{"id":1076,"date":"2025-11-30T10:20:02","date_gmt":"2025-11-30T13:20:02","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/?p=1076"},"modified":"2025-11-30T10:26:14","modified_gmt":"2025-11-30T13:26:14","slug":"autismo-como-eu-aprendi-a-lidar-com-ele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/autismo-como-eu-aprendi-a-lidar-com-ele\/","title":{"rendered":"Autismo: Como eu Aprendi a Lidar Com Ele"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1077 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/autismo.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/autismo.jpg 1024w, https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/autismo-300x141.jpg 300w, https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/autismo-768x360.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\nMeu segundo filho, Iago Emanuel, teve um desenvolvimento considerado normal at\u00e9 completar 1 ano. Tudo bem que, aos 5 meses, ele teve alergia alimentar mas isso eu conto em outro post aqui do blog. Ele come\u00e7ou a balbuciar cedo, l\u00e1 pelos 5 para 6 meses, e tudo parecia dentro do esperado. A \u00fanica coisa diferente era que ele n\u00e3o aceitava m\u00fasicas infantis, como Galinha Pintadinha, Patati Patat\u00e1 e semelhantes. Ele preferia assistir sempre aos mesmos desenhos e n\u00e3o aceitava mudar sua rotina. Tamb\u00e9m tinha uma mantinha, que ele mamava e n\u00e3o largava por nada.<br \/>\nAt\u00e9 a\u00ed, eu achava tudo bem, apenas o jeitinho dele.<\/p>\n<p>Mas quando ele fez 1 ano, depois da festinha, ele come\u00e7ou a mudar. Ele j\u00e1 n\u00e3o olhava mais para fotos, parou de falar como antes, ficava nervoso quando n\u00e3o conseguia fazer algo e jogava as coisas no ch\u00e3o com raiva. \u00c0s vezes dava tapas no ch\u00e3o. Muitas vezes ficava deitado olhando para o teto, como se tivesse \u201cdesligado\u201d. Eu o chamava e ele se fingia de surdo.<br \/>\nTamb\u00e9m passou a rejeitar alimentos misturados s\u00f3 aceitava tudo separadinho, como arroz de um lado e feij\u00e3o de outro.<\/p>\n<p>Achei tudo aquilo estranho e comecei a pesquisar. Passei o dia inteiro lendo artigos, relatos, assistindo document\u00e1rios, filmes, tudo. Foi quando percebi que muitos sinais batiam com autismo, at\u00e9 mesmo a mantinha, que muitos autistas usam como objeto transicional.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, est\u00e1vamos muito endividados e, como eu ainda n\u00e3o tinha certeza, resolvi tentar fazer terapias em casa. Um filme antigo, Meu Filho, Meu Mundo, mudou completamente minha vis\u00e3o. Decidi aplicar o mesmo m\u00e9todo com o Iago.<br \/>\nConversei com sua irm\u00e3, Ana, e n\u00f3s duas come\u00e7amos a trabalhar com ele. Meu marido passava o dia fora trabalhando, ent\u00e3o fic\u00e1vamos n\u00f3s duas criando atividades: jogos interativos, massinha, livros. Como ele n\u00e3o falava, comprei microfones, instrumentos musicais\u2026 e, de pouco em pouco, a Ana conseguiu inserir a m\u00fasica na rotina dele. Ele cantava, mas s\u00f3 para ela.<\/p>\n<p>Ele voltou a falar perto dos 3 anos e era pouco. Respondia usando s\u00f3 a \u00faltima palavra da frase:<\/p>\n<p>-Iago, voc\u00ea t\u00e1 bem?<br \/>\n-Bem.<br \/>\n-Iago, como foi l\u00e1?<br \/>\n-L\u00e1.<\/p>\n<p>Mesmo assim, j\u00e1 era uma vit\u00f3ria enorme. A partir da\u00ed come\u00e7amos a brincar de entrevistas, e ele foi aprendendo a interagir.