Um jovem encontra um senhor de idade e lhe pergunta:– Se lembra de mim? E o velho diz NÃO.Então o jovem diz que ele era aluno dele.E o professor pergunta:– O que você está fazendo, o que você faz para viver?O jovem responde:– Bem, eu me tornei professor.– Ah, que bom, como eu? (disse o velho)– Pois sim. Na verdade, eu me tornei professor porque você me inspirou a ser como você.O velho, curioso, pergunta ao jovem que momento foi que o inspirou a ser professor.E o jovem conta a seguinte história:– Um dia, um amigo meu, também estudante, chegou com um relógio novo e bonito, e eu decidi que queria para mim e eu o roubei, tirei do bolso dele. Logo depois, meu amigo notou o roubo e imediatamente

Um jovem encontra um senhor de idade e lhe pergunta:– Se lembra de mim? E o velho diz NÃO.Então o jovem diz que ele era aluno dele.E o professor pergunta:– O que você está fazendo, o que você faz para viver?O jovem responde:– Bem, eu me tornei professor.– Ah, que bom, como eu? (disse o velho)– Pois sim. Na verdade, eu me tornei professor porque você me inspirou a ser como você.O velho, curioso, pergunta ao jovem que momento foi que o inspirou a ser professor.E o jovem conta a seguinte história:– Um dia, um amigo meu, também estudante, chegou com um relógio novo e bonito, e eu decidi que queria para mim e eu o roubei, tirei do bolso dele. Logo depois, meu amigo notou o roubo e imediatamente reclamou ao nosso professor, que era você. Então, você parou a aula e disse:– O relógio do seu parceiro foi roubado durante a aula hoje. Quem o roubou, devolva-o.Eu não devolvi porque não queria fazê-lo.Então você fechou a porta e disse para todos nós levantarmos e iria vasculhar nossos bolsos até encontrarmos o relógio.Mas, nos disse para fechar os olhos, porque só procuraria se todos tivéssemos os olhos fechados.Então fizemos, e você foi de bolso em bolso, e quando chegou ao meu, encontrou o relógio e o pegou.Você continuou procurando…

A mulher de um homem rico ficou muito doente. Quando ela percebeu que a morte se aproximava, chamou sua única filha ao seu leito e disse : “Filha querida, seja boa e piedosa que o bom deus sempre lhe protejerá. Eu estarei no céu olhando pra você e nunca te abandonarei.”  Dito isso, ela fechou os olhos e morreu. Todos os dias a moça visitava o túmulo de sua mãe. Ela chorava e se mantinha piedosa e boa. Quando o inverno veio, a neve cobriu o túmulo com uma manta branca e quando o sol da primavera a derreteu, o homem encontrou uma nova esposa.  A mulher trouxe consigo duas filhas que eram bonitas e agradáveis de rosto, mas más e feias de coração. Começava um período ruim para a

A mulher de um homem rico ficou muito doente. Quando ela percebeu que a morte se aproximava, chamou sua única filha ao seu leito e disse : “Filha querida, seja boa e piedosa que o bom deus sempre lhe protejerá. Eu estarei no céu olhando pra você e nunca te abandonarei.”  Dito isso, ela fechou os olhos e morreu. Todos os dias a moça visitava o túmulo de sua mãe. Ela chorava e se mantinha piedosa e boa. Quando o inverno veio, a neve cobriu o túmulo com uma manta branca e quando o sol da primavera a derreteu, o homem encontrou uma nova esposa.  A mulher trouxe consigo duas filhas que eram bonitas e agradáveis de rosto, mas más e feias de coração. Começava um período ruim para a pobre moça. “Essa pata-tonta vai sentar-se na sala de visitas conosco?,” elas perguntavam. “Se quer comer o pão, terá que trabalhar para ganhá-lo. Trabalhará na cozinha.” Elas tiraram suas belas roupas, vestiram-na com um camisolão cinza e velho e lhe calçaram com sapatos de madeira.  “Olhem só para a princesa orgulhosa! Como está fora de moda,” elas gritavam, riam e a levavam para a cozinha. Lá ela tinha que trabalhar pesado durante todo o dia, se acordava antes de o sol nascer, carregava água, acendia o fogo, cozinhava e lavava….

