal aos olhos, retirou-se para seus aposentos, onde a guardava a boa fada.<br \/>\n-Minha menina, n\u00e3o se desespere! Nem tudo est\u00e1 perdido! &#8211; disse-lhe ela. &#8211; O rei est\u00e1 obcecado e nossos estratagemas falharam. Mas acho que se pedir a pele do asno que fornece todo o ouro que \u00e9 sustento da riqueza dessa corte, ele negar\u00e1. V\u00e1 pedir-lhe a pele do asno.<br \/>\nA jovem, alegre e cheia de esperan\u00e7as, correu e foi pedir ao pai a pele do asno. O rei ficou espantado com aquele capricho, mas na hora ordenou que sacrificassem o asno, cuja pele foi dada \u00e0 princesa.<br \/>\nA princesa subiu, correndo para seus aposentos e se desfez em l\u00e1grimas, mas sua madrinha conseguiu acalm\u00e1-la facilmente.<br \/>\n-Mas o que h\u00e1 menina? Pois fique sabendo que isso foi \u00f3timo. Envolva-se na pele do asno e saia pelo mundo. Deus recompensa quem tudo sacrifica pela virtude. V\u00e1. Tudo o que lhe pertence a acompanhar\u00e1, eu lhe garanto. Fique com a minha varinha de cond\u00e3o. Sempre que a bater no ch\u00e3o, ver\u00e1 surgirem as coisas de que estiver precisando.<br \/>\nA princesa deu um abra\u00e7o apertado na madrinha, suplicando-lhe que n\u00e3o a abandonasse jamais. Em seguida, envolveu-se na pele do asno, passou fuligem no rosto e saiu do pal\u00e1cio despercebida.<br \/>\nO desaparecimento da princesa foi um verdadeiro esc\u00e2ndalo. O rei, que j\u00e1 ordenara uma espl\u00eandida festa para o dia de suas bodas, mergulhou no desespero. Mandou mais de mil mosqueteiros sa\u00edrem \u00e0 procura da filha. Mas tudo foi em v\u00e3o . A varinha de cond\u00e3o tinha a fant\u00e1stica propriedade de tornar a princesa invis\u00edvel a todos seus perseguidores.<br \/>\nAssim que saiu do pal\u00e1cio, a princesa foi andando sem rumo, at\u00e9 muito longe, \u00e0 procura de uma casa onde pudesse empregar-se. Todo mundo lhe dava esmolas, mas ningu\u00e9m a recebia na sua casa. Aquele rosto cheio de fuligem e aquela pele de asno fazia as pessoas se sentirem nojo dela. Por fim, chegou \u00e1s cercanias de uma cidade onde havia granja. Naquele exato local, estavam a procura de uma empregada que executasse as tarefas mais grosseiras, como lavar a pocilga, guardar os gansos e outras coisas do tipo. Vendo aquela maltrapilha t\u00e3o suja, a dona da granja se disp\u00f4s a empreg\u00e1-la, coisa que  a princesa aceitou de pronto, de t\u00e3o cansada que estava.<br \/>\nA m\u00edsera princesa teve de ficar num canto da cozinha, com toda a criadagem a ca\u00e7oar dela da maneira mais est\u00fapida &#8211; tudo devido \u00e0 pele de asno que ela usava. Enfim, acabou por se acostumar com aquilo, e caprichava tanto na execu\u00e7\u00e3o das suas tarefas, que a dona da granja come\u00e7ou a v\u00ea-la com melhores olhos.<br \/>\nCerto dia em que sentara \u00e0 beira de um tanque, resolveu mirar-se no espelho d&#8217;\u00e1gua e assustou-se com sua horr\u00edvel apar\u00eancia. Lavou-se e ficou clara como era &#8211; linda e branca como a lua. Algum tempo depois, teve que vestir de novo a medonha pele de asno a fim de voltar para casa.<br \/>\nNo dia seguinte, n\u00e3o havia trabalho, porque era dia de festa, ent\u00e3o a princesa tocou a varinha, e a sua frente surgiram os seus pertences,  e ela se divertiu em pentear-se  e enfeitar-se com os seus mais lindos ornamentos. O seu quarto era t\u00e3o pequenininho que as caldas dos vestidos n\u00e3o se podiam desdobrar. Com justo m\u00e9rito, a princesa se admirou no espelho e teve, dessa forma, um dia feliz. Depois desse dia, resolveu que em todas as horas vagas poria os seus lindos vestidos e se enfeitaria &#8211; mas sempre \u00e0s escondidas, dentro das quatro paredes do seu quartinho. Por vezes, ficava t\u00e3o encantadoramente linda que at\u00e9 suspirava por n\u00e3o haver ningu\u00e9m que a visse.