Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos. Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever. Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino. Chegou o dia em que a caixa foi dada
Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos. Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever. Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino. Chegou o dia em que a caixa foi dada de presente de aniversário a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou: — Que lindos soldadinhos! — exclamou maravilhado. E os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna só era o último da fileira. Ao lado do pelotão de chumbo se erguia um lindo castelo de papelão, um bosque de árvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um pedaço de espelho. A maior beleza, porém, era uma jovem que estava em pé na porta do…
Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas. A mais velha era tal e qual a mãe, tanto na aparência como no mau feito. Eram ambas tão mal-humoradas e orgulhosas que ninguém podia viver com elas. A mais nova, pelo contrário, era gentil, boa e muito linda. Era tal e qual o pai. Como cada um prefere o seu igual, a mãe gostava muito da mais velha e detestava a mais nova, obrigando-a a tomar as refeições na cozinha e a trabalhar o dia todo. Entre outras tarefas, a pobre menina tinha que ir duas vezes por dia buscar água a uma fonte que ficava a meia milha de distância. De regresso, vinha carregada com a bilha cheia de água. Certo dia, quando estava na fonte, acercou-se dela uma
Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas. A mais velha era tal e qual a mãe, tanto na aparência como no mau feito. Eram ambas tão mal-humoradas e orgulhosas que ninguém podia viver com elas. A mais nova, pelo contrário, era gentil, boa e muito linda. Era tal e qual o pai. Como cada um prefere o seu igual, a mãe gostava muito da mais velha e detestava a mais nova, obrigando-a a tomar as refeições na cozinha e a trabalhar o dia todo. Entre outras tarefas, a pobre menina tinha que ir duas vezes por dia buscar água a uma fonte que ficava a meia milha de distância. De regresso, vinha carregada com a bilha cheia de água. Certo dia, quando estava na fonte, acercou-se dela uma pobre mulher que lhe implorou um pouco de água. – Sim, avozinha – respondeu a menina delicadamente. Lavou cuidadosamente a bilha, encheu-a no sítio onde a água era mais límpida e ofereceu de beber à velhinha, segurando na bilha para que ela pudesse beber com calma. Depois de saciar a sede, a boa senhora disse-lhe: – És tão bela, tão boa e tão gentil que não resisto a conceder-te um dom. A velhinha era, afinal, uma fada que tinha tomado a forma de uma pobre mulher para ver até que…
Era uma vez uma rainha que deu à luz um filho tão feio e tão deformado que, durante muito tempo, se duvidou que tivesse forma humana. Uma fada que estava presente quando ele nasceu assegurou que, apesar do seu aspecto, seria amável e muito inteligente. Acrescentou ainda que, graças ao dom que ela lhe concedera, poderia dar à pessoa que mais amasse uma inteligência igual à sua. Estas palavras consolaram um pouco a pobre mãe que estava tristíssima por ter posto no mundo uma criança tão feia. Com efeito, mal começou a falar, o menino disse logo coisas engraçadas e inteligentes, causando grande admiração entre quem o escutava. Já me esquecia de dizer que o menino nasceu com uma pequena poupa de cabelo na cabeça, o que fez com que
Era uma vez uma rainha que deu à luz um filho tão feio e tão deformado que, durante muito tempo, se duvidou que tivesse forma humana. Uma fada que estava presente quando ele nasceu assegurou que, apesar do seu aspecto, seria amável e muito inteligente. Acrescentou ainda que, graças ao dom que ela lhe concedera, poderia dar à pessoa que mais amasse uma inteligência igual à sua. Estas palavras consolaram um pouco a pobre mãe que estava tristíssima por ter posto no mundo uma criança tão feia. Com efeito, mal começou a falar, o menino disse logo coisas engraçadas e inteligentes, causando grande admiração entre quem o escutava. Já me esquecia de dizer que o menino nasceu com uma pequena poupa de cabelo na cabeça, o que fez com que lhe chamassem Riquete do Topete, uma vez que Riquete era o seu nome de família. Alguns anos mais tarde, a rainha de um reino vizinho deu à luz duas meninas. A primeira era mais bela do que o dia e a rainha ficou tão feliz que se temeu que tanta alegria lhe fizesse mal. Estava presente a mesma fada que assistira ao nascimento do pequeno Riquete do Topete e, para moderar a alegria da mãe, disse-lhe que a princesa teria pouca inteligência e que seria tão estúpida quanto era bonita….