<br \/>\nDepois, veio outra fase: ele atropelava as palavras, chegava empolgado para contar algo e falava tudo de uma vez, sem respirar. A gente n\u00e3o entendia nada.<\/p>\n<p>Com comida foi igual: fomos misturando aos poucos, fazendo parecer acidente e explicando que todo mundo come assim. Aos poucos ele foi aceitando.<br \/>\nEle n\u00e3o comia Danoninho se tivesse um fiapinho de papel. Eu tentava mostrar pra ele que a vida n\u00e3o \u00e9 perfeita \u2014 que \u00e0s vezes o potinho vem falho, mas continua comest\u00edvel. Tampei com o dedo e disse:<\/p>\n<p>-Olha, d\u00e1 pra tomar assim, n\u00e3o d\u00e1?<\/p>\n<p>Ele disse que sim. Tomou. E entendeu.<\/p>\n<p>Quando chegou a hora da escolinha, conversei bastante com ele. L\u00e1, ele queria ser o primeiro em tudo: na fila, na li\u00e7\u00e3o, na brincadeira. Aos poucos fui mostrando que ele precisava aprender a esperar.<\/p>\n<p>Outra coisa: quando era pequeno, Iago n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de perigo. Ele quase pulou da janela se eu n\u00e3o tivesse visto. Subia em tudo querendo se jogar. Precisei mostrar imagens de quedas e machucados para ele entender. Ele tamb\u00e9m ca\u00eda e n\u00e3o chorava, como se n\u00e3o sentisse dor.<\/p>\n<p>Lev\u00e1-lo ao cabeleireiro foi outro desafio: deu crise com a maquininha. Ent\u00e3o aprendi a cortar na tesoura. Sempre que cortava, ligava a maquininha s\u00f3 para ele ouvir. Com o tempo, foi perdendo o medo.<\/p>\n<p>Na escola, Iago sempre foi perfeccionista. Precisa tirar 10. Quando n\u00e3o tira, fica emburrado e chora. Ele tem hiperfoco em desenho e ama desenhar no tradicional. No in\u00edcio, recusava apagar erros. Se errava, jogava a folha fora. Ensinar ele a usar borracha foi um processo.<br \/>\nHoje, desenha todos os dias \u2014 e muito bem, do jeitinho dele.<\/p>\n<p>Ano passado, ele me deu trabalho na escola: me ligaram mais de 15 vezes dizendo que ele estava com dor de cabe\u00e7a. Levei-o ao m\u00e9dico, mas n\u00e3o era nada f\u00edsico. Pesquisei de novo e vi que podia ser enxaqueca sonora. A sala estava muito barulhenta, e ele queria prestar aten\u00e7\u00e3o na professora, mas n\u00e3o conseguia. Comprei um abafador para momentos de crise e resolveu.<br \/>\nMas expliquei que o abafador \u00e9 s\u00f3 um escape, que ele tamb\u00e9m precisa ensinar o c\u00e9rebro a se adaptar aos sons do mundo real, para n\u00e3o virar depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim como abafador, penso o mesmo sobre rem\u00e9dios.<br \/>\nEle nunca tomou rem\u00e9dio para acalmar. Eu ensinei respira\u00e7\u00e3o, contar n\u00fameros, pensar em coisas boas. Funciona.<\/p>\n<p>E um ponto que transformou o Iago da \u00e1gua para o vinho foi o teatro.<br \/>\nAli ele aprendeu a se expressar, a entender emo\u00e7\u00f5es, a falar o que sente e a se soltar para o mundo.<\/p>\n<p>Hoje, Iago tem 10 anos. Ainda n\u00e3o tem diagn\u00f3stico fechado, mas na UPA ele passa como autista porque todos j\u00e1 viram suas crises: ele n\u00e3o aceita a borrachinha do cateter, vomita certos rem\u00e9dios, tem ansiedade pela espera\u2026 mas estamos trabalhando isso com calma.<\/p>\n<p>O mais curioso \u00e9 que algumas pediatras olham para ele por 3 minutos e dizem:<br \/>\n-\u201cEle n\u00e3o \u00e9 autista. Isso \u00e9 modinha de pais superdotados.