<br \/>\nNum dia de folga , em que Pele de Asno (chamavam-na por esse nome) pusera o seu vestido da cor do sol, ocorreu de ali parar o filho do rei, que fora \u00e0 ca\u00e7a. Era um belo pr\u00edncipe, o poso idolatrava e os seus pais o adoravam. A dona da granja mostrou-lhe tudo, as aves, as planta\u00e7\u00f5es, e como o pr\u00edncipe era muito curioso, percorreu a propriedade toda, examinando tudo.  Mas quando passava por um corredor, encontrou uma porta trancada e resolveu espiar pelo buraco da fechadura: vislumbrou, l\u00e1 dentro, uma beleza que o deixou fascinado. Era Pele de Asno com seu vestido da cor do Sol.<br \/>\nMuito intrigado, o pr\u00edncipe saiu dali e foi perguntar quem ocupara aquele quarto escuro. Responderam-lhe que era uma pastora imunda chamada Pele de Asno, pois sempre vestia uma pele desse animal; disseram tamb\u00e9m que era t\u00e3o suja que ningu\u00e9m tinha vontade de aproximar-se dela, nem de falar-lhe, e que s\u00f3 por caridade a tinham empregado como pastora de carneiros e gansos.<br \/>\nO pr\u00edncipe logo percebeu que era in\u00fatil inquirir aquelas pessoas tolas e voltou para a corte com o cora\u00e7\u00e3o palpitando de transtorno. N\u00e3o conseguia tirar da cabe\u00e7a a fascinante deusa vislumbrada por alguns segundos  pelo buraco da fechadura. Arrependeu-se amargamente de n\u00e3o ter arrombado a porta. E tamanha foi a sua excita\u00e7\u00e3o que ficou com uma febre alt\u00edssima. A rainha se desesperou com o estado do seu filho \u00fanico e prometeu milh\u00f5es de recompensa quem pudesse cur\u00e1-lo.<br \/>\nTodos os melhores m\u00e9dicos do reino acudiram e, depois de v\u00e1rios exames, conclu\u00edram que a doen\u00e7a do pr\u00edncipe provinha de uma inquietude moral. Assim que a rainha ficou sabendo disso foi perguntar ao filho o que realmente se passava no seu cora\u00e7\u00e3o. Disse-lhe que o que quer que fosse, ela faria tudo por amor a ele; que se queria a coroa, com certeza o seu pai daria sem problema algum; que se queria tomar por esposa alguma princesa, a tomaria, mesmo que fosse necess\u00e1rio declarar uma guerra. Mas que, pelo amor de Deus, n\u00e3o continuasse daquele jeito e lhe confessasse tudo, sen\u00e3o tamb\u00e9m ela morreria.<br \/>\n-Minha querida mam\u00e3e &#8211; respondeu o pr\u00edncipe com voz agonizante &#8211; n\u00e3o sou um filho desnaturado que quer subir ao trono quando seu pai ainda est\u00e1 vivo. Pelo contr\u00e1rio: quero que ele viva por muitos anos mais.<br \/>\n-Eu sei meu filhinho, mas sua vida \u00e9 o que temos de mais precioso e queremos saber qual \u00e9 o motivo do seu desassossego, que tudo faremos para salvar a vida, pois salvando a sua vida estaremos salvando tamb\u00e9m a nossa.<br \/>\n-Tudo bem mam\u00e3e, vou contar-lhe a verdade. O que quero \u00e9 que Pele de Asno me fa\u00e7a um bolo para saciar a minha vontade.<br \/>\nA rainha ficou estupefata ao ouvir aquele pedido t\u00e3o estranho, ainda mais com a men\u00e7\u00e3o de uma pessoa toda desconhecida e de nome t\u00e3o feio.<br \/>\n-Meu filho, quem \u00e9 Pele de Asno?<br \/>\nUm dos palacianos que j\u00e1 estivaram na granja respondeu:<br \/>\n-Majestade,  Pele de Asno \u00e9 uma pastora imunda, encardida, que guarda os carneiros e gansos numa granja de propriedade real.<br \/>\n-Pouco importa! &#8211; disse a rainha. &#8211; Talvez o meu filho numa das suas ca\u00e7adas, tenha comido um bolo feito por ela e agora est\u00e1 com desejo doentio. Mandem Pele de Asno preparar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, o bolo.