{"id":101,"date":"2014-09-09T18:24:00","date_gmt":"2014-09-09T21:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/joao-e-maria-hansel-e-gretel-grimm\/"},"modified":"2025-07-27T19:28:20","modified_gmt":"2025-07-27T22:28:20","slug":"joao-e-maria-hansel-e-gretel-grimm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luanabeatriz.art\/blog\/joao-e-maria-hansel-e-gretel-grimm\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o e Maria (Hansel e Gretel) :: Grimm"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiLj2QNbIVGY2tg3tpFv8odSDjhgxfieftn9dBPuIqRcIViIGyvSMDu7CJyaYeFnJF3C1jWVvwiFzdcmHBqcqZKvbHWa4d1u5KlCUOgKg_P3sMweBOJWFLJdAv8f8vN8v86w0oTEDNXUJk\/s1600\/H%C3%A4nsel_und_Gretel.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEiLj2QNbIVGY2tg3tpFv8odSDjhgxfieftn9dBPuIqRcIViIGyvSMDu7CJyaYeFnJF3C1jWVvwiFzdcmHBqcqZKvbHWa4d1u5KlCUOgKg_P3sMweBOJWFLJdAv8f8vN8v86w0oTEDNXUJk\/s1600\/H%C3%A4nsel_und_Gretel.jpg\" height=\"158\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p>\u00c0s margens de uma extensa mata existia, h\u00e1 muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de \u00e1rvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se Jo\u00e3o e a menina, Maria.<br \/>\nA vida sempre fora dif\u00edcil na casa do lenhador, mas naquela \u00e9poca as coisas haviam piorado ainda mais: n\u00e3o havia comida para todos.<\/p>\n<p>Minha mulher, o que ser\u00e1 de n\u00f3s? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crian\u00e7as ser\u00e3o as primeiras.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o\u2026 &#8211; disse a madrasta, que era muito malvada. Amanh\u00e3 daremos a Jo\u00e3o e Maria um peda\u00e7o de p\u00e3o, depois os levaremos \u00e0 mata e l\u00e1 os abandonaremos.<\/p>\n<p>O lenhador n\u00e3o queria nem ouvir falar de um plano t\u00e3o cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convenc\u00ea-lo.<br \/>\nNo aposento ao lado, as duas crian\u00e7as tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar.<\/p>\n<p><a name='more'><\/a><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o chore, tranquilizou-a o irm\u00e3o. Tenho uma ideia.<\/p>\n<p>Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clar\u00e3o da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.<br \/>\nNo dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crian\u00e7as.<br \/>\nAs crian\u00e7as foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e l\u00e1 foram abandonadas.<br \/>\nJo\u00e3o havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.<br \/>\nO pai ficou contente, mas a madrasta, n\u00e3o. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou lev\u00e1-los ainda mais longe no dia seguinte.<br \/>\nJo\u00e3o ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandon\u00e1-los, mas desta vez n\u00e3o conseguiu sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada s\u00f3 chorava. Jo\u00e3o pediu-lhe para ficar calma e ter f\u00e9 em Deus.<br \/>\nAntes de sa\u00edrem para o passeio, receberam para comer um peda\u00e7o de p\u00e3o velho. Jo\u00e3o, em vez de comer o p\u00e3o, guardou-o.<br \/>\nAo caminhar para a floresta, Jo\u00e3o jogava as migalhas de p\u00e3o no ch\u00e3o, para marcar o caminho da volta.<br \/>\nChegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem at\u00e9 que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em v\u00e3o. Ela os tinha abandonado mesmo!<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o chore Maria, disse Jo\u00e3o. Agora, s\u00f3 temos \u00e9 que seguir a trilha que eu fiz at\u00e9 aqui e ela est\u00e1 toda marcada com as migalhas do p\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00f3 que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de p\u00e3o deixadas no caminho.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as andaram muito at\u00e9 que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e come\u00e7aram a comer.<br \/>\nDe repente, apareceu uma velhinha, dizendo: &#8211; Entrem, entrem, entrem, que l\u00e1 dentro tem muito mais para voc\u00eas.<br \/>\nMas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante at\u00e9 cair no sono em confort\u00e1veis caminhas.