A FESTA NO CÉU Entre todas as aves espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo. Imaginem quem foi dizer que ia também à festa… O sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse: – Bem, camarada urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho é comprido. O

A FESTA NO CÉU Entre todas as aves espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo. Imaginem quem foi dizer que ia também à festa… O sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse: – Bem, camarada urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho é comprido. O urubu respondeu: – Você vai mesmo? – Se vou? Até lá, sem falta! Em vez de sair, o sapo deu uma volta, entrou na camarinha do urubu e vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo. O urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o céu, rru-rru-rru… Chegando ao céu o urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo botou um olho de fora e vendo que estava sozinho, deu um pulo e ganhou a…

A MOURA TORTA De Henriqueta Lisboa. Era uma vez um rei que tinha um filho único, e este, chegando a ser rapaz, pediu para correr mundo. Não houve outro remédio senão deixar o príncipe seguir viagem como desejava. Nos primeiros tempos nada aconteceu de novidades. O príncipe andou, andou, dormindo aqui e acolá, passando fome e frio. Numa tarde ia ele chegando a uma cidade quando uma velhinha, muito corcunda, carregando um feixe de gravetos, pediu uma esmola. O príncipe, com pena da velhinha, deu dinheiro bastante e colocou nos ombros o feixe de gravetos, levando a carga até pertinho das ruas. A velha agradeceu muito, abençoou e disse:- Meu netinho, não tenho nada para lhe dar: leve essas frutas para regado mas só abra perto das águas correntes. Tirou

A MOURA TORTA De Henriqueta Lisboa. Era uma vez um rei que tinha um filho único, e este, chegando a ser rapaz, pediu para correr mundo. Não houve outro remédio senão deixar o príncipe seguir viagem como desejava. Nos primeiros tempos nada aconteceu de novidades. O príncipe andou, andou, dormindo aqui e acolá, passando fome e frio. Numa tarde ia ele chegando a uma cidade quando uma velhinha, muito corcunda, carregando um feixe de gravetos, pediu uma esmola. O príncipe, com pena da velhinha, deu dinheiro bastante e colocou nos ombros o feixe de gravetos, levando a carga até pertinho das ruas. A velha agradeceu muito, abençoou e disse:- Meu netinho, não tenho nada para lhe dar: leve essas frutas para regado mas só abra perto das águas correntes. Tirou da sacola suja três laranja e entregou ao príncipe, que as guardou e continuou sua jornada.Dias depois, na hora do meio-dia, estava morto de sede e lembrou-se das laranjas. Tirou uma, abriu o canivete e cortou. Imediatamente a casca abriu para um lado e outro e pulou de dentro uma moça bonita como os anjos, dizendo:- Quero água! Quero água!Não havia água por ali e a moça desapareceu. O príncipe ficou triste com o caso. Dias passados sucedeu o mesmo. Estava com sede e cortou a Segunda laranja. Outra moça, ainda…

Felicidade é sorte Era um dia um sapateiro muito pobre e carregado de filhos, que apesar de trabalhar como um condenado vivia na miséria. De uma feita estava ele batendo sola quando passaram dois amigos, muito ricos, que vinham discutindo sobre a fortuna. Um dizia que a fortuna era dada pela felicidade e o outro pelos auxílios. Viram o sapateiro e tiveram piedade dele ao mesmo tempo que resolveram experimentar a opinião de cada um. O que sustentava a fortuna pelos auxílios, foi ao sapateiro e lhe deu cinqüenta moedas de ouro. O sapateiro quase morre de alegria. Acabou depressa o serviço e voltou para sua choupana. Aí enterrou o dinheiro num vaso que tinha um pé de manjericão, deixando para depois estudar como empregava aquele ouro. No outro dia