<br \/>\nCumpre dizer que, no instante em que o pr\u00edncipe  olhou pelo buraco da fechadura, quando visitou a granja, a princesa o percebeu, e depois, pela janelinha, pode v\u00ea-lo quando ele se afastava &#8211; e admirou o porte e a beleza viril do pr\u00edncipe. Alguns dizem at\u00e9 que suspirou &#8211; e que desse dia em diante sempre suspirava quando se lembrava daquela cena. O que quer que seja, quando Pele de Asno recebeu a ordem de preparar o bolo, ficou agitad\u00edssima e foi correndo fechar no seu quartinho para p\u00f4r a m\u00e3o na massa. Para tanto, lavou-se, penteou-se p\u00f4s seu vestido mais bonito e come\u00e7ou a amassar a mais branca e pura farinha com a manteiga e os ovos mais frescos e amarelinhos. Num dado momento, n\u00e3o se sabe se por obra do acaso ou se de prop\u00f3sito, deixou cair na massa um anel que tinha no dedo. Uma vez pronto o bolo, escondeu-se de novo sob a medonha e repugnante pele, e abriu a porta para entregar aos mensageiros o que lhe fora encomendado, e, t\u00edmida, lhes perguntou como passava o pr\u00edncipe. Os mensageiros, muito soberbos, nem lhe responderam. Pegaram o bolo e se foram a galope para o pal\u00e1cio.<br \/>\nO pr\u00edncipe recebeu, \u00e1vido, o bolo, e o comeu com tamanha voracidade que os m\u00e9dicos ficaram estupefatos, n\u00e3o achando aquilo nem um pouco natural. Alguns segundos depois, come\u00e7ou a tossir desesperadamente, como se algo o asfixiasse. Era o anel. Tirou-o da boca e viu que se tratava de uma j\u00f3ia rara e linda, que s\u00f3 poderia caber num dedinho de extrema delicadeza.<br \/>\nO pr\u00edncipe o beijou in\u00fameras vezes e p\u00f4s \u00e0 sua cabeceira, para de novo contempl\u00e1-lo e beij\u00e1-lo sempre  que ficava sozinho. <br \/>\nAgora o que atormentava era o desejo de conhecer a dona do anel, por\u00e9m recava contar o que vira pelo buraco da fechadura, pois tinha a certeza de que todos zombariam dele. E, torturando por sentimentos t\u00e3o contradit\u00f3rios, acabou piorando. A febre aumentou. Ent\u00e3o, os m\u00e9dicos disseram a rainha que a doen\u00e7a do pr\u00edncipe era simplesmente  amor.<br \/>\nNa hora, a rainha e o rei foram ao quarto do adorado doente.<br \/>\n&#8211; Meu filho! &#8211; disseram-lhe. &#8211; Seja bom conosco e nos diga o nome daquela que conquistou seu cora\u00e7\u00e3o, porque juramos aceitar a sua escolha, mesmo que seja a mais humilde serva.<br \/>\nO pr\u00edncipe, comovido com as palavras dos pais, respondeu-lhes:<br \/>\n&#8211; Meus queridos pais, eu n\u00e3o quero casar-me com algu\u00e9m que lhes desagrade, e para provar o que digo declaro que s\u00f3 me casarei com a dona deste anel. Acho que a dona de um dedinho que nele caiba n\u00e3o pode ser nenhuma alde\u00e3 indigna de n\u00f3s.<br \/>\nO rei e a rainha pegaram o anel, examinaram-no com aten\u00e7\u00e3o e concordaram com o filho. Em seguida, o rei beijou o filho e se retirou, fez um decreto em que se proclamava que a mo\u00e7a cujo dedo coubesse o anel seria a esposa do pr\u00edncipe. Houve uma verdadeira peregrina\u00e7\u00e3o de mo\u00e7as em idade de casar ao pal\u00e1cio. Vieram, primeiro, as princesas, que eram muitas; em seguida , as duquesas, as marquesas e as baronesas, mas em nenhum dos seus dedos coube o anel. Depois, vieram as mais belas mo\u00e7as da cidade, que n\u00e3o pertenciam \u00e0 nobreza, e tampouco nos dedos coube o anel. O pr\u00edncipe melhorara e ele pr\u00f3prio fazia a prova.<br \/>\nPor fim, chegou a vez das milhares mo\u00e7as de baixa condi\u00e7\u00e3o, criadas, camareiras, e o mesmo aconteceu com elas. Ent\u00e3o, o pr\u00edncipe mandou vir tamb\u00e9m as cozinheiras e as guardadoras de gado, mas foi em v\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Agora s\u00f3 resta vir a tal Pele de Asno que me preparou o bolo &#8211; disse o pr\u00edncipe &#8211; e todos riram, dizendo que uma criatura daquela t\u00e3o suja n\u00e3o era digna  sequer de p\u00f4r os p\u00e9s no pal\u00e1cio.<br \/>\n&#8211; Ordeno que a tragam &#8211; declarou o pr\u00edncipe &#8211; N\u00e3o h\u00e1 porque venham todas menos ela.