\u201d<\/p>\n<p>Outros dizem que \u201cele n\u00e3o tem cara de autismo\u201d.<br \/>\nMas autismo tem cara?<\/p>\n<p>Eu acredito firmemente que intervir cedo faz diferen\u00e7a, sim. Sei que existem n\u00edveis e comorbidades e que algumas crian\u00e7as precisam de rem\u00e9dios, profissionais e muitos cuidados.<br \/>\nMas no filme que assisti, eles conseguiram ajudar uma crian\u00e7a grau 3 a chegar no grau 1.<br \/>\nEu acredito nessa evolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAcredito que, se eu n\u00e3o tivesse feito tudo que fiz, talvez meu filho tivesse ficado n\u00e3o verbal. Talvez grau 3. N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>S\u00f3 sei que n\u00f3s, m\u00e3es e pais, conhecemos nossos filhos melhor que qualquer pessoa.<br \/>\nE que nada substitui o amor, a presen\u00e7a e a paci\u00eancia de sentar ali durante uma crise, acolher, explicar e ensinar como lidar com o que est\u00e3o sentindo.<\/p>\n<p>Hoje em dia todo mundo quer solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida:<br \/>\n\u201cT\u00e1 com crise? Toma celular.\u201d<br \/>\n\u201cT\u00e1 nervoso? Toma rem\u00e9dio.\u201d<\/p>\n<p>Mas poucos pegam a crian\u00e7a no colo, conversam, respiram juntos, ensinam a se acalmar, mostram o mundo com carinho.<\/p>\n<p>Vivemos num ritmo acelerado, com informa\u00e7\u00e3o demais, tecnologia demais. \u00c0s vezes precisamos desligar um pouco, sentir a natureza, escutar nosso pr\u00f3prio corpo, entender nossas falhas e lutar nossas batalhas.<\/p>\n<p>Pode ser dif\u00edcil? Pode.<br \/>\nPode parecer imposs\u00edvel? Tamb\u00e9m.<br \/>\nMas tentar vira h\u00e1bito.<br \/>\nE quando voc\u00ea menos espera, aquilo que parecia imposs\u00edvel acontece porque voc\u00ea insistiu e acreditou.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a minha vis\u00e3o sobre o autismo.<br \/>\nDiagn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 destino. Lute pelo seu filho.^^<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu segundo filho, Iago Emanuel, teve um desenvolvimento considerado normal at\u00e9 completar 1 ano. Tudo bem que, aos 5 meses, ele teve alergia alimentar mas isso eu conto em outro post aqui do blog. Ele come\u00e7ou a balbuciar cedo, l\u00e1 pelos 5 para 6 meses, e tudo parecia dentro do esperado. A \u00fanica coisa diferente era que ele n\u00e3o aceitava m\u00fasicas infantis, como Galinha Pintadinha, Patati Patat\u00e1 e semelhantes. Ele preferia assistir sempre aos mesmos desenhos e n\u00e3o aceitava mudar sua rotina. Tamb\u00e9m tinha uma mantinha, que ele mamava e n\u00e3o largava por nada. At\u00e9 a\u00ed, eu achava tudo bem, apenas o jeitinho dele. Mas quando ele fez 1 ano, depois da festinha, ele come\u00e7ou a mudar. Ele j\u00e1 n\u00e3o olhava mais para fotos, parou de falar como antes, ficava nervoso quando n\u00e3o conseguia fazer algo e jogava as coisas no ch\u00e3o com raiva. \u00c0s vezes dava tapas no ch\u00e3o. Muitas vezes ficava deitado olhando para o teto, como se tivesse \u201cdesligado\u201d. Eu o chamava e ele se fingia de surdo. Tamb\u00e9m passou a rejeitar alimentos misturados s\u00f3 aceitava tudo separadinho, como arroz de um lado e feij\u00e3o de outro. Achei tudo aquilo estranho e comecei a pesquisar. Passei o dia inteiro lendo artigos, relatos, assistindo document\u00e1rios, filmes, tudo. 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