Felicidade é sorte Era um dia um sapateiro muito pobre e carregado de filhos, que apesar de trabalhar como um condenado vivia na miséria. De uma feita estava ele batendo sola quando passaram dois amigos, muito ricos, que vinham discutindo sobre a fortuna. Um dizia que a fortuna era dada pela felicidade e o outro pelos auxílios. Viram o sapateiro e tiveram piedade dele ao mesmo tempo que resolveram experimentar a opinião de cada um. O que sustentava a fortuna pelos auxílios, foi ao sapateiro e lhe deu cinqüenta moedas de ouro. O sapateiro quase morre de alegria. Acabou depressa o serviço e voltou para sua choupana. Aí enterrou o dinheiro num vaso que tinha um pé de manjericão, deixando para depois estudar como empregava aquele ouro. No outro dia acordou mais tarde e foi ver o pé de manjericão. Não o encontrou. Perguntou, já assustado, à mulher, onde pusera o vaso e soube que ela vendera a um homem que passava, apurando com que almoçar. O sapateiro botou as mãos na cabeça e contou sua desgraça, chorando os dois a falta de sorte que os perseguia. Tempos depois estava o sapateiro na sua ocupação quando os dois amigos ricos cruzaram a rua e vieram saber notícias das cinqüenta moedas de ouro. O sapateiro contou sua desventura. – É minha…

Esta ai mais um conto do grande escritor Charles Perrault! O PEQUENO POLEGAR Era uma vez um casal de lenhadores muito, muito pobres, com sete filhos pequenos. Um deles, o caçula, era magro e fraco, mas esperto e inteligente; era conhecido como Polegar, por ser muito pequeno ao nascer. Naquele ano difícil, faltava tudo, praticamente não havia o que comer. Os dois lenhadores, desesperados com tanta miséria e tantas bocas para alimentar, encontraram uma triste solução: iriam se livrar dos sete filhos esfomeados. Enquanto os filhos dormiam, pai e mãe planejaram como agiriam para abandonar as crianças. — Vamos levar as crianças para a floresta — disse o lenhador. — Lá, enquanto juntam lenha, nós as abandonaremos e fugiremos sem que percebam. Quando o pai pronunciou a última palavra, seus

Esta ai mais um conto do grande escritor Charles Perrault! O PEQUENO POLEGAR Era uma vez um casal de lenhadores muito, muito pobres, com sete filhos pequenos. Um deles, o caçula, era magro e fraco, mas esperto e inteligente; era conhecido como Polegar, por ser muito pequeno ao nascer. Naquele ano difícil, faltava tudo, praticamente não havia o que comer. Os dois lenhadores, desesperados com tanta miséria e tantas bocas para alimentar, encontraram uma triste solução: iriam se livrar dos sete filhos esfomeados. Enquanto os filhos dormiam, pai e mãe planejaram como agiriam para abandonar as crianças. — Vamos levar as crianças para a floresta — disse o lenhador. — Lá, enquanto juntam lenha, nós as abandonaremos e fugiremos sem que percebam. Quando o pai pronunciou a última palavra, seus olhos e os de sua esposa estavam cheios de lágrimas. — Coitadinhos dos meus filhos — disse a mãe, soluçando. — Ficarão sozinhos, sentindo frio, fome e medo das feras do mato… — Prefere, então, que morram de fome aqui mesmo conosco, sob nossas vistas? — perguntou o pai, também chorando. Não havia solução. As crianças morreriam, em casa ou na floresta. Então, era melhor que fosse longe, para os pais sofrerem menos. Combinaram o que fariam no dia seguinte e foram dormir. Pela manhã, o casal chamou os filhos…

É com muito orgulho que trago esse conto do grande escritor Charles Perrault para vocês: O Barba-Azul Charles Perrault Era uma vez um homem que tinha belas casas na cidade e no campo, baixela de ouro e prata, móveis trabalhados e carruagens douradas; mas, por desventura, esse homem tinha a barba azul: isto o fazia tão feio e tão terrível que não havia mulher nem moça que não fugisse ao vê-lo. Uma de suas vizinhas, dama de alta linhagem, tinha duas filhas absolutamente belas. Ele pediu-lhe uma delas em casamento, deixando a escolha à vontade materna. Nenhuma das duas o queria, e cada uma o passava à outra, pois nenhuma podia decidir-se a aceitar um homem de barba azul. Aborrecia-as também a circunstância de ele já ter desposado várias mulheres

