
A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho. Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente. Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper. No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho.
A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo. Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho. Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente. Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper. No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho. Para ter certeza de que o recém-nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros. Quando viu que ele nadava com naturalidade e satisfação, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio. Tranqüilizada, levou sua numerosa família para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo. Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas! — É grande e sem graça!…


Versão Irmãos Grimm Era uma vez um lenhador que vivia feliz com sua esposa. Os dois estavam muito contentes porque a mulher estava grávida do primeiro filho do casal. Ao lado da casa do lenhador morava um bruxa muito egoísta. Ela nunca dava nada para ninguém. O quintal de sua casa era enorme e tinha um pomar e uma horta cheios de frutas e legumes saborosos, mas a bruxa construiu um muro bem alto cercando seu quintal, para ninguém ver o que tinha lá dentro! Na casa do lenhador havia uma janela que se abria para o lado da casa da bruxa, e sua esposa ficava horas ali olhando para os rabanetes da horta, cheia de vontade… Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada que seu marido
Versão Irmãos Grimm Era uma vez um lenhador que vivia feliz com sua esposa. Os dois estavam muito contentes porque a mulher estava grávida do primeiro filho do casal. Ao lado da casa do lenhador morava um bruxa muito egoísta. Ela nunca dava nada para ninguém. O quintal de sua casa era enorme e tinha um pomar e uma horta cheios de frutas e legumes saborosos, mas a bruxa construiu um muro bem alto cercando seu quintal, para ninguém ver o que tinha lá dentro! Na casa do lenhador havia uma janela que se abria para o lado da casa da bruxa, e sua esposa ficava horas ali olhando para os rabanetes da horta, cheia de vontade… Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada que seu marido lhe preparava. Só pensava nos rabanetes… O lenhador ficou preocupado com a doença de sua mulher e resolveu ir buscar os rabanetes para a esposa. Esperou anoitecer, pulou o muro do quintal da bruxa e pegou um punhado deles. Os rabanetes estavam tão apetitosos que a mulher quis comer mais. O homem teve que voltar várias noites ao quintal da bruxa pois, graças aos rabanetes, a mulher estava quase curada. Uma noite, enquanto o lenhador colhia os rabanetes, a velha bruxa surgiu diante dele cercada por seus corvos. — Olhem…


Na orla de uma extensa floresta morava um lenhador e sua esposa. Eles tinham apenas uma filha, que era uma menina de três anos. Mas eles eram tão pobres que não tinham mais o pão de cada dia e já não sabiam o que haveriam de dar-lhe para comer. Certa manhã o lenhador foi com grande preocupação até a floresta para cuidar de seu trabalho e, quando estava cortando lenha, lá apareceu de repente uma mulher alta e bela que trazia na cabeça uma coroa de estrelas cintilantes e lhe disse “Sou a Virgem Maria, mãe do Menino Jesus, e tu és pobre e necessitado: traga-me tua filha, vou levá-la comigo, ser sua mãe e cuidar dela.” O lenhador obedeceu, foi buscar a filha e entregou-a à Virgem Maria, que
Na orla de uma extensa floresta morava um lenhador e sua esposa. Eles tinham apenas uma filha, que era uma menina de três anos. Mas eles eram tão pobres que não tinham mais o pão de cada dia e já não sabiam o que haveriam de dar-lhe para comer. Certa manhã o lenhador foi com grande preocupação até a floresta para cuidar de seu trabalho e, quando estava cortando lenha, lá apareceu de repente uma mulher alta e bela que trazia na cabeça uma coroa de estrelas cintilantes e lhe disse “Sou a Virgem Maria, mãe do Menino Jesus, e tu és pobre e necessitado: traga-me tua filha, vou levá-la comigo, ser sua mãe e cuidar dela.” O lenhador obedeceu, foi buscar a filha e entregou-a à Virgem Maria, que a levou consigo para o Céu. Lá a menina passava muito bem, comia pão doce e bebia leite açucarado, e seus vestidos eram de ouro, e os anjinhos brincavam com ela. Quando completou quatorze anos, a Virgem Maria a chamou e disse “Querida menina, partirei em uma longa viagem; tome sob tua guarda as chaves das treze portas do reino celestial; tu poderás abrir doze delas e contemplar os esplendores que há lá dentro, mas a décima terceira, cuja chave é esta pequena aqui, está proibida para ti: cuidado para…