Era uma vez um porquinho que morava em uma fazenda cheia de bichos e não sabia o que fazer da vida. Vivia ele sempre triste, parado num canto desanimado. Os amigos já estavam preocupados com ele…O galo então lhe perguntou:– Porque você não vai plantar milho?O porquinho frustado respondeu:– Ah” Plantar milho da muito trabalho!E lá se foi o porquinho deitar-se na lama todo desanimado da vida…De repente veio a sábia coruja observando a situação toda sábia disse:– Deixa eu lhe dar um grande conselho: poque você não vai á escola?O porquinho levantou as pressas da lama e retrucou:– A senhora está louca??? Estudar cansa… Até que um dia a fada leitoa  apareceu como mágica na fazenda sem se conformar com tudo aquilo desembuchou:– Escuta aqui porco, afinal o que

Era uma vez um porquinho que morava em uma fazenda cheia de bichos e não sabia o que fazer da vida. Vivia ele sempre triste, parado num canto desanimado. Os amigos já estavam preocupados com ele…O galo então lhe perguntou:– Porque você não vai plantar milho?O porquinho frustado respondeu:– Ah” Plantar milho da muito trabalho!E lá se foi o porquinho deitar-se na lama todo desanimado da vida…De repente veio a sábia coruja observando a situação toda sábia disse:– Deixa eu lhe dar um grande conselho: poque você não vai á escola?O porquinho levantou as pressas da lama e retrucou:– A senhora está louca??? Estudar cansa… Até que um dia a fada leitoa  apareceu como mágica na fazenda sem se conformar com tudo aquilo desembuchou:– Escuta aqui porco, afinal o que você quer da vida?O porco gostou tanto da pergunta que pensou por uns instantes ate que ele decidiu finalmente responder e falou:– O que eu queria mesmo era viver cheio de dinheiro!– Viver cheio de dinheiro, não é? – Retrucou a Fada leitoa – Vou atender esse seu desejo.Então a fada estendeu a sua varinha e fez PLIM SALABIM.O porquinho se transformou num cofrinho de dinheiro para sempre onde todas as pessoas do mundo todo até hoje colocam dinheiro nele.E ele está em todo lugar, em sua casa, pelo mundo…

A pintura “A Verdade saindo do Poço” (1896), mostrada esse artigo, é de autoria de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, e está ligada a uma parábola do século XIX. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e

A pintura “A Verdade saindo do Poço” (1896), mostrada esse artigo, é de autoria de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, e está ligada a uma parábola do século XIX. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O Mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do Mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.”

Por Arnaldo Jabor Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz! O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado lhe perguntei: Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?! Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.” Ele

Por Arnaldo Jabor Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz! O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado lhe perguntei: Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?! Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.” Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É dele! Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique…

(Leaf by Niggle) ERA uma vez um homenzinho, chamado Migalha, que precisava fazer uma longa viagem. Ele não queria ir, de fato a ideia lhe era muito desagradável, mas não havia como escapar. Ele sabia que algum dia teria de partir, mas não apressava os preparativos. Migalha era pintor, embora não de muito sucesso, em parte porque tinha muitas outras coisas para fazer. A maioria dessas coisas ele considerava aborrecidas, mas fazia-as razoavelmente bem, quando não conseguia livrar-se delas, o que (segundo ele) era frequente demais. As leis do seu país eram bastante rígidas. Havia também outros obstáculos. Por um lado, às vezes ele ficava desocupado, simplesmente sem fazer nada. Por outro lado, era generoso, de certo modo. Aquele tipo de generosidade que mais o deixava desconfortável do que o

(Leaf by Niggle) ERA uma vez um homenzinho, chamado Migalha, que precisava fazer uma longa viagem. Ele não queria ir, de fato a ideia lhe era muito desagradável, mas não havia como escapar. Ele sabia que algum dia teria de partir, mas não apressava os preparativos. Migalha era pintor, embora não de muito sucesso, em parte porque tinha muitas outras coisas para fazer. A maioria dessas coisas ele considerava aborrecidas, mas fazia-as razoavelmente bem, quando não conseguia livrar-se delas, o que (segundo ele) era frequente demais. As leis do seu país eram bastante rígidas. Havia também outros obstáculos. Por um lado, às vezes ele ficava desocupado, simplesmente sem fazer nada. Por outro lado, era generoso, de certo modo. Aquele tipo de generosidade que mais o deixava desconfortável do que o levava a fazer alguma coisa; e, mesmo quando fazia alguma coisa, nada o impedia de resmungar, perder a paciência e praguejar (quase sempre para si mesmo). Mesmo assim, acabava fazendo um bocado de serviços eventuais para seu vizinho, o sr. Paróquia, que mancava de uma perna. Ocasionalmente ele até ajudava outras pessoas de mais longe, quando vinham lhe pedir. De vez em quando também se lembrava da viagem e começava a embalar algumas coisas de maneira ineficaz; nessas ocasiões não pintava muito. Tinha alguns quadros em andamento, em sua maioria…