É com muito orgulho que trago esse conto do grande escritor Charles Perrault para vocês: O Barba-Azul Charles Perrault Era uma vez um homem que tinha belas casas na cidade e no campo, baixela de ouro e prata, móveis trabalhados e carruagens douradas; mas, por desventura, esse homem tinha a barba azul: isto o fazia tão feio e tão terrível que não havia mulher nem moça que não fugisse ao vê-lo. Uma de suas vizinhas, dama de alta linhagem, tinha duas filhas absolutamente belas. Ele pediu-lhe uma delas em casamento, deixando a escolha à vontade materna. Nenhuma das duas o queria, e cada uma o passava à outra, pois nenhuma podia decidir-se a aceitar um homem de barba azul. Aborrecia-as também a circunstância de ele já ter desposado várias mulheres sem que ninguém soubesse o que era feito delas. Para travar relações com as moças, Barba-Azul levou-as, juntamente com a mãe e as três ou quatro melhores amigas, e algumas jovens da vizinhança, a uma das suas casas de campo, onde passaram nada menos de oito dias. E eram só passeios, caçadas e pescarias, danças e festins e merendas: ninguém dormia, levavam a noite a pregar peças uns aos outros; afinal, tudo correu às mil maravilhas, e a mais nova das meninas começou a achar que o dono da casa…

Vou lhes contar uma historia e deixar bem claro que querer é poder! lá vai: Em um dia de verão, numa casa ao centro de uma cidade moravam uma pobre família que tinha dois filhos. O filho mais novo sonhava em poder trabalhar em uma fábrica, pagar seus estudos e ajudar seus pais, já o mais mais velho vivia dando trabalho, saía com sua gangue pelas ruas a fora e vagabundiava muito, roubava dinheiro dos proprios pais ainda maltrava o irmao. Certo dia o irmao mais novo nao aguentou mais o sofrimento ele ficou em estado de choque porque nao conseguia achar uma soluçao para acabar com esse sofrimento e fazer sua familia ter alegria e paz… Então ele pegou suas coisas e saiu pela rua a fora, prometendo pra

Vou lhes contar uma historia e deixar bem claro que querer é poder! lá vai: Em um dia de verão, numa casa ao centro de uma cidade moravam uma pobre família que tinha dois filhos. O filho mais novo sonhava em poder trabalhar em uma fábrica, pagar seus estudos e ajudar seus pais, já o mais mais velho vivia dando trabalho, saía com sua gangue pelas ruas a fora e vagabundiava muito, roubava dinheiro dos proprios pais ainda maltrava o irmao. Certo dia o irmao mais novo nao aguentou mais o sofrimento ele ficou em estado de choque porque nao conseguia achar uma soluçao para acabar com esse sofrimento e fazer sua familia ter alegria e paz… Então ele pegou suas coisas e saiu pela rua a fora, prometendo pra ele mesmo que irá voltar como outra pessoa e irá acabar com aquele sofrimento. Não demorou muitas horas seus pais sentiram sua falta, no quarto do irmao mais novo a mae acha o bilhete falando o acontecido. No bilhete dizia: “Querida mamae e papai, eu nao aguento mais ficar aqui… nao fique triste e nem preocupado comigo pois já sou grandinho tenho 15 anos prometo que voltarei outra pessoa, mais uma pessoa de valor” A mae chorou… mais chorou…o pai confiou em seu filho dizendo: – que Deus esteja com…

A Lebre Encantada De Henriqueta Lisboa. Havia em um reino um rei que tinha um filho. Um dia o rei estava muito doente e disse ao filho que fosse matar uma caça para ele comer. O príncipe saiu com uma espingarda e quando viu, foi sair do mato uma lebre toda branca. O príncipe correu atrás dela para pegá-la, quando de repente abriu-se um buraco no chão e a lebre entrou, levando consigo o príncipe. Quando este viu, estava dentro de um palácio muito bonito e rico, tendo nele uma princesa também muito formosa. O príncipe ficou tão encantado da beleza da princesa, que nunca mais e lembrou do palácio do pai e nem deste. Passado muito tempo, vai um dia o príncipe lavar as suas mãos e tira do

A Lebre Encantada De Henriqueta Lisboa. Havia em um reino um rei que tinha um filho. Um dia o rei estava muito doente e disse ao filho que fosse matar uma caça para ele comer. O príncipe saiu com uma espingarda e quando viu, foi sair do mato uma lebre toda branca. O príncipe correu atrás dela para pegá-la, quando de repente abriu-se um buraco no chão e a lebre entrou, levando consigo o príncipe. Quando este viu, estava dentro de um palácio muito bonito e rico, tendo nele uma princesa também muito formosa. O príncipe ficou tão encantado da beleza da princesa, que nunca mais e lembrou do palácio do pai e nem deste. Passado muito tempo, vai um dia o príncipe lavar as suas mãos e tira do dedo uma jóia que o pai tinha lhe dado. Ai ele lembra de seu palácio e da família, e diz a princesa que ia vê-los. A princesa instou muito para que ele não fosse, mais ele disse que ia e tornava a voltar. A princesa então bateu com uma vara no lugar onde ela tinha entrado com o príncipe e o chão logo abriu-se e o príncipe passou. Quando chegou ao palácio do pai, achou-o todo coberto de luto e abandonado, pois já tinha morrido toda a família de desgosto…

Maria Borralheira De Henriqueta Lisboa. Havia um homem viúvo que tinha uma filha chamada Maria; a menina, quando ia para a escola, passava por uma casa de uma viúva que tinha duas filhas. A viúva costumava sempre chamar a pequena e agradá-la muito. Depois de algum tempo começou lhe dizer que falasse e rogasse a seu pai para casar com ela. A menina pegou e falou ao pai para casar com a viúva, porque “ela era muito boa e agradável”. O pai respondeu: -Minha filha ela hoje te dá papinhas de mel; amanha te dará fel. Mas a menina sempre vinha com os mesmos pedidos, até que o pai contratou o casamento com a viúva. Nos primeiros tempos ela ainda agradava a pequena e, ao depois, começou a maltratá-la. Tudo

Maria Borralheira De Henriqueta Lisboa. Havia um homem viúvo que tinha uma filha chamada Maria; a menina, quando ia para a escola, passava por uma casa de uma viúva que tinha duas filhas. A viúva costumava sempre chamar a pequena e agradá-la muito. Depois de algum tempo começou lhe dizer que falasse e rogasse a seu pai para casar com ela. A menina pegou e falou ao pai para casar com a viúva, porque “ela era muito boa e agradável”. O pai respondeu: -Minha filha ela hoje te dá papinhas de mel; amanha te dará fel. Mas a menina sempre vinha com os mesmos pedidos, até que o pai contratou o casamento com a viúva. Nos primeiros tempos ela ainda agradava a pequena e, ao depois, começou a maltratá-la. Tudo o que havia de mais aborrecido e trabalhoso no trato da casa, era a órfã que fazia. Depois de mocinha era ela que ia a fonte buscar água e ao mato buscar lenha; era quem acendia o fogo, vivia muito suja no borralho. Daí lhe veio o nome de Maria Borralheira. Uma vez, para judiá-la a madrasta lhe deu uma tarefa muito grande de algodão para fiar e lhe disse que naquele dia devia ficar pronta. Marinha tinha uma vaquinha, que sua mãe lhe tinha deixado; vendo-se assim tão atarefada,…