<br \/>\nOs cortes\u00e3os lhe obedeceram e foram busc\u00e1-la por\u00e9m dando gargalhadas daquela excentricidade do pr\u00edncipe.<br \/>\nPele de Asno, que j\u00e1 amava o pr\u00edncipe, sentiu o cora\u00e7\u00e3o pular quando soube do tumulto que ocorria na Corte por causa de seu anel e, desconfiada de que tamb\u00e9m a viria buscar, arrumou-se o melhor que p\u00f4de e p\u00f4s o seu mais lindo vestido. Em seguida, envolveu-se na pele do asno e aguardou. Algum tempo depois, chegaram os mensageiros com a ordem de lev\u00e1-la, e os tais mensageiros n\u00e3o conseguiram parar de rir daquele horrendo ser. &#8220;Chamaram-na ao pal\u00e1cio, \u00f3 imunda! Para casar-se com o filho do rei, ah! Ah! Ah! &#8220;. <br \/>\nO pr\u00edncipe ficou desapontado quando Pele de Asno entrou no seu quarto.<br \/>\n&#8211; \u00c9 voc\u00ea mesma que ocupa aquele quartinho no fundo da granja?<br \/>\n&#8211; Sim, senhor pr\u00edncipe &#8211; respondeu ela.<br \/>\n&#8211; Mostre-me a m\u00e3o &#8211; disse-lhe o pr\u00edncipe por desencargo de consci\u00eancia, e suspirando de des\u00e2nimo.<br \/>\nEnt\u00e3o, o que se sucedeu foi qualquer coisa. Assim que recebeu a ordem de mostrar a m\u00e3o, Pele de Asno p\u00f4s para fora da medonha pele que a cobria a mais delicada m\u00e3o do mundo, r\u00f3sea, em cujo dedo m\u00e9dio o anel coube como se tivesse sido feito especialmente para ele. De s\u00fabito, a pele de asno lhe caiu dos ombros e aos olhos de todos surgiu uma criatura de beleza exuberante. O pr\u00edncipe pulou da cama e, ajoelhando aos seus p\u00e9s, abra\u00e7ou-a com ternura. Em seguida, o rei e a rainha fizeram o mesmo, perguntando-lhe se aceitava o pr\u00edncipe por esposo. A princesa, toda confusa, j\u00e1 abria a boca para responder, quando o teto se abriu e a fada Lil\u00e1s apareceu numa carruagem maravilhosa, tecida de p\u00e9talas de lilases, e contou a todos a hist\u00f3ria da princesa  Tim-Tim por Tim-Tim. <br \/>\nA alegria do rei e da rainha foi imensa quando ficaram sabendo que Pele de Asno era uma princesa real e, portanto, digna de ser a esposa do herdeiro do trono, e de novo, a abra\u00e7aram e beijaram.<br \/>\nO pr\u00edncipe estava t\u00e3o impaciente para se casar que mal houve tempo para preparar uma festa \u00e0 altura do faustoso acontecimento. O rei e a rainha, que tinham adora\u00e7\u00e3o pela nora, n\u00e3o paravam de mim\u00e1-la e de beij\u00e1-la. Por\u00e9m, a mo\u00e7a estava triste e disse que n\u00e3o poderia casar-se sem o consentimento do pai. Assim sendo, ele foi o primeiro a receber o convite para as bodas, que, a conselho da fada Lil\u00e1s, n\u00e3o mencionava o nome da noiva. \u00c0s n\u00fapcias, compareceram reis de todas as regi\u00f5es: alguns foram de liteira, outros de cabriol\u00e9, e os de terras mais long\u00ednquas, montados em elefantes, em tigres e em \u00e1guias. Por\u00e9m , o mais poderoso e magnificente  era o pai da princesa, que, para alegria geral, havia esquecido aquele amor imposs\u00edvel e descabido e se havia casado com uma bela rainha vi\u00fava, com a qual n\u00e3o teve filhos. A princesa assim que o viu, correu ao seu encontro, e ele logo a reconheceu e a beijou ternamente, antes que ela pudesse ajoelhar-se aos seus p\u00e9s. O rei e a rainha lhe apresentaram o filho, de quem se tornou muito amigo. As bodas se deram com pompa e circunst\u00e2ncias, mas os noivos nem perceberam isso, pois s\u00f3 tinham olhos um para o outro.<br \/>\nEnt\u00e3o, o rei, pai do pr\u00edncipe, aproveitou a ocasi\u00e3o para passar o trono ao adorado filho. Este n\u00e3o o queria, mas o rei o for\u00e7ou, e, para comemorar t\u00e3o majestoso acontecimento, decretou tr\u00eas meses de festas cont\u00ednuas que ficaram c\u00e9lebres nos anais do reino.