Era uma vez dois irmãos, sendo um muito rico e mesquinho e outro muito pobre e humilde. Certo dia chegando ao natal o irmão pobre foi se ver com o irmão rico pois não tinha nada para comer. Assim chegou bateu na imensa porta da mansão de seu irmão. – O que venhas a fazer aqui? Não sabes que é natal? Vá embora! – disse o irmão rico – ô meu irmão tem piedade, só quero te pedir um pouco de comida para a ceia de natal. O irmão rico não queria dar, mas o irmão pobre tanto insistiu que ele atirou um pacote de presunto empurrando o irmão pobre para fora da casa. -Pegue esse presunto e não me procure nunca mais!- disse o irmão rico batendo a porta
Era uma vez dois irmãos, sendo um muito rico e mesquinho e outro muito pobre e humilde. Certo dia chegando ao natal o irmão pobre foi se ver com o irmão rico pois não tinha nada para comer. Assim chegou bateu na imensa porta da mansão de seu irmão. – O que venhas a fazer aqui? Não sabes que é natal? Vá embora! – disse o irmão rico – ô meu irmão tem piedade, só quero te pedir um pouco de comida para a ceia de natal. O irmão rico não queria dar, mas o irmão pobre tanto insistiu que ele atirou um pacote de presunto empurrando o irmão pobre para fora da casa. -Pegue esse presunto e não me procure nunca mais!- disse o irmão rico batendo a porta Lá foi então o pobre irmão levantando do chão e pegando o pacote de presunto e rumando á caminho de casa, satisfeito por ter encontrado algo para comer. No caminho de volta a sua casa um velho os chamou: -Pobre senhor venha cá. – disse o velho – Como conseguiste este presunto? Ao explicar a situação ocorrida ao velho este mesmo falou: -Escute aqui, porque tu não vai a ilha dos anões, eles adoram presunto, com isso você tenta trocar por um moinho. O moinho dele é mágico. Se você…
Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:”Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você”. Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o
Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:”Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você”. Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: “Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho”. Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou…
O Gato de Botas no Brasil, e O Gato das Botas em Portugal, é um contod e fadas de autoria do escritor francês Charles Perrault ( Meu idolo) vamos ler a história? Havia há muito tempo, em um país distante, um moleiro chamado Augusto, que tinha três filhos, o primeiro se chamava Daniel, o segundo Tiago e o terceiro Constantino. O moleiro possuía três bens: um moinho, um asno e um gato. Um dia ele sentiu que a morte se aproximava, já que estava muito velho e doente, e resolveu fazer um testamento, por meio do qual deixou a Daniel, o filho mais velho, o moinho; para Tiago, ele deixou o asno, e para o mais novo, Constantino, restou apenas deixar como herança o gato. Desesperado com sua sorte, Constantino
O Gato de Botas no Brasil, e O Gato das Botas em Portugal, é um contod e fadas de autoria do escritor francês Charles Perrault ( Meu idolo) vamos ler a história? Havia há muito tempo, em um país distante, um moleiro chamado Augusto, que tinha três filhos, o primeiro se chamava Daniel, o segundo Tiago e o terceiro Constantino. O moleiro possuía três bens: um moinho, um asno e um gato. Um dia ele sentiu que a morte se aproximava, já que estava muito velho e doente, e resolveu fazer um testamento, por meio do qual deixou a Daniel, o filho mais velho, o moinho; para Tiago, ele deixou o asno, e para o mais novo, Constantino, restou apenas deixar como herança o gato. Desesperado com sua sorte, Constantino disse: ”Só me resta matar e devorar esse gato inútil, fazer alguma roupa com seu couro, e depois ir procurar algum modo de me sustentar”. O gato, é claro, ficou bastante preocupado com essa conversa, e disse: “Meu amo, não me mate, a carne de gato não é boa para humanos comerem, e, além disso, eu sou muito mais útil vivo – basta me dar um saco e mandar fazer para mim um par de botas para que eu possa caminhar livremente no mato sem medo de me ferir, e…