Era uma vez um velho bruxo muito bondoso que usava a magia com generosidade e sabedoria para beneficiar seus vizinhos. Em vez de revelar a verdadeira fonte do seu poder, ele fingia que suas poções, amuletos e antídotos saíam prontos de um pequeno caldeirão a que ele chamava de sua panelinha da sorte. De muitos quilômetros ao redor, as pessoas vinham lhe trazer seus problemas, e o bruxo, prazerosamente, dava uma mexida na pa-nelinha e resolvia tudo. Esse bruxo muito querido viveu até uma idade avançada e, ao morrer, deixou todos os seus bens para o único filho. O rapaz, porém, tinha uma natureza bem diferente da do bom pai. Na sua opinião, quem não sabia fazer mágicas não valia nada, e ele muitas vezes discordara do hábito que o

Era uma vez um velho bruxo muito bondoso que usava a magia com generosidade e sabedoria para beneficiar seus vizinhos. Em vez de revelar a verdadeira fonte do seu poder, ele fingia que suas poções, amuletos e antídotos saíam prontos de um pequeno caldeirão a que ele chamava de sua panelinha da sorte. De muitos quilômetros ao redor, as pessoas vinham lhe trazer seus problemas, e o bruxo, prazerosamente, dava uma mexida na pa-nelinha e resolvia tudo. Esse bruxo muito querido viveu até uma idade avançada e, ao morrer, deixou todos os seus bens para o único filho. O rapaz, porém, tinha uma natureza bem diferente da do bom pai. Na sua opinião, quem não sabia fazer mágicas não valia nada, e ele muitas vezes discordara do hábito que o pai tinha de ajudar os vizinhos com sua magia. Quando o velho morreu, o jovem encontrou escondido no fundo da velha panela um embrulhinho com o seu nome. Abriu-o na expectativa de ver ouro, mas, em lugar disso, encontrou uma pantufa grossa e macia, pequena demais para ele e sem par. Dentro dela, um pedaço de pergaminho trazia a seguinte frase: “Afetuosamente, meu filho, na esperança de que você jamais precise usá-la.” O filho amaldiçoou a caduquice do pai e atirou a pantufa no caldeirão, decidindo que passaria a usá-lo…

Há muitos e muitos anos, numa casinha pobre, nasceu um menino bonito e forte, mas que, ao contrário de todas as outras crianças, nasceu com todos os dentes na boca. Os pais, assim que o viram, ficaram muito assusta-os, pensando se tratar de alguma bruxaria. As vizinhas, entretanto, os tranquilizaram, dizendo que nascer com dentes era sinal de boa sorte. E uma delas, que era considerada feiticeira, profetizou que o menino, ao completar quinze anos, se casaria com a filha do imperador do país. Um dia, quando o menino ainda era bem pequeno, o imperador passou casualmente pela vila e ouviu contar a história da criança, que era chamada de o “Filho da Sorte.” Indignado com a possibilidade de ver sua filha casada com um tipo qualquer, pobre e de

Há muitos e muitos anos, numa casinha pobre, nasceu um menino bonito e forte, mas que, ao contrário de todas as outras crianças, nasceu com todos os dentes na boca. Os pais, assim que o viram, ficaram muito assusta-os, pensando se tratar de alguma bruxaria. As vizinhas, entretanto, os tranquilizaram, dizendo que nascer com dentes era sinal de boa sorte. E uma delas, que era considerada feiticeira, profetizou que o menino, ao completar quinze anos, se casaria com a filha do imperador do país. Um dia, quando o menino ainda era bem pequeno, o imperador passou casualmente pela vila e ouviu contar a história da criança, que era chamada de o “Filho da Sorte.” Indignado com a possibilidade de ver sua filha casada com um tipo qualquer, pobre e de origem humilde, o imperador resolveu dar um jeito de impedir que a profecia se cumprisse. Dizendo-se um rico comerciante, apresentou-se na casa onde vivia o Filho da Sorte. Tomou a criança nos braços e, fingindo-se encantado com sua beleza, disse aos pais que era muito rico e não tinha ninguém a quem deixar sua herança. Por isso, gostaria muito de poder levar o bebê e criá-lo como se fosse seu filho. O casal, a princípio, não aceitou a proposta, mas o imperador foi tão hábil e convincente que os fez…

Era uma vez um burro que tinha trabalhado durante muitos anos para o seu dono, acartando sacos de milho. Com o tempo, foi perdendo as forças e acabou por não conseguir trabalhar como antigamente. Então, o dono resolveu cortar-lhe a ração. Vendo que dessa decisão não viria nada de bom para si, o Burro fugiu e pôs-se a caminho da cidade de Bremen. – Em Bremen posso tornar-me músico – pensava ele enquanto caminhava. Ainda mal tinha começado a jornada quando encontrou, à beira da estrada, um cão de caça que respirava sem fôlego como se tivesse acabado de correr muito. – Por que respiras assim com tanta dificuldade? – Perguntou o Burro. – Ah, sabes lá! Como estou velho e cada dia que passa me sinto mais fraco, já

Era uma vez um burro que tinha trabalhado durante muitos anos para o seu dono, acartando sacos de milho. Com o tempo, foi perdendo as forças e acabou por não conseguir trabalhar como antigamente. Então, o dono resolveu cortar-lhe a ração. Vendo que dessa decisão não viria nada de bom para si, o Burro fugiu e pôs-se a caminho da cidade de Bremen. – Em Bremen posso tornar-me músico – pensava ele enquanto caminhava. Ainda mal tinha começado a jornada quando encontrou, à beira da estrada, um cão de caça que respirava sem fôlego como se tivesse acabado de correr muito. – Por que respiras assim com tanta dificuldade? – Perguntou o Burro. – Ah, sabes lá! Como estou velho e cada dia que passa me sinto mais fraco, já não posso caçar. O meu dono queria matar-me, mas eu fugi a sete pés. Mas, agora, o que vai ser de mim? – Queixou-se o Cão. – Por que não vens comigo para Bremen? – Perguntou o Burro. – Vou tornar-me músico da cidade e tocar alaúde. Tu podias tocar tambor… O Cão concordou e meteram-se ambos ao caminho. Andaram algum tempo até que encontraram um Gato que estava muito, muito triste. – O que te aconteceu, meu caça-ratos? – Perguntou o Burro. – Quem é que se pode sentir…

Era uma vez uma doce pequena que tinha o amor de todos os que a viam; mas era a avó quem mais a amava, a ponto de não saber o que mais dar à criança. Uma vez deu-lhe um capucho de veludo vermelho e, como este lhe ficava tão bem que ela nunca mais quis usar outra coisa, chamaram-lhe simplesmente Capuchinho Vermelho. Um dia disse-lhe a mãe: “Vem cá, Capuchinho Vermelho, aqui tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho para levares à tua avó. Ela está doente e fraca e isto há-de fortalecê-la. Põe-te ao caminho antes que se ponha quente e, quando estiveres no bosque, vai direta e não te desvies do carreiro, senão ainda cais e partes o vidro e a tua avó não recebe

Era uma vez uma doce pequena que tinha o amor de todos os que a viam; mas era a avó quem mais a amava, a ponto de não saber o que mais dar à criança. Uma vez deu-lhe um capucho de veludo vermelho e, como este lhe ficava tão bem que ela nunca mais quis usar outra coisa, chamaram-lhe simplesmente Capuchinho Vermelho. Um dia disse-lhe a mãe: “Vem cá, Capuchinho Vermelho, aqui tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho para levares à tua avó. Ela está doente e fraca e isto há-de fortalecê-la. Põe-te ao caminho antes que se ponha quente e, quando estiveres no bosque, vai direta e não te desvies do carreiro, senão ainda cais e partes o vidro e a tua avó não recebe nada. E quando entrares no quarto dela, não te esqueças de dizer bom dia e não te vás pôr a espreitar em todos os cantos.” “Vou fazer tudo bem,” prometeu Capuchinho Vermelho dando a sua mão. A avó vivia isolada no bosque, a meia légua da aldeia. Quando Capuchinho Vermelho chegou ao bosque, um lobo veio ao seu encontro. Capuchinho Vermelho não sabia que se tratava dum animal malvado e não teve medo nenhum. “Bom dia, Capuchinho Vermelho,” disse ele. “Muito obrigado, lobo.” – “Aonde vais tão cedo, Capuchinho Vermelho?”…