<br \/>\nQuando as crian\u00e7as acordaram, achavam que estavam no c\u00e9u, parecia tudo perfeito.<br \/>\nPor\u00e9m a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou Jo\u00e3o numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devor\u00e1-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.<br \/>\nTodos os dias Jo\u00e3o tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria:<\/p>\n<p>&#8211; Esse menino, n\u00e3o h\u00e1 meio de engordar.<\/p>\n<p>&#8211; D\u00ea mais comida para ele!<\/p>\n<p>Passaram-se alguns dias at\u00e9 que numa manh\u00e3 assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:<\/p>\n<p>&#8211; Hoje eu vou fazer uma festan\u00e7a. Maria ponha um caldeir\u00e3o bem grande, com \u00e1gua at\u00e9 a boca para ferver e d\u00ea bastante comida paro seu o irm\u00e3o, pois \u00e9 hoje que eu vou com\u00ea-lo ensopado.<\/p>\n<p>Assustada, Maria come\u00e7ou a chorar.<\/p>\n<p>&#8211; Acenderei o forno tamb\u00e9m, pois farei um p\u00e3o para acompanhar o ensopado, a bruxa falou.<\/p>\n<p>Ela empurrou Maria para perto do forno e disse:<\/p>\n<p>&#8211; Entre e veja se o forno est\u00e1 bem quente para que eu possa colocar o p\u00e3o.<br \/>\nA bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse l\u00e1 dentro, para ass\u00e1-la e com\u00ea-la tamb\u00e9m, mas Maria percebeu a inten\u00e7\u00e3o da bruxa e disse:<\/p>\n<p>&#8211; Ih! Como posso entrar no forno, n\u00e3o sei como fazer?<\/p>\n<p>&#8211; Menina boba! &#8211; disse a bruxa. H\u00e1 espa\u00e7o suficiente, at\u00e9 eu poderia passar por ela.<\/p>\n<p>A bruxa se aproximou e colocou a cabe\u00e7a dentro do forno. Maria, ent\u00e3o, deu-lhe um empurr\u00e3o e ela caiu l\u00e1 dentro. A menina, ent\u00e3o, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse queimada.<br \/>\nMaria foi direto libertar seu irm\u00e3o.<br \/>\nEstavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas guloseimas .<br \/>\nEncheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta.<br \/>\nDepois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.<br \/>\nAndaram mais um pouco e come\u00e7aram a reconhecer o caminho e viram ao longe a pequena cabana do pai.<br \/>\nAo chegarem na cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e o pai estava desesperado com o que fez com os filhos.<br \/>\nQuando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abra\u00e7\u00e1-los. Jo\u00e3ozinho e Maria mostraram-lhe toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora n\u00e3o haveria mais preocupa\u00e7\u00e3o com dinheiro e comida e assim foram felizes para sempre.<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n* * * FIM * * *<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s margens de uma extensa mata existia, h\u00e1 muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de \u00e1rvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se Jo\u00e3o e a menina, Maria. A vida sempre fora dif\u00edcil na casa do lenhador, mas naquela \u00e9poca as coisas haviam piorado ainda mais: n\u00e3o havia comida para todos. Minha mulher, o que ser\u00e1 de n\u00f3s? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crian\u00e7as ser\u00e3o as primeiras. &#8211; H\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o\u2026 &#8211; disse a madrasta, que era muito malvada. Amanh\u00e3 daremos a Jo\u00e3o e Maria um peda\u00e7o de p\u00e3o, depois os levaremos \u00e0 mata e l\u00e1 os abandonaremos. O lenhador n\u00e3o queria nem ouvir falar de um plano t\u00e3o cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convenc\u00ea-lo. No aposento ao lado, as duas crian\u00e7as tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar. &#8211; N\u00e3o chore, tranquilizou-a o irm\u00e3o. Tenho uma ideia. Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clar\u00e3o da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama. No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crian\u00e7as. As crian\u00e7as foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e l\u00e1 foram abandonadas. 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