A Bela e a Fera (A Bela e o Monstro em Portugal) é um Conto de fadas, escrito por Madame Jeanne-Marie de Beaulmont. Veja o conto: A BELA E A FERA Era uma vez um rico negociante que tinha seis filhos, três rapazes e três moças. Amava muito seus filhos e deu a eles excelente educação com ótimos instrutores. Suas filhas eram muito bonitas e a caçula se destacava em beleza e bondade. Desde o nascimento todos a chamavam de “bela menina”, assim ela acabou sendo batizada como “Bela” – o que deixava suas irmãs com cheias de inveja. A caçula, além de mais bela era também melhor que suas irmãs. As mais velhas eram muito orgulhosas de sua riqueza e de sua beleza. Davam-se ares de grandes damas e
A Bela e a Fera (A Bela e o Monstro em Portugal) é um Conto de fadas, escrito por Madame Jeanne-Marie de Beaulmont. Veja o conto: A BELA E A FERA Era uma vez um rico negociante que tinha seis filhos, três rapazes e três moças. Amava muito seus filhos e deu a eles excelente educação com ótimos instrutores. Suas filhas eram muito bonitas e a caçula se destacava em beleza e bondade. Desde o nascimento todos a chamavam de “bela menina”, assim ela acabou sendo batizada como “Bela” – o que deixava suas irmãs com cheias de inveja. A caçula, além de mais bela era também melhor que suas irmãs. As mais velhas eram muito orgulhosas de sua riqueza e de sua beleza. Davam-se ares de grandes damas e não permitiam que outras filhas de comerciantes as visitassem, pois só gostavam da companhia de pessoas da nobreza. Tinham uma vida muito agitada, todos os dias iam aos bailes, ao teatro e zombavam da caçula, que possuía riqueza interior e ocupava a maior parte de seu tempo lendo bons livros. Como a família era muito rica não lhes faltava pretendentes, filhos de ricos negociantes que as pediam em casamento. As duas mais velhas esnobavam todos os rapazes que se aproximavam delas dizendo que nunca se casariam, a não ser que…
Em homenagem ao grande conto de Miguel de Cervantes que fez sucesso no mundo todo e nasceu o famoso imaginador e sonhador que nos mostrou como nós podemos sonhar e acreditar em nossa imaginação. O famoso Dom Quixote de la Mancha, que ninguem ainda nao sabe qual era seu verdadeiro nome. Será Queixada, Queixote? o ou que? ^^ Aqui esta os sonetos que estava no livro original de Miguel de Cervantes eu copiei em uma folha de caderno quando estava na 8º serie, pena que eu esqueci de colocar o autor dos sonetos… Mas o que vale é a existencia deles vejam meu preferido é o do Dom Quixote: Dom Quixote de la Mancha Rompi,cortei,almoguei,fiz e refiz Mais que no nobre cavaleiro andante Fui destro valente e arrogante Mil agravos
Em homenagem ao grande conto de Miguel de Cervantes que fez sucesso no mundo todo e nasceu o famoso imaginador e sonhador que nos mostrou como nós podemos sonhar e acreditar em nossa imaginação. O famoso Dom Quixote de la Mancha, que ninguem ainda nao sabe qual era seu verdadeiro nome. Será Queixada, Queixote? o ou que? ^^ Aqui esta os sonetos que estava no livro original de Miguel de Cervantes eu copiei em uma folha de caderno quando estava na 8º serie, pena que eu esqueci de colocar o autor dos sonetos… Mas o que vale é a existencia deles vejam meu preferido é o do Dom Quixote: Dom Quixote de la Mancha Rompi,cortei,almoguei,fiz e refiz Mais que no nobre cavaleiro andante Fui destro valente e arrogante Mil agravos vinguei, cem mil desfiz Façanha dei a fama que eternize Cometido e regalado amante Foi anão pra mim todo gigante E ao duelo qualquer ponto satisfiz Tive á meus pés prostada a fortuna E trouxe do corpete minha dordura À calva ocasião ao estricote Mas ainda sobre os cornos na lua Sempre se viu no cume minha aventura Tuas proezas invejo, ó grão Quixote! Dulcineia del Toboso Oh quem tivera, formosa Dulcinéia Por mais comodidade e mais repouso A miraflores posto em el toboso E trocara seus londres com tua…