Era um homem muito pobre, que tinha sua plantação de favas na beira do rio; quando, porém,elas estavam boas de colher, não apanhava uma só, porque, da noite para o dia, desapareciam. Afinal, cansado de trabalhar para os outros comerem, tomou a resolução de ir espiar quem era que lhe furtava as favas. Um dia, estava de espreita, quando viu uma moça, bonita como os amores, no meio do faval, abaixo e acima, colhendo as favas todas. Foi, bem sutil, bem devagarinho e agarrou-a, dizendo: – Ah! é você que vem aqui apanhar as minhas favas? Você agora vai é para a minha casa, para se casar comigo. Gritava a moça, forcejando por se libertar das unhas do homem: – Me solte! Me solte, que eu não apanho mais as
Era um homem muito pobre, que tinha sua plantação de favas na beira do rio; quando, porém,elas estavam boas de colher, não apanhava uma só, porque, da noite para o dia, desapareciam. Afinal, cansado de trabalhar para os outros comerem, tomou a resolução de ir espiar quem era que lhe furtava as favas. Um dia, estava de espreita, quando viu uma moça, bonita como os amores, no meio do faval, abaixo e acima, colhendo as favas todas. Foi, bem sutil, bem devagarinho e agarrou-a, dizendo: – Ah! é você que vem aqui apanhar as minhas favas? Você agora vai é para a minha casa, para se casar comigo. Gritava a moça, forcejando por se libertar das unhas do homem: – Me solte! Me solte, que eu não apanho mais as suas favas, não. Porém o homem, sem querer largá-la. Finalmente, disse a moça: – Está bem. Eu me caso com você, mas nunca arrenegue de gente de debaixo d’água. O homem disse que sim. Levou-a e casou-se com ela. Tudo quanto possuía aumentou como milagre, num instante. Fez logo um sobrado muito bom, comprou escravos, teve muitas criações, muitas roças, muito dinheiro, enfim. Depois de passado bastante tempo, a mulher foi ficando desmazelada, que uma coisa era ver e a outra contar. Parecia de propósito. Não dava comida aos filhos,…


Era um dia um sujeito muito sovina. Tendo comprado um boi para abater e não querendo repartir-lhe o fato com os vizinhos, disse que ia matá-lo num lugar onde não houvesse moscas nem mosquito. Pegou o cavalo, botou os meninos dentro dos caçuás, amarrou o boi e saíram puxando-o, ele mais a mulher. Andaram o dia inteirinho. Quando já ia escurecendo, deram naquele campo muito grande. Olhou ao redor e não viu casa nem nada. Assim, não tinha onde mandar pedir lume para fazer o seu fogo, que era para preparar o de-comer. Afinal, enxergou duas luzinhas muito longe. Disse ao filho mais velho: – Menino, vai ali pedir um tição de fogo. A criança saiu correndo. Quando estremeceu, estava em cima daquele bichão, com os olhos que eram duas
Era um dia um sujeito muito sovina. Tendo comprado um boi para abater e não querendo repartir-lhe o fato com os vizinhos, disse que ia matá-lo num lugar onde não houvesse moscas nem mosquito. Pegou o cavalo, botou os meninos dentro dos caçuás, amarrou o boi e saíram puxando-o, ele mais a mulher. Andaram o dia inteirinho. Quando já ia escurecendo, deram naquele campo muito grande. Olhou ao redor e não viu casa nem nada. Assim, não tinha onde mandar pedir lume para fazer o seu fogo, que era para preparar o de-comer. Afinal, enxergou duas luzinhas muito longe. Disse ao filho mais velho: – Menino, vai ali pedir um tição de fogo. A criança saiu correndo. Quando estremeceu, estava em cima daquele bichão, com os olhos que eram duas tochas. Tremendo de medo, foi dizendo: – Abença! Papai mandou dizer pra vosmencê ir tomar o fato do boi. O bicho levantou-se, sacudiu as orelhas –paco, paco, paco – e gritou: – Matei tigre, matei onça, Matei leão, matei serpente. Eu sou Dom Maracujá! Eu sou Dom Maracujá! O menino voltou voando. Foi chegando perto do pai e foi gritando: – Meu pai, meu pai! Vamos embora. Ai vem um bicho botando fogo pelos olhos, que vem desesperado. Si ele nos pegar aqui, nos come a nós todos. O homem…


No tempo do quibungo, menino não podia sair à noite sozinho. O quibungo andava ao redor das casas, gemendo: – hum! hum! hum! Quando encontrava algum menino, pegava para comer. Havia uma mulher que tinha uma filha. A menina gostava muito de sair todas as noites para andar abaixo e acima, pela casa dos parentes e dos vizinhos. A mãe dela sempre dizia: – Minha filha, não saia de casa de noite, que o quibungo lhe pega e lhe come!… A pequena, porém, que era muito teimosa e mal-ouvida, não se importava. Até que, uma noite, o quibungo agarrou-a, botou-a as costas, levando-a para comer. A menina pegou a cantar: – Minha mãezinha, Quibungo tererê, Do meu coração, Quibungo tererê, Acudi-me depressa, Quibungo tererê, Quibungo quer me comê. A mãe
No tempo do quibungo, menino não podia sair à noite sozinho. O quibungo andava ao redor das casas, gemendo: – hum! hum! hum! Quando encontrava algum menino, pegava para comer. Havia uma mulher que tinha uma filha. A menina gostava muito de sair todas as noites para andar abaixo e acima, pela casa dos parentes e dos vizinhos. A mãe dela sempre dizia: – Minha filha, não saia de casa de noite, que o quibungo lhe pega e lhe come!… A pequena, porém, que era muito teimosa e mal-ouvida, não se importava. Até que, uma noite, o quibungo agarrou-a, botou-a as costas, levando-a para comer. A menina pegou a cantar: – Minha mãezinha, Quibungo tererê, Do meu coração, Quibungo tererê, Acudi-me depressa, Quibungo tererê, Quibungo quer me comê. A mãe da menina respondeu: – Eu bem te dizia, Quibungo tererê, Que não andasses de noite, Quibungo tererê. Ouvindo isso, ela chamou pelos demais de casa; mas ninguém quis acudir-lhe, respondendo todos da mesma maneira. Lá se foi a pobrezinha chorando, nas costas do quibungo. Passou pela casa dos outros parentes, e nenhum veio tomá-la das mãos do quibungo. Foi quando a avó ouviu aquela alaúza do povo, correndo e gritando: – O quibungo carregou fulana… É vem ele com fulana nas costas… Aí, a velha correu mais que depressa, botou…


Descubra neste conto o porquê que as formiga corta folhas! A Lenda da Formiga A formiga cosia muitas costuras de ganho e ensinava também a filha a coser. Quando saía, deixava tarefa de costura para ela; mas a bichinha arriava o trabalho, ia para o mato, ajuntava aquela porção de folhas e trazia para casa, começando então a cortá-las com a tesoura. Quando a mãe chegava, que achava aquele montão de folhas cortadas, agarrava-a e dava-lhe muita pancada. Isso era todos os dias. A formiga já não sabia o que fizesse para corrigir a filha. Até que um dia, muito zangada, pegou numa corda e amarrou-a pela cintura ao pé, de uma mesa. Em seguida, foi para a rua, trancando a porta. Tanto fez a formiguinha, tanto sungou, tanto espinoteou,
Descubra neste conto o porquê que as formiga corta folhas! A Lenda da Formiga A formiga cosia muitas costuras de ganho e ensinava também a filha a coser. Quando saía, deixava tarefa de costura para ela; mas a bichinha arriava o trabalho, ia para o mato, ajuntava aquela porção de folhas e trazia para casa, começando então a cortá-las com a tesoura. Quando a mãe chegava, que achava aquele montão de folhas cortadas, agarrava-a e dava-lhe muita pancada. Isso era todos os dias. A formiga já não sabia o que fizesse para corrigir a filha. Até que um dia, muito zangada, pegou numa corda e amarrou-a pela cintura ao pé, de uma mesa. Em seguida, foi para a rua, trancando a porta. Tanto fez a formiguinha, tanto sungou, tanto espinoteou, que o nó da corda foi-se apertando, arrochando-lhe a cintura, de modo que quase a tora em dois pedaços. Quando a formiga chegou, que viu a filha naquele estado, com a cintura tão fina devida ao arrocho da corda, teve pena dela e soltou-a. Mal se apanhou solta, a formiguinha não teve mais conversa. Correu para o mato, e toca a carregar folhas para cortar em casa com a tesoura. Vendo que não podia mais corrigi-la daquele mau costume, a mãe botou-a de casa para fora, dizendo: – Árre! Vai-te!…