<\/p>\n<p>\nFIM&#8230; <b>&nbsp;<\/b><br \/>\n<b>(Conto copiado do livro Contos de Outrora de Charles Perrault por Luh@. Favor se copiar colocar a fonte.) <\/b><br \/>\n<b>Oficialmente Peau D&#8217;\u00c2ne foi escrito em versos. Portanto eu encontrei os versos no<a href=\"http:\/\/opoetademeiatigela.blogspot.com\/\"> blog do poeta de meia tigela<\/a>. Ent\u00e3o segue em seguida os versos:<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>I<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>O VESTIDO-MAR<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Bom Rei Meu Pai me quis para n\u00fapcias<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Porque sou bela e s\u00f3sia da Morta.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Em v\u00e3o raz\u00e3o \u00e0 paix\u00e3o exorta,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Ele diz qu\u2019h\u00e1 de ter a pel\u00facia.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Aconselhada por Aia, ast\u00facia<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Emprego a fim de det\u00ea-lo \u00e0 porta:<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Capinar-me-\u00e1 livremente a horta<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Se me doado em cada min\u00facia<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Vestido-Mar, azul de marugem.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Penso imposs\u00edvel cumpra mas surgem<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00c0 minha frente as vagas, escumas<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Maravilhantes da veste em brumas,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00cdndiga, seda e babados, plumas.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Bom Pai Meu Rei me exige a penugem.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b><br \/>\n<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>II<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>O VESTIDO-LUA<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Meu Bom Rei Pai bufa, treme, sua,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Sanha fazer-me esposa, Rainha.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Por sugest\u00e3o da Fada Madrinha<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Prominto breve inteira ser Sua.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Cederei, caso um Vestido-Lua<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Me seja entregue at\u00e9 manh\u00e3zinha.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Feito nos contos da Carochinha<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">O fato, ali, lunando, flutua.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Leve tecido, arg\u00eanteo cetim,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Exato corte, meu manequim.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Reflete o brilho dos paet\u00eas<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">O olhar paterno imerso em lam\u00eas<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">(D\u00e1 medo ver como ele me v\u00ea):<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Meu Rei Bom Pai n\u00e3o tresolhe assim. <\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>III<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>O VESTIDO-SOL<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Mau Rei Meu Pai quase me domina,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Por triz escapo \u00e0 real loucura.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Tamanho o ardor com que me procura,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Ser\u00e1, pegar-me, carnificina.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Por\u00e9m clemente Madre me ensina<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Estrataclara contra a diabrura.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Dou-me, se vem cobrir-me a brancura<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Vestido-Sol de luz sulfurina.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Nem bem formulo o pedido, ai, ei-lo,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Pliss\u00eas perfeitos, traje modelo.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Flam\u00ea, arrasta-se a cauda e sei<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">O que, dourada, evoca: o Astro-Rei!<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">E os raios sob os quais queimarei&#8230;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Mau Pai Meu Rei, S\u00e1tiro Amarelo. <\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b><br \/>\n<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>IV<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b>A PELE-DE-ASNO<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Mau Rei Mau Pai de lux\u00faria ins\u00e3<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">A violar meu casto sossego.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Quando me avista fica j\u00e1 cego<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">De t\u00e3o querer bruto, fauno af\u00e3.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Adeus Castelo, adeus todo Cl\u00e3,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Vou correr l\u00e9guas do Ogro, Morcego.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Sob este couro de burro, arrego<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Encontro, oculta no cardig\u00e3.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Vou virar pobre, sem roupa, ceia,<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Vou ser a louca-esc\u00e1rnio d\u2019aldeia:<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Beleza soube engendrar Horror?<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">H\u00e1 de Beleza vir do Pavor.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Na Pele d\u2019Asno o meu pundonor&#8230;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Mau Pai Mau Rei, amar-me-\u00e1s, feia?! <\/div>\n<p>(Extra\u00eddo do &#8220;CONCERTO N\u00ba 1NICO EM MIM MAIOR PARA PALAVRA E ORQUESTRA&#8221;, 1\u00ba Movimento, Livro 1, Se\u00e7\u00e3o 2; a ser publicado no Jornal V.O.L.A.N.T.E &#8211; Ve\u00edculo.Original.Litero.Alternativo.Nascido.Totalmente.Emancipado, edi\u00e7\u00e3o 3, maio-junho de 2009)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 com um enorme prazer que trago Pele de Asno para voc\u00eas original. Sempre estive procurando em toda a web e nunca achei o conto original e sim modificado. Ent\u00e3o tomei a liberdade de copiar manualmente o conto e trazer para voc\u00eas. No final de conto voc\u00eas podem ver ele escrito em versos. Boa leitura! Pele de Asno Era uma vez um bon\u00edssimo rei, a quem o povo muito amava e os visinhos muito respeitavam, sendo por isso o rei mais feliz do mundo. Al\u00e9m do mais, ele teve a sorte de casar-se com uma princesa linda e igual virtuosa que lhe deu apenas uma filha, por\u00e9m t\u00e3o encantadora, que os pais viviam num verdadeiro \u00eaxtase. No pal\u00e1cio real, havia abund\u00e2ncia de tudo e muito bom gosto. Os ministros eram muito sagazes e habilidosos, os cortes\u00e3o, muito dedicados, e os empregados, muito leais. Na grande estrebaria, havia os mais soberbos cavalos jamais vistos e com os melhores arreios, embora todos estranhassem que o mais importante animal fosse um asno com orelhas comprid\u00edssimas . Mas n\u00e3o fora por um mero capricho que o rei lhe dera tamanha distin\u00e7\u00e3o. O asno era merecedor de todas as regalias e honras, pois, na verdade, se tratava de um asno com poderes m\u00e1gicos. 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