Estou pensando em toda semana postar aqueles contos antigos que já nao é mais contado hoje em dia… só aquelas vovozinhas que contam para nós, aquele conto gostoso que nunca cansamos de reler e ouvir… é são esses contos que eu vou postar aqui, são eles que fizeram minha infancia e cada um desses contos que eu postarei ensinam uma coisa bonita uma filosofia verdadeira… bem lá vai espero que gostem: A FONTE DAS TRES COMADRES De Henriqueta Lisboa. Havia um rei que cegou. Depois de ter empregado todos os recursos da medicina, deixou de usar de remédios, e já estava desenganado de que nunca mais chegaria a recobrar a vista. Mas uma vez foi uma velhinha a palácio pedir uma esmola, e, sabendo que o rei estava cego, pediu

Estou pensando em toda semana postar aqueles contos antigos que já nao é mais contado hoje em dia… só aquelas vovozinhas que contam para nós, aquele conto gostoso que nunca cansamos de reler e ouvir… é são esses contos que eu vou postar aqui, são eles que fizeram minha infancia e cada um desses contos que eu postarei ensinam uma coisa bonita uma filosofia verdadeira… bem lá vai espero que gostem: A FONTE DAS TRES COMADRES De Henriqueta Lisboa. Havia um rei que cegou. Depois de ter empregado todos os recursos da medicina, deixou de usar de remédios, e já estava desenganado de que nunca mais chegaria a recobrar a vista. Mas uma vez foi uma velhinha a palácio pedir uma esmola, e, sabendo que o rei estava cego, pediu para falar com ele, para lhe ensinar um remédio. O rei mandou-a entrar, e então ela disse: -Saberá vossa real majestade, que lhe possa fazer voltar a vista, e vem a se banhar os olhos com a água tirada da “fonte das três comadres”. Mas é muito difícil ir-se a essa fonte, que fica no reino mais longe que há daqui. Quem for buscar a água, deve-se entender com uma velha que existe perto da fonte, e ela é quem deve indicar se o dragão está acordado ou dormindo. O…

De Henriqueta Lisboa. Deus é bem bom… Havia um pescador, casado, pobre como Jó, mais que vivia com sua mulher, sempre alegre e satisfeito, dizendo: -Deus é bem bom mulher! -bem bom marido! – respondia ela. Todas as vezes que ele ia vender peixe no palácio do rei, este, que não gostava de ouvir falar no nome de Deus, ficava aborrecido com aquela cantilena dos pobres pescadores. Um dia disse o rei consigo: -deixem estar, que faço vocês acabarem com esse Deus é bem bom… De uma feita quando o pescador foi vender o seu peixe, o rei pegou numa jóia muito rica e disse-lhe: -Toma esta jóia e me guarda ela até o dia em que eu te pedir. Assim que o pobre saiu o rei mandou um criado

De Henriqueta Lisboa. Deus é bem bom… Havia um pescador, casado, pobre como Jó, mais que vivia com sua mulher, sempre alegre e satisfeito, dizendo: -Deus é bem bom mulher! -bem bom marido! – respondia ela. Todas as vezes que ele ia vender peixe no palácio do rei, este, que não gostava de ouvir falar no nome de Deus, ficava aborrecido com aquela cantilena dos pobres pescadores. Um dia disse o rei consigo: -deixem estar, que faço vocês acabarem com esse Deus é bem bom… De uma feita quando o pescador foi vender o seu peixe, o rei pegou numa jóia muito rica e disse-lhe: -Toma esta jóia e me guarda ela até o dia em que eu te pedir. Assim que o pobre saiu o rei mandou um criado acompanhá-lo de longe para ver onde ele guardava a jóia, roubando-a depois e atirando-a ao mar. Isso mesmo o criado fez. Quando o pescador chegou na choupana, foi dizendo á mulher: -Deus é bem bom mulher! -Bem bom marido! Em seguida, contou o que lhe havia acontecido em palácio rematando: -Onde é que a gente vai guardar essa jóia aqui? Pode chegar um ladrão e roubar ela. Depois nem nós vendidos temos dinheiro para comprar outra. Afinal, saíram pela praia e, chegando a um pé de coqueiro, cavaram um buraco…