Capítulo Um Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, “Histórias Vividas”, uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho. Dizia o livro: “As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão.” Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim: Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Respondera-me: “Por que é que um chapéu faria medo?” Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes
Capítulo Um Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, “Histórias Vividas”, uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho. Dizia o livro: “As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão.” Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim: Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Respondera-me: “Por que é que um chapéu faria medo?” Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim: As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando. Tive pois de escolher uma…


A FESTA NO CÉU Entre todas as aves espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo. Imaginem quem foi dizer que ia também à festa… O sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse: – Bem, camarada urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho é comprido. O
A FESTA NO CÉU Entre todas as aves espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo. Imaginem quem foi dizer que ia também à festa… O sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala. O sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse: – Bem, camarada urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo porque o caminho é comprido. O urubu respondeu: – Você vai mesmo? – Se vou? Até lá, sem falta! Em vez de sair, o sapo deu uma volta, entrou na camarinha do urubu e vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo. O urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o céu, rru-rru-rru… Chegando ao céu o urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo botou um olho de fora e vendo que estava sozinho, deu um pulo e ganhou a…


A MOURA TORTA De Henriqueta Lisboa. Era uma vez um rei que tinha um filho único, e este, chegando a ser rapaz, pediu para correr mundo. Não houve outro remédio senão deixar o príncipe seguir viagem como desejava. Nos primeiros tempos nada aconteceu de novidades. O príncipe andou, andou, dormindo aqui e acolá, passando fome e frio. Numa tarde ia ele chegando a uma cidade quando uma velhinha, muito corcunda, carregando um feixe de gravetos, pediu uma esmola. O príncipe, com pena da velhinha, deu dinheiro bastante e colocou nos ombros o feixe de gravetos, levando a carga até pertinho das ruas. A velha agradeceu muito, abençoou e disse:- Meu netinho, não tenho nada para lhe dar: leve essas frutas para regado mas só abra perto das águas correntes. Tirou
A MOURA TORTA De Henriqueta Lisboa. Era uma vez um rei que tinha um filho único, e este, chegando a ser rapaz, pediu para correr mundo. Não houve outro remédio senão deixar o príncipe seguir viagem como desejava. Nos primeiros tempos nada aconteceu de novidades. O príncipe andou, andou, dormindo aqui e acolá, passando fome e frio. Numa tarde ia ele chegando a uma cidade quando uma velhinha, muito corcunda, carregando um feixe de gravetos, pediu uma esmola. O príncipe, com pena da velhinha, deu dinheiro bastante e colocou nos ombros o feixe de gravetos, levando a carga até pertinho das ruas. A velha agradeceu muito, abençoou e disse:- Meu netinho, não tenho nada para lhe dar: leve essas frutas para regado mas só abra perto das águas correntes. Tirou da sacola suja três laranja e entregou ao príncipe, que as guardou e continuou sua jornada.Dias depois, na hora do meio-dia, estava morto de sede e lembrou-se das laranjas. Tirou uma, abriu o canivete e cortou. Imediatamente a casca abriu para um lado e outro e pulou de dentro uma moça bonita como os anjos, dizendo:- Quero água! Quero água!Não havia água por ali e a moça desapareceu. O príncipe ficou triste com o caso. Dias passados sucedeu o mesmo. Estava com sede e cortou a Segunda laranja. Outra moça, ainda…