Os Quatro Alunos Uma fábula sobre as diferentes maneiras de ser estudante, escrita por um aluno. Esta é uma história que se passa em qualquer canto do brasil, em qualquer escola, com qualquer aluno, comigo. Eram quatro rapazes que estudavam em uma mesma classe: Arrependido, Falso, Mínimo e Quero-tentar. Arrependido era um rapaz desanimado com os estudos, não fazia nada na sala de aula e muito menos os deveres de casa. Não pensava no seu futuro e vivia achando que estava perdendo tempo naquela escola e por isso arrependia-se por não poder ficar pelas ruas com seus colegas. Por não gostar de estudar, tirava notas baixas. Falso era um cara mentiroso e um pouco preguiçoso para com os estudos. Ou copiava de alguém ou falsificava o que fazia. Na realidade
Os Quatro Alunos Uma fábula sobre as diferentes maneiras de ser estudante, escrita por um aluno. Esta é uma história que se passa em qualquer canto do brasil, em qualquer escola, com qualquer aluno, comigo. Eram quatro rapazes que estudavam em uma mesma classe: Arrependido, Falso, Mínimo e Quero-tentar. Arrependido era um rapaz desanimado com os estudos, não fazia nada na sala de aula e muito menos os deveres de casa. Não pensava no seu futuro e vivia achando que estava perdendo tempo naquela escola e por isso arrependia-se por não poder ficar pelas ruas com seus colegas. Por não gostar de estudar, tirava notas baixas. Falso era um cara mentiroso e um pouco preguiçoso para com os estudos. Ou copiava de alguém ou falsificava o que fazia. Na realidade mesmo, nada fazia e era tão falso quanto sua própria nota. Apesar de ser razoável pois tudo que precisava era “colar” ou confiar no amigo na hora da avaliação, raramente isso falhava. Mínimo era um rapaz que não pensava muito longe, para este o que importava era conseguir uma nota que o aprovasse, portanto, estudava pouco, mas não “colava” nas avaliaões e não passa disso, 60% era o bastante e contentava-se com este mínimo. Sempre tinha um pensamento: “Tenho boas notas porque nao perdi nenhuma”. Quero-tentar gostava do que fazia….
Publicado em 1812 tradução de Karin Volobuef A Bela Adormecida Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: “Ah, se nós tivéssemos uma criança!”, e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da água e lhe disse “Seu desejo será realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina”. Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a criança. Havia treze delas em seu reino,
Publicado em 1812 tradução de Karin Volobuef A Bela Adormecida Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: “Ah, se nós tivéssemos uma criança!”, e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da água e lhe disse “Seu desejo será realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina”. Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a criança. Havia treze delas em seu reino, mas como ele só possuía doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a criança com dotes mágicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que há de desejável no mundo. Quando onze já tinham falado, entrou de repente a décima terceira. Ela queria se vingar por não ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo…